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O Apocalipse de Alcobaça é um manuscrito iluminado datado do século XIII. Foi obra do scriptorium do Mosteiro de Alcobaça, seguindo o exemplar de Lorvão, e é uma das raras obras do género sobreviventes da Idade Média portuguesa.

O Apocalipse de Alcobaça é um comentário ao Livro do Apocalipse, o último livro do Novo Testamento, contendo as revelações recebidas pelo Apóstolo S. João, o Evangelista quando este se encontrava na ilha de Patmos. A obra é uma cópia de um dos vários códices então existentes do Commentarium in Apocalypsin do chamado Beato de Liébana, do século VIII, e insere-se assim no universo dos chamados Beatos.

O Apocalipse de Alcobaça encontra-se hoje na Biblioteca Nacional de Portugal que, em seu site na internet, disponibiliza gratuitamente fotografias digitalizadas de todos os fólios do Documento, em formato JPEG ou PDF.

Índice

CaracterísticasEditar

Todos os vários exemplares do Commentarium in Apocalypsin têm dimensões diferentes, assim como o número de páginas e de ilustrações nunca é igual. O Beato existente em Nova Iorque, por exemplo, mede aproximadamente 360 x 280 mm e contém 89 ilustrações, da autoria do pintor Magius; o da catedral de Girona, escrito cerca de uma dúzia de anos mais tarde, mede cerca de 400 x 260 mm e contém 160 ilustrações, da autoria de Emeritus, aluno de Magius, e da pintora Ende. Do mesmo modo diferem as características estilísticas.

O Apocalipse de Alcobaça possui 183 fólios em pergaminho, com as dimensões 330 x 220 mm. Foi escrito em letra carolina, por dois escribas distintos. O texto é em latim, com o texto do Apocalipse a vermelho. As iniciais são folheadas a vermelho, azul, verde e vermelho escuro. No fólio 144 encontra-se uma representação das Tábuas do Anticristo. Ainda encontra-se com sua encadernação original.[1]

ReconhecimentoEditar

O manuscrito Apocalipse de Alcobaça foi inscrito em outubro de 2015 como registo da Memória do Mundo pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).[2]

Referências

Ligações externasEditar