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Ariola Discos
Logotipo da Ariola Discos, igual ao logotipo da gravadora alemã de mesmo nome
Empresa detentora Universal Music Group (catálogo)
Sony Music Entertainment (marca)
Fundação 1979
Fechamento 1987
Fundador(es) Marco Mazzola
Distribuidor(es) WEA (1980-1981)
Polygram do Brasil (1982-1987)
Gênero(s) MPB
País de origem Brasil Brasil

Ariola Discos Fonográficos e Fitas Magnéticas Ltda. foi uma das gravadoras da indústria fonográfica do Brasil fundada em 1980 pelo produtor Marco Mazzola, a partir da multinacional original de matriz alemã. Comprada em 1983 pela Polygram, passando a se chamar Barclay até 1987. Já a marca Ariola foi unida à RCA Victor, passando a se chamar RCA-Ariola após a aquisição da RCA Records pelo grupo editorial Bertelsmann, dono também da editora musical Arabella.[1]

O primeiro ano de lançamentos brasileiros da Ariola foi 1980, com os artistas Kleiton e Kledir (Disco: Kleiton e Kledir), Alceu Valença (Disco: Coração Bobo), Cristina Buarque (Disco: Vejo Amanhecer), Toquinho & Vinícius (Disco: Um Pouco de Ilusão), MPB-4 (Disco: Vira Virou), Carlinhos Vergueiro (Disco: De Copo na Mão), Milton Nascimento (Disco: Sentinela), Ney Matogrosso (com o compacto "Bandido Corazón" e "Folia no Matagal"), Moraes Moreira (Disco: Bazar Brasileiro) e Marina Lima (Disco: Olhos Felizes).

Até 1979, os discos da Ariola-Eurodisc (nome original alemão) eram lançados no Brasil pela RCA Victor, sendo sua produção vinculada à fábrica da RCA Eletrônica em São Paulo. Na ocasião de lançamento em 1980, o artista jamaicano Bob Marley foi o convidado especial da gravadora, integrante desde 1973 do selo jamaicano Island Records que fazia parte do catálogo da Ariola alemã.

Em 1980, a polêmica saída do artista Chico Buarque do selo Philips (da PolyGram brasileira) rendeu problemas para o selo, proibindo Chico de lançar qualquer disco solo para a companhia atual. A solução encontrada foi fabricar e distribuir o disco "Almanaque" por conta própria, gravado em Novembro de 1981 e lançado em Dezembro do mesmo ano, já que até então, as prensagens eram fabricadas e distribuídas pela fábrica da WEA (Warner Music). A PolyGram europeia descobriu que a Ariola alemã passava por apuros financeiros e comprou todo o catálogo, assumindo também todos os prejuízos da gravadora na distribuição a nível mundial. No contrato de venda, a PolyGram matriz se comprometia a manter a marca no Brasil até 1983, quando a matriz alemã fechou o escritório da filial brasileira, entregando a gravadora e os catálogos dos selos Eurodisc e Island à PolyGram, razão pela qual estes selos não foram vendidos à Bertelsmann e futuramente à Sony Music, enquanto que era introduzido em seu lugar, ainda em 1983, o selo francês Barclay para distribuir os títulos do catálogo lançados até ali sob o selo Ariola. Já como Barclay, a gravadora investiu em artistas mais populares e de rock, já que a Ariola priorizava o gênero MPB, infantil e clássico. A PolyGram manteve o selo Barclay em atividade no Brasil até 1987.

A marca Ariola viria a ser adquirida pelo grupo alemão "Bertelsmann Music Group" (BMG) que também adquiriu o selo americano RCA Records, tornando-seRCA-BMG-Ariola em 1984, BMG-Ariola em 1988, BMG Brasil em 1995, e BMG Music na mesma época, até que em 2004, o conglomerado japonês Sony Music (que detinha os catálogos dos selos americanos CBS/Columbia e Epic) e o alemão BMG (com os catálogos dos selos RCA Victor, Candem, Vik e Arista) se fundem em contrato joint-venture passando-se a chamar Sony-BMG.

Hoje o "acervo" brasileiro dos selos Ariola (1980-1983) e Barclay (1983-1987) pertencem à Universal Music (via distribuição na América Latina pelo grupo americano Mercury Records) e a "marca" Ariola, com seus títulos lançados como selo do grupo BMG no Brasil entre 1985 e 2004, bem como produções europeias de 1984 adiante, pertence atualmente à Sony Music.

Artistas do Selo Ariola/ Barclay no BrasilEditar

Referências