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Assimilação cultural

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Assimilação colonial ou Assimilação (desambiguação).
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Assimilação cultural ou assimilação social é o processo pelo qual pessoas ou grupos de pessoas adquirem características culturais de outros grupos sociais.[1] O termo é algumas vezes utilizado em relação a imigrantes de vários grupos étnicos que se estabeleceram em uma região. Novos costumes e atitudes são adquiridos através do contato e comunicação, no qual cada grupo de imigrantes contribui com um pouco de seu próprio traço cultural na nova sociedade. A assimilação cultural normalmente envolve uma mudança gradual e ocorre em vários níveis, tornando-se completa quando novos membros da sociedade se tornam irreconhecíveis em relação aos antigos.

Índice

ProcessoEditar

Conquista militarEditar

Com a romanização, os povos conquistados pelos romanos entravam em contato com seus elementos culturais. Havia uma troca entre as culturas e ambos os povos eram influenciados.

Outro exemplo deste processo, o descobrimento da América e a conquista dos ameríndios que viviam no continente levou a uma europeização forçada das regiões colonizadas no Novo Mundo. Essa europeização é entendida especialmente com a imposição do idioma castelhano e português e da religião católica, vistos como garantia de integração à civilização de que derivam a Espanha e as demais potências europeias na América. O mesmo processo acontece nas conquistas imperialistas europeias da África, Ásia e Oceania. Porém, como no caso da romanização, há sempre assimilação cultural por ambos os lados.

Dentro do território europeu existem casos de conquistas militares e culturais, como as conquistas napoleônicas, o processo de unificação da Espanha depois da expulsão dos judeus no século XV e dos árabes nos séculos XV-XVII, a formação do Sacro Império Romano Germânico e outros casos.

Assimilação de imigrantesEditar

Assimilação cultural se dá também com a chegada dos imigrantes e refugiados a outras nações. O processo pode ser complexo, porque nem sempre estes grupos desejam assimilar a cultura do país onde se encontram, preferindo defender os costumes próprios de seu lugar de origem. Isto pode trazer a eles dificuldades na integração à sociedade, tendo como consequência a marginalização e a rejeição por parte da população do país que os recebe. Outros realizam o processo de assimilação de maneira parcial e pragmática, ou seja, assumem os elementos culturais dominantes na sociedade e conservam suas manifestações próprias no âmbito privado. As populações imigrantes podem ainda se mostrar completamente abertos a assumir a cultura que os acolhe e se esquecem de suas origens, chegando inclusive a renegá-las. A segunda geração geralmente é mais aberta a esta assimilação, já que nasceram dentro da cultura dominante e possuem pouco vínculo com seu lugar de origem.[2]

Na contemporaneidade, este tema é comum em países industrializados onde chegam ondas de imigração oriundas de vários países. A grande população recém-chegada constitui uma importante força de trabalho, trazendo consigo suas manifestações culturais e seus idiomas. Uma vez inseridos na sociedade, estes grupos transformam completamente o país que os acolheu, gerando uma série de novas questões a serem pensadas. Este caso pode ser observado no final do século XIX, quando milhares de pessoas deixam a Europa e se destinam aos Estados Unidos para trabalhar nas indústrias.

A assimilação cultural de grupos que guardam raízes culturais ancestrais, como por exemplo os povos latinos ou anglo-saxões é mais rápida que aqueles que tem maior diferença histórica. Por esta razão, a assimilação dos latino-americanos na Espanha ou na Itália é mais rápida do que a de imigrantes marroquinos ou paquistaneses.

Pode-se falar também em assimilação recíproca quando os hábitos culturais de duas populações de origens distintas, quando postas em contato direto, se influenciam reciprocamente, formando novos hábitos culturais mistos.

Ver tambémEditar

Referências

  1. Eva Nick, Álvaro Cabral (2001). Dicionário Técnico de Psicologia. [S.l.]: Cultrix. p. 32 
  2. Amitai Etzioni. 2003. "In Defense of Diversity within Unity." Responsive Community.

BibliografiaEditar

  • LARAIA, Roque de Barros "Cultura: um conceito antropológico" Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.
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