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Uvas Riesling maduras
Uvas Riesling maduras
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Vitales
Família: Vitaceae
Género: Vitis
L.
Espécies
Uvas, brancas ou escuras
Valor nutricional por 100 g (3,53 oz)
Energia 288 kJ (70 kcal)
Carboidratos
Carboidratos totais 18.1 g
 • Açúcares 15.48 g
 • Fibra dietética 0.9 g
Gorduras
Gorduras totais 0.16 g
Proteínas
Proteínas totais 0.72 g
Vitaminas
Tiamina (vit. B1) 0.069 mg (6%)
Riboflavina (vit. B2) 0.07 mg (6%)
Niacina (vit. B3) 0.188 mg (1%)
Ácido pantotênico (B5) 0.05 mg (1%)
Vitamina B6 0.086 mg (7%)
Ácido fólico (vit. B9) 2 µg (1%)
Colina 5.6 mg (1%)
Vitamina C 3.2 mg (4%)
Vitamina E 0.19 mg (1%)
Vitamina K 14.6 µg (14%)
Minerais
Cálcio 10 mg (1%)
Ferro 0.36 mg (3%)
Magnésio 7 mg (2%)
Manganês 0.071 mg (3%)
Fósforo 20 mg (3%)
Potássio 191 mg (4%)
Sódio 2 mg (0%)
Zinco 0.07 mg (1%)
Fluoreto 7.8 µg
Link to USDA Database entry
Percentuais são relativos ao nível de ingestão diária recomendada para adultos.
Fonte: USDA Nutrient Database

A uva é o fruto da videira (Vitis sp.), uma planta da família das Vitaceae. É utilizada frequentemente para produzir sumo, doce (geleia), vinho e passas, podendo também ser consumida ao natural.

Entre as espécies de videiras podemos referir:

VideiraEditar

A videira, vinha ou parreira é uma trepadeira da família das vitáceas, com tronco retorcido, ramos flexíveis, folhas grandes e repartidas em cinco lóbulos pontiagudos, flores esverdeadas em ramos, e cujo fruto é a uva. Originária da Ásia, a videira é cultivada em todas as regiões de clima temperado.[1]

A videira produz as uvas, fruto de cujo suco se produz o vinho.

O cultivo da videira para a produção de vinho é uma das atividades mais antigas da civilização. Evidências indicam o cultivo da videira para a produção de vinho na região do Egito e da Ásia Menor durante o período neolítico, ao mesmo tempo em que a humanidade, instalada em colônias permanentes, começou a cultivar alimentos e criar gado, além de produzir cerâmica.

HistóriaEditar

O cultivo da uva começou cerca de 6.000 a 8.000 anos atrás, no Oriente Médio.[2] A levedura, um dos primeiros microorganismos conhecidos pelo homem, ocorre naturalmente na casca das uvas, levando a produção de bebidas alcoólicas, como o vinho. Os primeiros vestígios de vinho tinto são vistos na Armênia antiga, onde foi encontrada a adega mais antiga do mundo, datando de cerca de 4.000 a.C.. Por volta do Século IX, a cidade de Xiraz era conhecido por produzir um dos melhores vinhos do Oriente Médio. Assim, tem sido proposto que o nome do vinho tinto de Syrah possui origens em Xiraz, uma cidade na Pérsia, onde a uva foi usada para fazer vinho Shirazi. Hieróglifos no Antigo Egito recordam o cultivo de uvas, e a história atesta também que povos antigos da Grécia, Fenícia e Roma também cultivavam uvas para a alimentação e produção de vinho. Mais tarde, o cultivo de uvas se espalhou pela Europa, norte da África e, finalmente, América do Norte. Uvas pertencentes ao gênero Vitis proliferaram naturalmente nas selvas da América do Norte, e foram parte da dieta de muitos nativos americanos, mas foram considerados pelos colonizadores europeus como impróprio para a produção de vinho.

BrasilEditar

No Brasil o cultivo da videira começou em 1535, na Capitania de São Vicente trazida pelos portugueses. A imigração italiana em São Paulo e na Região Sul do Brasil no final do século XIX deu um grande impulso à cultura. São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e Bahia são grandes produtores. As melhores épocas de produção variam com as características climáticas de cada região.

No Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP predominam as uvas originárias do estado de São Paulo das regiões de Botucatu, Campinas, Itapetininga e Sorocaba, no período de novembro a março, e de Dracena e Jales de julho a novembro. O Estado do Paraná é o maior fornecedor nacional de julho a novembro, uma janela de mercado onde entram poucos fornecedores. O Nordeste do Brasil concentra a sua oferta de agosto a dezembro.

A uva é uma das frutas mais exportadas e também uma das mais importadas pelo Brasil. Uvas chilenas, americanas, argentinas têm no Brasil um mercado cada vez maior. A Câmara Setorial de Frutas, órgão da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo apresenta as normas de Classificação da Uva (Vitis vinifera L.).

CaracterísticasEditar

As uvas crescem em cachos de 15 a 300 frutos, e podem ser vermelhas, pretas, azul-escuras, amarelas, verdes, laranjas e rosas. "Uvas brancas" são naturalmente de cor verde, e são evolutivamente derivados da uva roxa. Mutações em dois genes reguladores de uvas brancas desativam a produção de antocianinas, que são responsáveis ​​pela cor púrpura das uvas.[3] As antocianinas e outros polifenóis são responsáveis ​​pelo vários tons, que variam de roxo a vermelho.[4][5]

Os frutos também podem ser usados ​​na fabricação de vários produtos, como geleias, sucos, sorvetes e refrigerantes, e sua casca pode ser usada para fabricar panetone.[6]

Significado religiosoEditar

Na Bíblia, as uvas são mencionadas pela primeira vez quando Noé cultiva-os em sua fazenda (Gênesis 9:20-21). Referências sobre o vinho são feitas no livro de Provérbios (20:1) e no livro de Isaías (5:1-25). Deuteronômio (18:3-5, 14:22-27, 16:13-15) relata o uso do vinho durante festas judaicas. Uvas também foram significativas para ambos gregos e romanos, e seu deus da agricultura, Dionísio, estava ligado às uvas e do vinho, sendo freqüentemente retratado com folhas de uva em sua cabeça.[7] As uvas são especialmente simbólicas para os cristãos, que desde o início da Igreja faz o uso do vinho na celebração da Eucaristia.[8] Pontos de vista sobre o significado do vinho variam entre denominações. Na arte cristã, muitas vezes as uvas representam o sangue de Cristo.

Lista de variedades de uvaEditar

Além da classificação científica, as uvas são classificadas quanto ao destino da produção, se são de mesa ou para vinicultura, recebendo nomes próprios:[9]

PragasEditar

Inseto e NematóideEditar

 
Besouro-saltadores adultos comem brotos e folhas que se desdobram. As larvas se alimentam de cachos de flores e esqueletizam as folhas.

Como qualquer outra espécie de planta, a videira é exposta a influências ambientais, doenças e pragas. Existem várias pragas e doenças da videira em todo o mundo. A maioria delas são insetos e, em menos casos, também ácaros e nematóides. As pragas estão causando danos diretos e indiretos. Eles comem órgãos de videiras subterrâneos e acima do solo e são transmissores de doenças por fungos, vírus e fitoplasma. Pragas que ameaçam a videira são: borboletas, cigarras, insetos, pulgões, tripes, besouros, ácaros, etc.

Uma das pragas de vinha mais destrutivas da história foi a filoxera da uva, que danificou e destruiu várias vinhas da Europa. Chegou à Europa da América do Norte no final da década de 1850.[10] Como as videiras americanas eram resistentes a essas pragas, os viticultores resolveram o problema enxertando videiras européias em videiras americanas. O fraco crescimento da videira pode ser o resultado de populações de nematóides altas que se alimentam das raízes. A alimentação de nemátodes pode resultar em aumento de lesões no inverno.[11]

Os limiares provisórios de ação prescrevem tratamento quando 15% ou mais das folhas são destruídas por insetos desfolhantes, ou quando 4% ou mais dos cachos são destruídos por insetos alimentadores de cachos, mas essas diretrizes gerais podem variar em gravidade com base em vários fatores.[12]

Doenças fúngicasEditar

As doenças fúngicas são o maior grupo de patógenos vegetais. Após a infecção, eles se espalham pelo vento e pela chuva, insetos e outros organismos também podem ser transmissores. Os sinais de infecção por fungos são sardas, necrose, cobertura mofada, apodrecimento e definhamento. As doenças fúngicas mais comuns da uva são: míldio, oídio,[13] mofo cinza, braço morto, causado por dois fungos diferentes, Eutypa lata e Phomopsis viticola,[14] e podridão negra[15].[16]

Fitoplasma, vírus e doenças semelhantes a vírusEditar

Os fitoplasmas estão de acordo com a estrutura celular semelhante às bactérias. Eles vivem no tecido do floema da planta. Os vírus são patógenos microscópicos que vivem dentro das células vivas. Depois de entrar nas videiras, elas se espalham por todas as partes subterrâneas e acima do solo da planta. Na natureza, os vírus são transmitidos através de vetores - insetos, ácaros e nematóides. As alterações que aparecem no caso de doenças virais e fitoplasmáticas são: alterações na forma, tamanho e cor da lâmina e alterações na parte aérea e nos cachos da videira.

Doenças bacterianasEditar

As bactérias são organismos unicelulares simples que crescem rapidamente. Eles penetram nas videiras através de aberturas naturais de videiras ou através de feridas de videira. Os sinais mais comuns de infecções bacterianas são inflamação dos tecidos e formação de feridas por câncer.[17][18]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Teresinha Costa Silveira de Albuquerque; Bárbara França Dantas. «Cultivo da Videira». Embrapa. Consultado em 21 de janeiro de 2012 
  2. Patrice This, Thierry Lacombe, Mark R. Thomash. «Historical Origins and Genetic Diversity of Wine Grapes» (PDF). Trends in Genetics. 22 (8). Consultado em 21 de janeiro de 2012. Arquivado do original (PDF) em 12 de outubro de 2008 
  3. Walker AR, Lee E, Bogs J, McDavid DA, Thomas MR, Robinson SP, AR (2007). «White grapes arose through the mutation of two similar and adjacent regulatory genes». Plant J. 49 (5): 772–85. ISSN 0960-7412. PMID 17316172. doi:10.1111/j.1365-313X.2006.02997.x  |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (ajuda); |nome3= sem |sobrenome3= em Authors list (ajuda); |nome4= sem |sobrenome4= em Authors list (ajuda); |nome5= sem |sobrenome5= em Authors list (ajuda); |nome6= sem |sobrenome6= em Authors list (ajuda)
  4. Waterhouse AL, AL (2002). «Wine phenolics». Ann. N. Y. Acad. Sci. 957: 21–36. ISSN 0077-8923. PMID 12074959. doi:10.1111/j.1749-6632.2002.tb02903.x. Consultado em 21 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 16 de janeiro de 2019 
  5. Brouillard R, Chassaing S, Fougerousse A, R (2003). «Why are grape/fresh wine anthocyanins so simple and why is it that red wine color lasts so long?». Phytochemistry. 64 (7): 1179–86. ISSN 0031-9422. PMID 14599515. doi:10.1016/S0031-9422(03)00518-1  |nome2= sem |sobrenome2= em Authors list (ajuda); |nome3= sem |sobrenome3= em Authors list (ajuda)
  6. «Uva». Brasil Escola. Consultado em 21 de janeiro de 2011 
  7. Garden Guides
  8. Justin Martyr, First Apology, "Chapter LXV. Administration of the sacraments" e "Chapter LXVII. Weekly worship of the Christians".
  9. «Tipos de uvas». Vinhos Net. Consultado em 21 de janeiro de 2012. Arquivado do original em 22 de março de 2013 
  10. «Grape Insects | Entomology». entomology.ca.uky.edu. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  11. «Pests and Pesticides in Home Fruit Plantings». Penn State Extension (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  12. «Insect and Nematode Pests in Grapes in the Home Fruit Planting». Penn State Extension (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  13. Urska (31 de agosto de 2015). «Powdery mildew (Uncinula necator)». eVineyard blog (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  14. Erincik, O.; Madden, L. V.; Ferree, D. C.; Ellis, M. A. (1 de maio de 2001). «Effect of Growth Stage on Susceptibility of Grape Berry and Rachis Tissues to Infection by Phomopsis viticola». Plant Disease. 85 (5): 517–520. ISSN 0191-2917. PMID 30823128 Verifique |pmid= (ajuda). doi:10.1094/PDIS.2001.85.5.517 
  15. Urska. «Black Rot of Grape». eVineyard blog (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  16. «Eutypa Dieback, or Dead Arm, of Grapes – Grapes». grapes.extension.org. Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  17. Urska. «Most common grapevine pests around the world». eVineyard blog (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 
  18. «Pest Management». Grapes (em inglês). Consultado em 13 de dezembro de 2019 

Ligações externasEditar

 
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