Acordos de Argel (1981)

Os Acordos de Argel foram um conjunto de acordos entre os Estados Unidos e o Irã para resolver a crise dos reféns americanos no Irã. Os acordos foram intermediados pelo governo argelino e assinados em Argel, no dia 19 de janeiro de 1981. [1]

A crise surgira a partir da tomada da embaixada estadunidense em Teerã, no dia 4 de novembro de 1979, quando funcionários da embaixada e do corpo diplomático foram mantidos como reféns. Por esse acordo, os 52 cidadãos estadunidenses foram libertados e conseguiram deixar o Irã.[carece de fontes?]

Entre as principais disposições do acordo, destacam-se:[carece de fontes?]

  1. Os Estados Unidos não interviriam política ou militarmente nos assuntos internos iranianos;
  2. Os Estados Unidos suspenderiam o congelamento dos ativos iranianos no exterior e as sanções comerciais ao Irã;
  3. Ambos os países encerrariam litígios entre os seus respectivos governos e cidadãos, remetendo-os à arbitragem internacional, nomeadamente ao Iran–United States Claims Tribunal,[2] criado em consequência do acordo;
  4. Os Estados Unidos iriam assegurar que as decisões judiciais estadunidenses sobre a transferência de qualquer propriedade do deposto Reza Pahlevi seriam aplicadas independentemente de "princípios de imunidade soberana";
  5. As dívidas iranianas para com instituições estadunidenses seriam pagas.

O negociador-chefe dos Estados Unidos foi o vice-secretário de Estado Warren Christopher,[1] enquanto o mediador-chefe argelino foi o ministro das Relações Exteriores argelino Mohammed Benyahia. [3]

Referências

  1. a b Barnes, Bart (19 de março de 2011). «Former secretary of state Warren Christopher dies at 85». Washington Post 
  2. Iran – United States Claims Tribunal
  3. Carter, Jimmy (18 de outubro de 1982). «The Final Day». Time magazine 

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