Agajá[1] (em fom: Agadja), apelidado de "O Conquistador"[2] (16731740), foi o quinto rei do Daomé.

Agajá
Emblema de Agajá no Museu Africano de Lião
Arroçu de Daomé
Reinado 1708—1732/40
Antecessor(a)
Sucessor(a) Tebessú
 
Descendência Tebessú
Morte 1732/40
Pai Uebajá

BiografiaEditar

Chegada ao tronoEditar

Filho de Uebajá, Agajá nasceu em 1673 e sucedeu seu irmão Acabá após sua morte, em 1708. Inicialmente, sua função seria a de um regente, visto que Abô Sassa, único filho e herdeiro de Acabá, tinha apenas dez anos de idade à época da morte do pai. Entretanto, quando atingiu a maioridade e reivindicou o trono, Abô foi forçado ao exílio por Agajá [3][4].

Conquista de Aladá e SavéEditar

Sob sua liderança, o exército do Daomé foi vitorioso em várias campanhas no sul, conquistando o Reino de Aladá em 1724 e Savé, com sua capital econômica Uidá, em 1727[3][4]. Agajá foi, portanto, capaz de estender o seu reino ao sul até o oceano. Com um acesso ao mar, ele desenvolveu o comércio com os europeus sem os intermediários da costa - daí seu símbolo, uma caravela [3][4]. Durante as campanhas contra os reinos do sul, a atuação das Ahosi - mulheres guerreiras chamadas pelos europeus de amazonas - foi decisiva [3][4].

DerrotaEditar

Apesar da força do seu exército, Agajá não pôde impedir a invasão de seu reino pelo poderoso Império de Oió, em 1726. Após esta derrota, em 1727, ele firma um acordo de paz com Oió, que obrigava o Daomé a pagar um pesado tributo anual em armas, pérolas, tecidos, animais, quarenta moças e quarenta rapazes (destinados aos sacrifícios humanos e à escravidão. Agajá ignora, nos primeiros anos, o pagamento do tributo, provocando sucessivas invasões em 1728, 1729 e 1730-1732.

Esta última derrota foi especialmente humilhante para o reino do Daomé, que viu seu príncipe herdeiro, Tebessú, ser mantido como refém até que o tributo humano fosse, enfim, pago a Oió. Esta submissão não impediu uma nova invasão iorubá em 1739. O Império de Oió nomeia um representante para o Daomé, transformando-o num reino vassalo. Com o incêndio da capital pelas tropas de Oió, Agajá resignou-se em transferi-la para Aladá em 1730, onde veio a falecer em 1740 [3][4].

NotaEditar

Referências

  1. Curado 1888, p. 14.
  2. Daavo, Cossi Zéphrin. "Approche Thematique de l’Art Beninois, de la Periode Royale a nos Jours". Ethiopiques n°71 (2003).
  3. a b c d e Akinjogbin, I. A. "Agaja and the conquest of the coastal Aja states", in Journal of the Historical Society of Nigeria (Ibadan), 2 (4), dez. 1963, p. 545-566.
  4. a b c d e Ross, David. "Robert Norris, Agaja, and the Dahomean conquest of Aladá and Whydah", in History in Africa (Atlanta), no 16, 1989, p. 311-324.

BibliografiaEditar

  • Curado, A. D. Cortez da Silva. Dahomé: esbôço, geographico, historico, ethnographico e politico. Lisboa: Tipografia do Comércio de Portugal