Élisabeth Borne

política francesa, Primeira-ministra da França

Élisabeth Borne (Paris, 18 de abril de 1961) é uma política francesa que atua como Primeira-ministra da França desde 2022. Engenheira civil, funcionária pública e gerente de empresas estatais nos setores de transporte e construção civil, Borne atuou anteriormente como Ministra dos Transportes (de 2017 a 2019) e Ministra da Ecologia (de 2019 a 2020) no governo de Emmanuel Macron. Entre 2020 e 2022, Borne liderou o Ministério do Trabalho, Emprego e Integração no Governo Castex.

Élisabeth Borne
Élisabeth Borne em 2022.
Primeira-ministra da França
Período 16 de maio de 2022
a atualidade
Presidente Emmanuel Macron
Antecessor(a) Jean Castex
Ministra do Trabalho, Emprego e Inclusão Econômica
Período 6 de julho de 2020
a 16 de maio de 2022
Primeiro-ministro Jean Castex
Antecessor(a) Muriel Pénicaud
Sucessor(a) Olivier Dussopt
Dados pessoais
Nome completo Élisabeth Borne
Nascimento 18 de abril de 1961 (61 anos)
Paris, Ilha de França
Nacionalidade francesa
Alma mater Escola Politécnica
École des Ponts et Chaussées
Partido Em Marcha! (2017-presente)
Profissão Engenheira civil

Em 16 de maio de 2022, assumiu o cargo de Primeira-ministra francesa após a renúncia de Castex, seguindo a tradição política após as eleições presidenciais francesas. Borne é a segunda mulher a ocupar o cargo após Edith Cresson, que serviu de 1991 a 1992.[1] É membro dos partidos Em Marcha! e Territórios do Progresso.

HistóriaEditar

Elisabeth Borne é filha de um judeu que nasceu na Bélgica, membro da Resistência francesa contra o nazismo, Joseph Bornstein (1924-1972). Em 1950, tendo sobrevivido aos campos de concentração nazistas de Auschwitz e de Buchenwald, ele obteve a nacionalidade francesa e adotou o sobrenome Borne, usado por ele em seus falsos documentos na clandestinidade. [2][3] Após a guerra, ele casou com Marguerite Lescène (1920-2015), farmacêutica em Livarot, no Calvados, e abriu um laboratório farmacêutico em Paris. Em 1961, ele se suicidou. Sua filha Elisabeth que tinha apenas 11 anos, tornou-se “Pupille de la Nation”, quer dizer órfã que beneficia de tutela do Estado, o que lhe garantiu bolsas de estudo durante toda a escolaridade. Este estatuto especial decorre do fato que seu pai era membro da Resistência.

Em 1981, ela foi aprovada por concurso na prestigiosa École polytechnique. [4]Em seguida, ela cursou a École Nationale des Ponts et Chaussées [5]e ao mesmo tempo o Master of Business Administration do Collège des Ingénieurs, que ela obteve em 1986.

Percurso políticoEditar

Elisabeth Borne começou sua carreira politica no âmbito da Esquerda, tendo sido conselheira de Lionel Jospin, Jack Lang, Ségolène Royal, Bertrand Delanoë. Ela também foi diretora da SNCF e da RATP. Ademais, em 2013, ela foi a primeira mulher nomeada Prefeita, termo que na França designa a pessoa depositária da autoridade do Estado em uma região. [6][7]

Nas eleições presidências francesas de 2017, Elisabeth Borne juntou-se ao partido La République en Marche e fez campanha desde o primeiro turno para Emmanuel Macron. Ela tornou-se, em maio, imediatamente após a vitória, Ministra dos Transportes; dois anos depois, em 2019, ela virou Ministra da Transição Ecológica e Solidária e, enfim, em 2020, Ministra do Trabalho, Emprego e Integração.

Em 2022, após a reeleição de Emmanuel Macron à presidência, ela foi nomeada em maio, Primeira-ministra da França.

Vida privadaEditar

Em 30 de junho de 1989, Elisabeth Borne casou-se com Olivier Allix. Desta união nasceu em 1995, um menino, Nathan. O casal se divorciou em 17 de dezembro de 2008.

Referências