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Os geólogos se referem a um éon como a maior subdivisão de tempo na escala de tempo geológico.[1] Só é menor que um superéon (o único superéon é o Pré-Cambriano). A categoria imediatamente inferior é a era.

Apesar da proposta feita em 1957 de se definir éon como sendo uma unidade de tempo igual a um bilhão de anos (1 Ga), a ideia não foi aceita como sendo uma unidade de medida científica, sendo preferido o uso de éon como uma unidade de tempo arbitrariamente grande.[1]

Índice

EtimologiaEditar

Origem GregaEditar

A palavra em português "éon" é oriunda do termo em língua grega antiga Aιων (aion), que significa "eternidade" ou "força vital".

Origem LatinaEditar

Um termo similar em Latim é aevum, que significa "era" e está presente nas construções de palavras como "longevidade" e "medieval". [1]

Aevum é considerado, pela filosofia escolástica, o modo como anjos e santos experienciariam tempo no paraíso.[2]

Convenções atuaisEditar

A Comissão Internacional sobre Estratigrafia reconhece, em sua Tabela Cronoestratigráfica Internacional, quatro éons:

HadeanoEditar

Hadeano tem nome inspirado no deus do mundo inferior na mitologia grega Hades, este período vai da formação da Terra (4,6 bilhões de anos, aproximadamente) até o início do processo de formação das rochas que marcou o início do período Arcaico.

ArcaicoEditar

Arqueano ou Arcaico, compreendido entre 4 e 2,5 bilhões de anos atrás, aproximadamente, marcada pela atividade vulcânica e fluxo de calor três vezes maior que o atual.[3]

ProterozoicoEditar

Proterozoico, do termo grego para éon "anterior aos animais", remete à era das primeiras formas de vida. Está compreendido entre 2,5 bilhões e 543 milhões de anos[4] e compreende o período onde houve acúmulo de oxigênio na atmosfera (atribuído às algas azuis).

FanerozoicoEditar

O Fanerozoico começou cerca de 543 milhões de anos e se estende até hoje. Abrange o período de tempo em que existiram a maior parte dos seres macroscópicos, como algas, fungos, plantas e animais. Primeiramente propôs-se como se correspondesse ao início da vida na Terra até os dias atuais, no entanto descobriu-se que seu início apenas correspondia ao surgimento de animais com exosqueletos e conchas, que deixavam fósseis.

Páginas relacionadasEditar

Referências geraisEditar

Referências

  1. a b a, Jesus Maga; Magaña, Jesus (2012-06). Viaje Al Centro Del Infinito: La Musica de Las Esferas (em espanhol). [S.l.]: Palibrio. ISBN 9781463328900. Consultado em 11 de fevereiro de 2018  Verifique data em: |data= (ajuda)
  2. Charlton T. Lewis and Charles Short, A Latin Dictionary (Oxford, Clarendon Press, 1879), 64-65.
  3. J, MONROE; Rodríguez, Manuel Pozo (2008-07). GEOLOGÍA. DINÁMICA Y EVOLUCIÓN DE LA TIERRA (em espanhol). [S.l.]: Editorial Paraninfo. ISBN 9788497324595. Consultado em 11 de fevereiro de 2018  Verifique data em: |data= (ajuda)
  4. Fernandez, Maria Beatriz Carenas; Robles, Jorge Luis Giner; Yelamos, Javier Gonzalez; Rodríguez, Manuel Pozo (2014). Geología (em espanhol). [S.l.]: Ediciones Paraninfo, S.A. ISBN 9788497328944. Consultado em 11 de fevereiro de 2018 

Ligações externasEditar