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Adelaide Kemble
Litografia de 1841 de Adelaide Kemble por Richard James Lane
Nascimento novembro de 1815
Londres
Morte 4 de agosto de 1879 (63 anos)
Warsash
Nacionalidade Reino Unido Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda
Progenitores Mãe: Maria Theresa Kemble
Pai: Charles Kemble
Cônjuge Edward John Sartoris
Ocupação Meio-soprano lírico

Adelaide Kemble (Londres, novembro de 1815 – Warsash, 4 de agosto de 1879) foi uma cantora de ópera inglesa da Era vitoriana, e membro da família de atores Kemble. Era a irmã mais nova da famosa atriz e abolicionista Fanny Kemble. Seu pai era o ator Charles Kemble.

BiografiaEditar

Adelaide estudou em Londres com John Braham e na Itália, com a grande soprano Giuditta Pasta. Em 2 de novembro de 1841, fez sua primeira apresentação operística no palco de Londres em Norma de Vincenzo Bellini.

Em 1843 casou-se com Edward John Sartoris, um rico italiano, e retirou-se dos palcos após uma breve, mas brilhante carreira. Eles foram os anfitriões, na casa em Belgavia, de Chopin, onde, em 1849, ele fez sua estreia em Londres. O evento foi marcado por uma placa comemorativa. Adelaide escreveu A Week in a French Country House (1867), uma história brilhante e bem-humorada, seguida por outros contos mais medíocres. Relatou um incidente interessante de um dos últimos concertos de Giuditta Pasta em Londres, cujo registro vocal havia decaído consideralmente, e ela perguntou à companheira cantora Pauline Viardot, o que achava de sua voz naqueles dias, e obteve a resposta:

"Ah! É um desastre, mas assim é A Última Ceia de Leonardo da Vinci".

Seu filho, Algernon Charles Frederick Sartoris, casou-se com Nellie Grant, filha do famoso general e presidente americano Ulysses S. Grant, em 21 de maio de 1874 no East Room da Casa Branca.

O jovem Frederic Leighton (pintor de Flaming June e presidente da Academia Real Inglesa de 1878 até sua morte em 1895) foi introduzido no seu círculo de amizades em Roma, e foi muito influenciado por ela em muitos aspectos, mais evidentemente, talvez, nas áreas social e musical. Seus vesperais certamente serviram de inspiração mais tarde para a criação do seu famoso anuário "Leighton Musics", realizado em sua casa (atual Leighton House Museum), em Londres. A senhora Sartoris e o jovem artista vitoriano mantiveram uma estreita amizade pelo resto de sua vida.[1]

Referências

  1. E. Barrington. The Life, Letters, and Work of Frederic Leighton. 1896.