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Figuras zoomórficas em alfenim.

Alfenim (por vezes no Brasil alfeninho) é uma massa branca e seca de açúcar[1][2] utilizada na confecção de doces de diferentes formas, tradicionalmente predominando as formas zoomórficas (animais domésticos, peixes, pombos) e antropomórficas (figuras humanas, peças anatómicas, nomeadamente braços e pernas), mas também flores e outros elementos vegetais, rosquilhas pequenas e cestinhos.[3][4]

OrigemEditar

A palavra deriva do hindu "phani" que passou ao árabe com "al-fani", que deu o alfenim, que não é mais do que o caldo de açúcar concentrado, mais tarde purificado e claro. Com este se faziam doces com frutas, castanhas, e quando seco permitia usá-lo para lhe dar os mais variados formatos.[5]

É uma massa de açúcar, seca, muito alva, vendida em forma de flores, animais, cachimbos, peixes, pombinhos, galinha chocando, cestinha com flores, homens, pilãozinho, sapatinho, chave, margarida, menina, jacaré, canário, etc.

Notas

  1. Manuela Sousa, Alfenim, tradição e arte. Angra do Heroísmo, Edições BLU, 2018 (ISBN 978-972-8864-52-1).
  2. Receita do alfenim.
  3. Doces regionais: alfenim.
  4. «Alfenim» na Enciclopédia Açoriana.
  5. Henrique Gomes de Amorim Parreira, História do Açúcar em Portugal - Estudos da história da geografia da expansão portuguesa.

Ligações externasEditar