Adolpho Lindenberg (engenheiro)

Adolpho Lindenberg (São Paulo, 3 de junho de 1924 – São Paulo, 2 de maio de 2024)[1] foi um engenheiro, arquiteto, escritor e ativista católico brasileiro. Foi primo e discípulo de Plinio Corrêa de Oliveira, líder católico fundador da TFP, sociedade civil de inspiração católica tradicionalista. Foi presidente e um dos fundadores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO), que congrega os fundadores da TFP.[2][3]

Adolpho Lindenberg
Nascimento 3 de junho de 1924
São Paulo
Morte 2 de maio de 2024
São Paulo
Cidadania Brasil
Alma mater
Ocupação escritor, arquiteto

Biografia editar

Neto do engenheiro Ludwig Linderberg, imigrante alemão estabelecido no Brasil em 1818 e filho de Eponina Ribeiro dos Santos, proveniente de tradicional família quatrocentona, e de Adolpho Carlos, médico e primeiro professor catedrático da cadeira de dermatologia na Faculdade de Medicina de São Paulo,[4] Adolpho Lindenberg licenciou-se em Engenharia Civil e Arquitetura pela Universidade Mackenzie em 1949. Em 1952 fundou sua própria empresa, a Construtora Adolpho Lindenberg (CAL), que se tornou em pouco tempo uma das construtoras mais conceituadas do País. A CAL tem seu nome associado à reintrodução do estilo colonial na prática arquitetônica moderna brasileira. O estilo de seus edifícios marcou profundamente a capital paulista.

Na década de 50 construiu centenas de residências em estilo colonial, por achar esse estilo muito mais adequado ao clima e à cultura do que a Bauhaus, mais em voga àquela época. Nas décadas de 60, 70 e 80, construiu edifícios em estilo neoclássico ou mediterrâneo, e obteve grande aceitação no mercado imobiliário, a ponto de 60% dos edifícios de luxo nessa época, em São Paulo, terem sido planejados de acordo com os ditames clássicos. Por causa de sua influência na arquitetura de São Paulo, seu estilo neoclássico foi chamado de “estilo Lindenberg”, o que mostra como ele deixou sua marca na história da arquitetura nacional, como o criador de uma grife imobiliária.[5]

Dr. Adolpho, como era conhecido, colaborou no Jornal "O Legionário", ao lado de seu primo Plinio Corrêa de Oliveira, entre outros. Também foi redator do jornal "Catolicismo", fundado em 1951 e atualmente revista, criado pelo Grupo do "Legionário", que veio a ser o núcleo da TFP posteriormente.[6]

Após a cisão ocorrida na entidade depois da morte de Plinio Corrêa, Adolpho juntou-se ao grupo de discípulos que continha os primeiros seguidores do pensador católico, bem como os fundadores da TFP e formou em dezembro de 2006 o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, tomando a presidência. Neste instituto colaboram também o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orléans e Bragança.[7]

Faleceu tranquilamente em 02 de maio de 2024, em São Paulo, assistido pelos sacramentos.[8]

Obras editar

  • "Os Católicos e a Economia de Mercado - Oposição ou Colaboração? Considerações do bom senso", 1999. Em quatro idiomas.

Referências

Bibliografia editar