A Raposa e as Uvas

A Raposa e as Uvas é uma fábula atribuída a Esopo[1]

história de uma raposa que tenta, sem sucesso, comer um cacho de convidativas uvas penduradas em uma vinha alta.[2] Não conseguindo, afasta-se, dizendo que as uvas estariam verdes. Porém em uma sinopse[3] mais concreta podemos resumir a fábula de tal maneira: Chegando uma Raposa a uma parreira[4], viu-a carregada de uvas maduras e formosas e cobiçou-as. Começou a fazer tentativas para subir; porém, como as uvas estavam altas e a subida era íngreme, por muito que tentasse não as conseguiu alcançar. Então disse:

- Estas uvas estão muito azedas, e podem manchar-me os dentes; não quero colhê-las verdes, pois não gosto delas assim. [3] Muitas vezes por comodismo e por não querer obter, criando desculpas e justificativas enfadonhas. A moral afirmada no final da fábula é:

É fácil desprezar aquilo que não se pode obter ou de uma maneira mais simplificada ' ' É fácil falar mal daquilo que não se pode ter ' '

OrigemEditar

Como dito varias vezes acima a fábula foi originalmente escrita por Esopo,(ou seja Grécia) porém já foi reescrita muitas vezes ao longo dos século e em diversos lugares do mundo. No Brasil por exemplo as versões nacionais que entraram para o imaginário coletivo foram as de Millôr Fernandes, Monteiro Lobato, Jô Soares e Ruth Rocha.

Curiosidades e influencia linguísticasEditar

Na língua inglesa, a expressão "uvas azedas" — derivada dessa fábula — refere-se à negação de um desejo por algo que não se adquire facilmente ou à pessoa que detém essa recusa.[4] Expressões similares existem em outros idiomas, como na expressão persa: "O gato que não pode alcançar a carne diz 'isso fede'!" A expressão também está presente nos países escandinavos, onde o termo 'azedar uvas' foi substituído por 'azedar sorvas' pelo fato de as uvas não serem comuns em latitude setentrional. Na psicologia, este comportamento é conhecido como racionalização (embora seja mais conhecido como redução da dissonância cognitiva).

No discurso coloquial, a expressão do idioma é aplicada a alguém que perde e não consegue fazê-lo graciosamente. Estritamente falando, deve ser aplicado a alguém que, após a perda, nega a intenção de ganhar por completo. A expressão "Ah, mas são verdes" é utilizada em Portugal quando isto acontece. O provérbio português "quem desdenha quer comprar" é comumente associado a esta fábula.

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Ver tambémEditar

 
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Referências

  1. Godwin, William (1824). Fables ancient and modern, adapted for the use of children by Edward Baldwin (em inglês). [S.l.]: M.J. Godwin and Company at the French and English Juvenile and School Library, 195, (St. Clement's), Strand. 
  2. BRAIDO, EUNICE. A RAPOSA E AS UVAS. [S.l.]: FTD. ISBN 9788532259967 
  3. a b Costa, João José Da (21 de janeiro de 2010). [S.l.]: Clube de Autores https://books.google.com.br/books?id=uQNWBQAAQBAJ&pg=PA251&dq=%22A+Raposa+e+as+Uvas%22&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjp89u7iIrkAhVXwcQBHf1QDqMQ6AEISTAG  Parâmetro desconhecido |E, dito isto, foi-se embora título= ignorado (ajuda); Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  4. a b Gibbs, Laura (1 de janeiro de 2009). Aesop's Fables in Latin: Ancient Wit and Wisdom from the Animal Kingdom (em inglês). [S.l.]: Bolchazy-Carducci Publishers. ISBN 9781610410274 

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