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Antagonista do receptor da angiotensina II

Os antagonistas do receptor da angiotensina II são fármacos anti-hipertensivos[1].

Índice

FarmacologiaEditar

Funcionam impedindo a acção da angiotensina II, um potente vasoconstritor, no seu receptor específico nos vasos sanguíneos.[2]

Julga-se que há outra enzima, quinase ou cinase, que converte a angiotensina I em angiotensina II. Se esse mecanismo for importante é uma significativa limitação ao poder anti-hipertensivo dos IECAs (inibidores da enzima de conversão da Angiotensina), o principal grupo de anti-hipertensivos usados hoje. Outro problema dos IECAs é a sua interferência com o grupo de hormonas fisiológicas da bradicinina. Foi como tentativa de resolução destes problemas que surgiu o grupo dos antagonistas directos do receptor da angiotensina II. Ainda se precisa de mais estudos para saber ao certo se são mais eficazes e seguros.[3]

Há pelo menos dois receptores da angiotensina II nos vasos, os Receptores AT1 e os Receptores AT2. O mais importante para as acções destes fármacos são os AT1.[4]

EfeitosEditar

São eficazes agentes hipotensivos.

Possíveis Efeitos adversos[5][6]Editar

  • Hipotensão postural
  • Tonturas

Usos clínicosEditar

  • São usados na hipertensão se a tosse seca produzida pelos IECAs não é tolerada pelo doente. No futuro poderão ser mais importantes[7].
  • Na insuficiência cardiaca

Fármacos mais importantesEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. [http://departamentos.cardiol.br/dha/consenso3/capitulo5.asp «SBC / DHA - Departamento de Hipertens�o Arterial»]. departamentos.cardiol.br. Consultado em 21 de julho de 2019  replacement character character in |titulo= at position 38 (ajuda)
  2. «Bula do Olmetec Anlo». Blog dr. consulta. 8 de janeiro de 2019. Consultado em 21 de julho de 2019 
  3. Saad, Mario José Abdalla; Velloso, Lício Augusto; Carvalheira, José Barreto C.; Carvalho-Filho, Marco A. de (Março de 2007). «Cross-talk das vias de sinalização de insulina e angiotensina II: implicações com a associação entre diabetes mellitus e hipertensão arterial e doença cardiovascular». Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia. 51 (2): 195–203. ISSN 0004-2730. doi:10.1590/S0004-27302007000200008 
  4. PAVEL, Jaroslav; BENICKY, Julius; LARRAYOZ-ROLDAN, Ignacio; MURAKAMI, Yuki; SANCHEZ-LEMUS, Enrique; ZHOU, Jin; SAAVEDRA, Juan M. (Dezembro de 2008). «Peripherally administered Angiotensin II AT1 receptor antagonists are anti-stress compounds in vivo». Annals of the New York Academy of Sciences. 1148: 360–366. ISSN 0077-8923. PMC 2659765 . PMID 19120129. doi:10.1196/annals.1410.006 
  5. Rossi, Simone(ed) (2006). Australian Medicines Handbook 2006. [S.l.]: Australian Medicines Handbook Pty Ltd. ISBN 0975791923. OCLC 224831213 
  6. Li, Edmond CK; Heran, Balraj S; Wright, James M (22 de Agosto de 2014). «Angiotensin converting enzyme (ACE) inhibitors versus angiotensin receptor blockers for primary hypertension». Cochrane Database of Systematic Reviews. ISSN 1465-1858. PMID 25148386. doi:10.1002/14651858.cd009096.pub2 
  7. «UpToDate». www.uptodate.com. Consultado em 21 de julho de 2019