Alfama

bairro da cidade de Lisboa


Alfama
Vista de Alfama e Igreja de Santo Estêvão
Distrito Crest of Lisboa.png Lisboa
Município Crest of Lisboa.png Lisboa
Freguesia Santa Maria Maior e São Vicente
Área 0,78 km²
População 2471 hab. (2011)
Orago Santo Estêvão, São Miguel e São Vicente
Povoações de Portugal Flag of Portugal.svg

Alfama é o mais antigo e um dos mais típicos bairros da cidade de Lisboa. Actualmente, abrange uma parte da freguesia de Santa Maria Maior e outra da freguesia de São Vicente. O seu nome deriva do árabe al-hamma (الحمّة), que significa ‘fonte de águas quentes, águas boas’.

Vista de Alfama a partir do Miradouro das Portas do Sol.

As vistas mais espectaculares sobre Alfama têm-se do passeio público formado pelos miradouros das Portas do Sol , da Torre da Igreja de Santa Cruz do Castelo (a Torre mais alta de Lisboa antiga) e de Santa Luzia. Por cima e envolvendo Alfama ficam a colina do Castelo de São Jorge, fortaleza e palácio real até ao século XVI, e a colina de São Vicente. Para além do Castelo, os principais monumentos da zona são a , a Igreja de Santo Estêvão e a Igreja de São Vicente de Fora.

Alfama é um bairro muito peculiar em se assemelhar a uma antiga aldeia não só em aspecto como por ter uma comunidade relativamente pequena e próxima. O bairro é frequentado diariamente por turistas portugueses e estrangeiros, sendo considerado como o mais pequeno de toda a cidade de Lisboa.[carece de fontes?] É conhecido pelos seus restaurantes e casas de fado, assim como pelos festejos dos Santos Populares, em especial na noite de Santo António, de 12 para 13 de Junho.

HistóriaEditar

 
Rua medieval de Alfama (c.1946).

Durante o domínio do Fernando Medina, entre os anos 2017 a 2020, poder-se-ia falar 2 Alfamas:

Com o domínio cristão a designação Alfama foi-se alargando mais para o Bairro Alto, dentro dos limites da Cerca de Madeira ou Cerca Fernandina, passando para lá do Chafariz de Dentro.

Este bairro é provavelmente o mais pequeno da cidade. A época de declínio surgiu na Idade Média, quando os residentes ricos se mudaram para o oeste,.

A maioria dos prédios resistiu ao terramoto de 1755. Apesar de praticamente já não existirem casas amarelas, o bairro conserva um pouco do ambiente dessa época (atente-se ao casbá com as suas velhas, escadotes e roupa a secar no chão). As áreas mais arruinadas foram alvo de obras e a vida desenvolve-se agitadamente em volta das pequenas lojas e gelatarias. Na última fase do Estado Novo, foi deixado completamente ao abandono e a criminalidade começou a aumentar. No pós 25 de Abril, pouco ou nada foi feito no sentido de devolver a vida próspera a este bairro histórico, que se tinha tornado, na década de 80, num dos bairros mais pobres da cidade, sobretudo no que diz respeito ao tráfico . Apenas em meados da década de 90, Alfama começou a ser lentamente recuperada, sendo que hoje em dia é um exemplo a seguir por outras zonas históricas da cidade, como o Intendente ou o Bairro Alto.

Águas de AlfamaEditar

 
Torre de Alfama da Cerca Moura de Lisboa.
 
Chafariz de El-Rei

A razão de ser do nome Alfama é confirmado pela carta geológica do concelho de Lisboa, que mostra um grupo de nascentes minero-medicinais associadas a uma falha geológica que corta as camadas do Miocénico. Ao longo da história, estas nascentes foram encanadas para alimentação de chafarizes.

Chafarizes de Alfama:

Graças a este conjunto de nascentes com um caudal significativo, Alfama era, antes da construção do Aqueduto das Águas Livres, a zona de Lisboa com menos problemas de falta de água. As águas de Alfama ou Águas Orientais foram introduzidas em 1868 na rede de abastecimento público de Lisboa com a construção no local do antigo Chafariz da Praia de uma cisterna que recolhia a água e de uma estação elevatória movida a vapor que a elevava até ao recém-construído reservatório da Verónica (1862). O Museu do Fado está actualmente instalado sobre a cisterna, a qual pode ser visitada.

Essas águas com temperaturas que nalguns casos se situam acima dos 20 °C, e que chegaram mesmo a ser classificadas, em finais do século XIX, como águas minero-medicinais, foram exploradas pelo menos desde o século XVII como banhos públicos ou alcaçarias, que se mantiveram em actividade até às primeiras décadas do século XX.

Alcaçarias de Alfama:

Na sequência de obras, foi posta a descoberto a nascente do antigo Tanque das Lavadeiras de Alfama. As pretensas propriedades curativas dessas águas granjearam fama à nascente, designada Fonte das Ratas, a qual atingiu o pico de afluência no início dos anos 1960 do século XX, imediatamente antes do seu encerramento por contaminação.

VistasEditar

 
Panorama de Alfama desde o Largo das Portas do Sol

BibliografiaEditar

  • ARAÚJO, Norberto de. "Peregrinações em Lisboa", livro X. Colecção Conhecer Lisboa, Vega, 2.ª edição, 1993
  • RAMALHO, Elsa Cristina et al. "As Águas de Alfama - memórias do passado da cidade de Lisboa"
  • SANTANA, Francisco. "Dicionário da História de Lisboa". Lisboa, 1994
  • SILVA, Cristina Santos. "Famílias de Alfama - Dinâmicas e Solidariedades Familiares num Bairro Histórico de Lisboa". Lisboa, Imprensa de Ciências Sociais, 2001. ISBN 9726710723
  • ZIMLER, Richard. "O Último Cabalista de Lisboa". Lisboa, 1996. (Um romance histórico).

Ver tambémEditar

Outras povoações na Península Ibérica com nome semelhante, indicando a existência de banhos ou termas:

Ligações externasEditar

 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Alfama
  • Alfama e Castelo Ensaio fotográfico com textos sobre os bairros mais antigos de Lisboa
  • Revelar Lx História, património, mapas e pontos de interesse de Lisboa
  • APPA Site oficial da Associação do Património e da População de Alfama
  • PLANETA ALFAMA Blogue com toda a informação sobre Alfama
  • AMAR ALFAMA Blogue com informação, histórias e fotos de Alfama
  • Alfama Blogue sobre o que de melhor e pior se vai passando por Alfama.
  • Em Alfama Um wiki sobre e de Alfama.
  • Alfama-te Coisas para fazer em Alfama.
  • Museu do Fado Museu do Fado.
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