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Adelaide
Princesa de Hohenlohe-Langemburgo
Retrato por Franz Xaver Winterhalter, 1853
Duquesa consorte de Eslésvico-Holsácia
Reinado 15 de junho de 1888
a 9 de novembro de 1918
Predecessora Luísa Sofia de Danneskiold-Samsøe
Sucessora Doroteia de Saxe-Coburgo-Gota
 
Marido Frederico VIII, Duque de Eslésvico-Holsácia
Descendência Frederico de Eslésvico-Holsácia
Augusta Vitória de Eslésvico-Holsácia
Carolina Matilde de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Augustemburgo
Geraldo de Eslésvico-Holsácia
Ernesto Gunter de Eslésvico-Holsácia
Luísa de Eslésvico-Holsácia
Teodora de Eslésvico-Holsácia
Casa Hohenlohe-Langemburgo
(por nascimento)
Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Augustemburgo (por casamento)
Nome completo
Adelaide Vitória Amália Luísa Maria Constança
Nascimento 20 de julho de 1835
  Langemburgo, Württemberg, Confederação Germânica
Morte 25 de janeiro de 1900 (64 anos)
  Dresden, Saxônia, Império Alemão
Enterro Cripta Ducal, Schloss Primkenau, Eslésvico-Holsácia
Pai Ernesto I, Príncipe de Hohenlohe-Langemburgo
Mãe Teodora de Leiningen

Adelaide Vitória Amália Luísa Maria Constança de Hohenlohe-Langemburgo (20 de julho de 1835 - 25 de janeiro de 1900) foi uma sobrinha da rainha Vitória do Reino Unido.

FamíliaEditar

 
Adelaide (direita) com a sua mãe Teodora em 1840, por Sir George Hayter. Na Royal Collection.

Adelaide era a quinta filha do príncipe Ernesto I, Príncipe de Hohenlohe-Langemburgo e da princesa Teodora de Leiningen. Os seus avós paternos eram o príncipe Carlos Luís I, Príncipe de Hohenlohe-Langemburgo e a condessa Amália de Solms-Baruth. Os seus avós maternos eram Emich Carlos, 2° Príncipe de Leiningen e a princesa Vitória de Saxe-Coburgo-Saalfeld. Após a morte do seu avô materno, a sua avó voltou a casar-se, desta vez com o príncipe Eduardo, Duque de Kent, filho do rei Jorge III do Reino Unido. Desta união nasceu a futura rainha Vitória do Reino Unido, sua tia, visto ser meia-irmã da sua mãe, o que a tornava muito próxima em parentesco da família real britânica.[1]

Proposta de casamento de Napoleão IIIEditar

Em 1852, pouco depois de Napoleão III se tornar imperador de França, este fez uma proposta de casamento aos pais de Adelaide. Apesar de o imperador francês nunca a ter conhecido, as vantagens políticas de tal união eram óbvias. Iria dar importância dinástica à linha Bonaparte e facilitar uma boa aliança política com a Grã-Bretanha, visto que Adelaide era sobrinha da rainha Vitória, além do facto de não ser um membro oficial da família real britânica, o que facilitaria a aceitação do pedido. Adelaide apenas se teria de converter ao catolicismo.

No entanto, a proposta horrorizou a rainha Vitória e enfureceu o príncipe Alberto que preferia não conferir tanta legitimidade e de forma tão rápida ao mais recente regime "revolucionário" francês - cuja durabilidade parecia duvidosa - e muito menos oferecer uma parente sua tão jovem para esse propósito. A corte britânica manteve-se em silêncio para com o Hohenlohe durante as negociações de casamento, pelo que estes não sabiam se a rainha estava entusiasmada ou sentia repulsa pela ideia de ter Napoleão como marido da sua sobrinha.

No final os pais de Adelaide acabaram por interpretar o silêncio britânico como um sinal de que não gostavam da proposta dos franceses para tristeza da sua filha de dezasseis anos. A pausa nas negociações pode ter sido apenas uma manobra para que os Hohenlohe conseguissem outras ofertas de França para que pudessem assegurar um futuro desafogado para a filha, mas antes de os seus ministros conseguirem fazer mais propostas, Napoleão acabou por desistir da proposta. Em vez disso o imperador casou-se com Eugénia de Montijo a quem já tinha pedido para ser sua amante, mas que o tinha recusado.[2]

 
Adelaide fotografada em 1860 por Camille Silvy.

Casamento e descendênciaEditar

No dia 11 de setembro de 1856 Adelaide casou-se com o duque Frederico VIII de Eslésvico-Holsácia. Tiveram sete filhos:

Referências

  1. Marlene A. Eilers, Queen Victoria's Descendants (Baltimore, Maryland: Genealogical Publishing Co., 1987), page 149
  2. Diesbach, Ghislain de (1967). Secrets of the Gotha. translated from the French by Margaret Crosland. London: Chapman & Hall. pp. 134–136.
 
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