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Alexandrina de Mecklemburgo-Schwerin

OrigensEditar

Alexandrina era a filha mais velha de Frederico Francisco III, Grão-Duque de Mecklemburgo-Schwerin, e da sua esposa, a grã-duquesa Anastásia Mikhailovna da Rússia. Tinha uma relação de parentesco muito próxima com a família Romanov, não só pelo lado da mãe, que era filha do grão-duque Miguel Nikolaevich da Rússia e neta do czar Nicolau I, mas também pelo lado do pai, que era irmão mais novo da grã-duquesa Maria Pavlovna, esposa do grão-duque Vladimir Alexandrovich e nora do czar Alexandre II, o Libertador.

Alexandrina tinha um irmão, Frederico Francisco IV, o último grão-duque de Mecklemburgo-Schwerin, que era casado com a princesa Alexandra de Hanôver, uma sobrinha da czarina Maria Feodorovna da Rússia e da rainha Alexandra do Reino Unido, e uma irmã, a princesa Cecília de Mecklemburgo-Schwerin, que se tornou princesa-herdeira da Alemanha graças ao seu casamento com o filho mais velho do kaiser Guilherme II, o príncipe-herdeiro Guilherme da Alemanha.

Casamento e descendênciaEditar

A princesa Alexandrina casou-se com o príncipe Cristiano da Dinamarca a 26 de Abril de 1898, em Cannes, França, quando tinha dezessete anos de idade. O casal teve dois filhos:

  • Príncipe Frederico (11 de Março de 1899 – 14 de Janeiro de 1972), depois rei Frederico IX da Dinamarca; casou-se com a princesa Ingrid da Suécia; com descendência.
  • Príncipe Canuto (27 de Julho de 1900 – 14 de Junho de 1976), depois Canuto, Príncipe-Herdeiro da Dinamarca; casou-se com a princesa Carolina Matilde da Dinamarca; com descendência.

ReinadoEditar

 
Alexandrina e o marido, Cristiano X por Michael Ancher

Em 1902, Alexandrina e o marido receberam o Palácio de Marselisborg, cujo jardim se tornou um dos maiores interesses. Alexandrina tornou-se princesa-herdeira em 1906 e rainha da Dinamarca em 1912. Os historiadores não consideram que ela tenha tido grande influência política, mas sempre foi leal ao marido.

Interessava-se muito por música e tornou-se patrona das sociedades musicais Musikforeningen i København e Den danske Richard Wagnerforening. Era conhecida pelos seus trabalhos bordados, que doava a várias instituições de caridade. Quando a sua sogra, a princesa Luísa da Suécia, morreu em 1926, Alexandrina sucedeu-a como protectora de várias organizações caritativas que tinham sido criadas por Luísa. Gostava de jogar golfe e de fotografia. Durante a Primeira Guerra Mundial, criou o Dronningens Centralkomité af 1914 ("Comité Central da Rainha de 1914") para ajudar família pobres.

Sobreviveu à epidemia de gripe espanhola de 1918.

Alexandrina e o marido tornaram-se muito populares e símbolos nacionais durante a ocupação da Dinamarca pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial, algo que se tornou visível durante uma visita que eles fizeram pelo país em 1946. Antes da ocupação, Alexandrina e a sua nora, Ingrid, dedicavam-se à mobilização das mulheres dinamarquesas. O facto de se ter recusado a receber o General Kaupisch a 9 de Abril de 1940 tornou-se um símbolo da sua lealdade à Dinamarca acima da sua nacionalidade alemã.[1] Quando o general das forças de ocupação pediu pela primeira vez uma audiência com o monarca, a nora de Cristiano convenceu-o a recebê-lo da mesma forma como receberia qualquer outra pessoa, algo que Alexandrina apoiou.[2] Cristiano pediu para o receber sozinho, mas Alexandrina disse-lhe que os iria interromper. Quando o general estava prestes a sair, Alexandrina entrou na sala e, quando ele a cumprimentou, a rainha disse-lheː "General, não era nestas circunstâncias que esperava encontrar um conterrâneo."[2] Diz-se que, apesar de Alexandrina ser considerada tímida e não gostar de cerimónias oficiais, era muito inteligente e, juntamente com a sua nora, a princesa Ingrid da Suécia, apoiava verdadeiramente o rei e foi uma figura encorajadora da resistência à ocupação na casa real. Também foi referido que, ao contrário do próprio monarca e do príncipe-real, a rainha e a princesa-real nunca perderem a calma quando o seu país estava a ser atacado. Uma vez que ela não era a chefe da casa real, Alexandrina podia aparecer em público mais vezes do que o marido, que não queria mostrar apoio à ocupação ao aparecer em público, e participava em várias organizações de caridade para diminuir as dificuldades causadas pela ocupação alemã. Kaj Munk terá descrito o apreço que a população tinha pela rainha durante a Segunda Guerra Mundial da seguinte formaː "Protejam a nossa rainha, a única alemã com quem queremos ficarǃ"[2]

Títulos e HonrasEditar

 
Monograma de Alexandrina.
  • 24 de dezembro 1879 - 26 de abril de 1898: Sua Alteza Duquesa Alexandrina de Mecklenburgo-Schwerin
  • 26 de abril de 1898 - 29 de janeiro de 1906: Sua Alteza Real Princesa Alexandrina da Dinamarca
  • 29 de janeiro de 1906 - 14 de maio de 1912: Sua Alteza Real a Princesa Herdeira da Dinamarca
  • 14 de maio de 1912 - 1 de dezembro 1918: Sua Majestade a Rainha da Dinamarca
  • 1 de dezembro de 1918 - 17 de junho de 1944: Sua Majestade a Rainha da Dinamarca e Islândia
  • 17 de junho de 1944 - 20 de abril de 1947: Sua Majestade a Rainha da Dinamarca
  • 20 de abril de 1947 - 28 de dezembro 1952: Sua Majestade Rainha Alexandrina da Dinamarca

HonrasEditar

Honras NacionaisEditar

Ordens estrangeirasEditar

Islândia: Grã Cruz da Ordem do Falcão

Família imperial da Rússia: Dama da Ordem Imperial de Santa Catarina

Família real espanhola: Dama da Ordem Real da Rainha Maria Luisa

Suécia: Membro da Ordem Real do Serafim

Suécia: Medalha do 70º aniversário do Rei Gustavo V[9]

Suécia: Medalha do 90º aniversário do Rei Gustavo V[10]

AncestraisEditar

Referências

Alexandrina de Mecklemburgo-Schwerin
Casa de Mecklemburgo-Schwerin
Ramo da Casa de Mecklemburgo
24 de dezembro de 1879 – 28 de dezembro de 1952
Precedida por
Luísa da Suécia
 
Rainha Consorte da Dinamarca
14 de maio de 1912 – 20 de abril de 1947
Sucedida por
Ingrid da Suécia
Rainha Consorte da Islândia
1 de dezembro de 1918 – 17 de junho de 1944
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