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Nacionalismo

Tese ideológica
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O nacionalismo é uma tese ideológica, surgida após a Revolução Francesa.[1][2] Em sentido estrito, seria um sentimento de valorização marcado pela aproximação e identificação com uma nação.

Segundo Bresser Pereira, o nacionalismo é a ideologia fundamental da terceira fase da história da humanidade, a fase industrial,[3] quando os estados nacionais se tornam a forma de organização político-cultural que substitui o império a medida que outros povos fora da Itália e Grécia podiam reivindicar um passado nacional grandioso independente da Antiguidade clássica.[4][3]

Costuma diferenciar-se do patriotismo devido à sua definição mais estreita. O patriotismo é considerado mais uma manifestação de amor aos símbolos do Estado, como o Hino, a Bandeira, suas instituições ou representantes.

Já o nacionalismo apresenta uma definição política sobretudo da preservação da nação enquanto entidade, por vezes na defesa de território delineado por fronteiras terrestres, mas, acima de tudo nos campos linguístico, cultural, etc., contra processos de destruição identitária ou transformação. O historiador Lord Acton, afirma que o patriotismo prende-se com os deveres morais que temos para com a comunidade política, enquanto que o nacionalismo está mais ligado à etnia.[5][6]

Índice

História

São vários os movimentos dentro do espectro político-ideológico que se apropriam do nacionalismo, ora, como elemento programático, ora como forma de propaganda. Nomeadamente, nos finais do século XIX, em Portugal contra o iberismo. Já durante o século XX, o nacionalismo permeou movimentos radicais como o fascismo, o nacional-socialismo na Alemanha, o saudosismo e o integralismo no Brasil e em Portugal, especialmente durante o (Estado Novo no Brasil e Estado Novo em Portugal).

O nacionalismo é uma ideologia que se pode dizer moderna com antecedentes antigos, com uma definição maior das fronteiras das nações em países: surgiu numa Europa pré-moderna e pós-medieval, a partir da superação da produção e consumo feudais pelo mercado capitalista, com a submissão dos feudos aos estados modernos (ainda absolutistas ou já liberais), com as reformas religiosas protestantes e a contrarreforma católica – fatos históricos estes que permitiram, ou até mais, que produziram o surgimento de culturas diferenciadas por toda a Europa, culturas que, antes, eram conformadas, deformadas e formatadas pelo cristianismo católico, com o apoio da nobreza feudal.

Surgiu como uma ideologia da Revolução Francesa, pois ajudou a convocar soldados mais leais e baratos do que nos mercenários[7] e foi contrária ao domínio imperialista político-cultural do cristianismo católico que se apoiava nos nobres feudais e ajudava a sustentar a superada, limitada e limitante economia feudal, mas também como uma ideologia burguesa, pois as massas camponesas e o pequeno proletariado que também surgia passavam do domínio da nobreza feudal para o da burguesia industrial – e a ideologia dominante em uma sociedade é a ideologia das classes dominantes.

Após a definitiva vitória político-cultural dos burgueses sobre a nobreza feudal – a qual foi submetida pela destruição ou pela absorção pela cultura e pela política burguesa – foi parcial e progressivamente deixado para trás, como uma ideologia que teria sido importante, mas que já não seria mais do que uma lembrança histórica.

O nacionalismo ressurge nas colônias europeias do Novo Mundo, nas Américas, e principalmente na América Latina, antes mesmo do surgimento da ideologia comunista européia, como um renovado nacionalismo, um "nacionalismo revolucionário" já com alguns elementos socializantes; Simón Bolívar foi o líder maior desse nacionalismo revolucionário latino-americano, ao lado de figuras como Tupac Amaru, San Martín, José Martí.[8] e José Artigas.

Ressurge na Europa, pouco antes do surgimento da ideologia comunista, como um outro nacionalismo, como um nacionalismo revolucionário socializante, ou até mesmo socialista, e anti-imperialista, contrário ao imperialismo europeu, o qual, além de explorar as colônias americanas, asiáticas e africanas, explorava ainda as nações europeias mais pobres; Giuseppe Mazzini foi o líder maior desse nacionalismo revolucionário na Europa.

O nacionalismo revolucionário europeu, como uma ideologia anti-imperialista, também influenciou o pensamento dos latino-americanos que souberam apreender dos europeus aquilo que fosse interessante e útil, desenvolvendo, no Novo Mundo, uma prática e uma luta anticolonialista, a qual se traduziu na ação e no discurso de homens como Tiradentes, San Martín e Giuseppe Garibaldi.

O nacionalismo revolucionário latino-americano, numa inversão do colonialismo cultural, também influenciou a luta anti-imperialista na Europa: as colônias latino-americanas muito ensinaram às nações mais pobres da Europa. Giuseppe Garibaldi e sua mulher, a brasileira Anita Garibaldi, são considerados revolucionários e heróis tanto no Novo quanto do Velho Mundo – que continuaram (e venceram) a luta antes comandada por Giuseppe Mazzini.

Os diversos nacionalismos

 
Mural nacionalista irlandês em Belfast, mostrando solidariedade com o nacionalismo basco. Pode-se observar ali, também, um mapa de Euskal Herria.

Ainda que frequentemente assente sobre um ponto de vista etnocêntrico, o nacionalismo não implica necessariamente a crença na superioridade de uma etnia em detrimento de outras. Algumas correntes nacionalistas, entretanto, defendem o protecionismo étnico ou mesmo uma supremacia étnica.[9]

Certos movimentos nacionalistas possuem caráter excludente e, ao definir a comunidade nacional em termos étnicos, linguísticos, culturais, históricos ou religiosos (ou uma combinação destes), podem considerar determinadas minorias como não sendo verdadeiramente uma parte da "nação".

Não raro, uma pátria mítica ou um mito fundador é mais importante para a identidade nacional do que o território ocupado pela nação.[10]

Nacionalismo cívico

 
A Liberdade Guiando o Povo (Eugène Delacroix, 1830) é um exemplo famoso de arte nacionalista.

O nacionalismo cívico (também conhecido como nacionalismo liberal) define a nação como uma associação de pessoas que se identificam como pertencentes à nação, que têm direitos políticos iguais e compartilhados, e fidelidade a procedimentos políticos semelhantes.[11] De acordo com os princípios do nacionalismo cívico, a nação não se baseia em uma ascendência étnica comum, mas é uma entidade política cujo núcleo de identidade não é étnico. Esse conceito cívico de nacionalismo é exemplificado por Ernest Renan em sua palestra de 1882 "O que é uma Nação?", onde ele definiu a nação como um "referendo diário" (frequentemente traduzido como "plebiscito diário") dependente da vontade de seu povo para continuarem a viver juntos".[11]

Nacionalismo de esquerda

O nacionalismo de esquerda (às vezes conhecido como nacionalismo socialista, para não ser confundido com o nacional-socialismo)[12] refere-se a qualquer movimento político que combine políticas de esquerda com o nacionalismo. Também na revolução francesa que surge o conceito de socialismo.[13] O marxismo identifica o nacionalismo como um subproduto do capitalismo após a queda do Antigo Regime o que ocasionou a padronização dos mercados[14][15] e o marxismo clássico se declara internacionalista[16] apesar de Stálin apoiar a ideia de nações revolucionárias e reacionárias.[17] Apesar disso ainda em vida o Marx defendeu o nacionalismo irlandês.[18][19]

O Stálin fez parte do movimento nacionalista georgiano antes de virar comunista[20]mas quando ele entra no movimento bolchevique ele muda de opinião[21]

Muitos movimentos nacionalistas são dedicados à libertação nacional,[22] baseados na visão de que suas nações estão sendo perseguidas por outras nações e, portanto, necessitam exercer a autodeterminação liberando-se eles próprios dos supostos perseguidores. O marxismo-leninismo antirrevisionista está intimamente ligado com esta ideologia.

Exemplos práticos incluem o trabalho inicial de Stalin, O marxismo e a questão nacional, e seu edital Socialismo num só país, que declara que o nacionalismo pode ser usado em um contexto internacionalista, lutando pela libertação nacional, sem divisões raciais ou religiosas. Outros exemplos de nacionalismo de esquerda incluem o Movimento 26 de Julho, de Fidel Castro, que, em 1959, liderou a Revolução Cubana e pôs fim ao governo de Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos que por sua vez tinha um forte nacionalismo anticomunista;[23] o Sinn Féin, da Irlanda, e o Plaid Cymru, do País de Gales, além do Partido Nacional Escocês, a Liga Popular de Bangladesh e o Congresso Nacional Africano, da África do Sul.

A Primeira Guerra Mundial foi causada pela intenção das elites de desviar o foco das críticas efetuadas pelo movimento socialista e para isso usaram o nacionalismo como substituto.[24] A irmandade muçulmana via o nacionalismo arabista e o socialismo como anti-islâmicos, é baseada em donos de pequenas empresas que acreditam em um tipo de capitalismo islâmico e vê o nacionalismo árabe secular, os radicais xiitas, Israel, os socialistas e os comunistas como inimigos,[25][26] muito embora seja patrocinada pela CIA e mobilizada principalmente contra o nasserismo.[27][28][29] Comunistas e nacionalistas se combateram mutuamente na China ao longo deste século, as vezes com apoio externo[30][31] O sionismo também é descrito por um ex-presidente de Israel - Chaim Weizmann - como uma forma de distrair os socialistas judeus mediante uma efusão nacionalista herdeira do século XIX.[32][33][34] A Síria nesse período tem sido um exemplo de triunfo do nacionalismo e do socialismo mediante a inclusão das mulheres, de minorias étnicas e religiosas no Estado e na sociedade locais além da igualdade perante a lei em uma região carente disso, recebendo refugiados de países vizinhos.[35] Grupos nazistas foram financiados pela Skull and Bones[36] e o nacionalismo e socialismo em reação a ocupação ocidental-sionista cresceram no Oriente Médio nos anos 50 chegando ao ápice na década de 60 com as revoluções pan-árabes na Síria e Iraque.[37] Nos Estados Unidos o nacionalismo negro foi muito associado ao socialismo.[38][39] A Birmânia também praticou uma via para o nacionalismo e socialismo.[40] Durante o Holodomor, houve combates este socialistas e nacionalistas ucranianos.[41] O pacto entre Hitler e Stálin foi visto como uma ameaça ao nazismo por alguns nazistas como Alfred Rosenberg.[42] Os nacionalistas árabes eram descritos como “comunistas árabes” na Síria pelos norte-americanos.[43] O nacionalismo e o socialismo árabes e de regiões islâmicas[44] no Oriente Médio evitaram que hovesse uma penetração maior das petroleiras na região[45] e além disso nazismo historicamente rejeita tanto o comunismo ocidental marxista quanto o comunismo oriental leninista.[46] O nazismo é tradicionalmento descrito como um movimento de extrema direita.[47] O nazismo sempre foi descrito como uma tríade de socialismo, racismo e imperialismo, sendo que o termo socialismo é usado na ascepção de combate a democracia e ao liberalismo mediante a criação de uma elite eleita para administrar a nação.[48] O Che Guevara afirmou que as revoluções latino-americanas não podem ser exportáveis por conta de suas vicissitudes nacionais.[49]

O governo chinês adota uma vertente do comunista de um nacionalismo anti-corrupção a partir da liderança mais ideológica de Xi Jinping.[50] O governo polonês em 2017 bateu de frente com a União Europeia descrito pelo movimento social local que emula o PODEMOS como tendo um viés mais nacionalista e socialista.[51] O Donald Trump é descrito como um líder nacionalista e populista beirando ao socialismo para alguns, perpetuando o modelo de socialismo para os ricos.[52][53] O BREXIT em 2016 foi guiado para que não houvesse uma guinada nacionalista e socialista na época.[54] A guerrilha curda do PKK é descrita como um misto de "anarquismo" de Murray Bookchin, comunismo e nacionalismo curdo,[55][56][57] assim como o KLA do Kosovo é descrito como maoísta e posteriormente nacionalista.[58] Na Croácia, a transição de um socialismo de Estado quase democrático plenamente para um ultranacionalismo fascistizante foi efetuada com apoio da Igreja Católica.[59] Em 2011 no Egito, Mohamed ElBaradei recebeu treinamento de uma empresa terceirizada do governo norte-americano para atuar no partido de esquerda Frente de Salvação Nacional para combater a Irmandade Muçulmana[60] e além disso o Benigno Aquino declarou em 2016 que o governo chinês era nazista.[61] A eleição de Trump também elevou a popularidade do nacionalismo de esquerda no México.[62] No entre-guerras, socialistas fizeram uma grande mobilização antifa para que os Estados Unidos entrassem na guerra contra os nazistas, liderados por Alfred Emanuel Smith em associação aos comunistas apesar das divergências internas.[63][64] Segundo Noberto Bobbio,[65] o totalitarismo nacionalista surge em sociedades de Estado consolidado onde é necessário a presença dele nas obras públicas.

Nacionalismo de direita

Tanto no ocidente como no oriente o globalismo está acuado tanto pelos nacionalistas de direita como pelos socialistas de esquerda, havendo uma tentativa do primeiro de desviar o foco como um apelo a xenofobia anti-russa e anti-chinesa como uma tentativa de angariar apoio dos nacionalistas.[66] No século XXI, as políticas com discurso ultranacionalista e fascistizante tendem na prática a estarem submetida ao "globalismo".[67]

O nacionalista Kuomitang baniu o Partido Comunista Chinês do país durante seu governo de 1911 até 1949 na China continental, fazendo lobby para que os Estados Unidos entrassem na Segunda Guerra Mundial.[68][69] O ex-membro do PATRIOTA se filiou ao PSL em 2018 para disputar a presidência e afirmou defender privatizações de maneira moderada.[70][71]

Nacionalismo étnico

Uma das mais recorrentes formas de nacionalismo percebidas na história humana é o nacionalismo étnico ou etnonacionalismo. Ora imbuída de sentimentos nativistas, ora carregada de anseios irredentistas, esta forma de nacionalismo tem raízes muito antigas que remontam à formação dos primeiros Estados-nação, tendo sido estudada já no século XVIII pelo filósofo alemão Johann Gottfried von Herder.

Baseado na presunção de uma identidade comum partilhada por todos os membros de uma mesma etnia, falantes de uma mesma língua, professantes de uma mesma ou participantes de uma mesma cultura, o nacionalismo étnico costuma dar vazão a anseios coletivos irredentistas e, em casos extremos, a revanchismos internacionais.

Na história recente, o nacionalismo étnico flertou com ideias etnocêntricas e conceitos de pureza nacional, tendo alimentado conflitos armados, políticas de limpeza étnica, migrações forçadas, deslocamentos e transferências populacionais. O nazismo, ideologia formulada por Adolf Hitler e adotada na Alemanha, de 1933 a 1945, é uma forma de nacionalismo étnico. Contudo, de uma forma completamente diferente, o sionismo também tem sido referido como um nacionalismo étnico e religioso.[72][73][74]

A maioria dos acadêmicos identificam o nazismo como uma política de direita.[75] O nazismo também defende o direito de dominar "subraças"[76] e além disso o nazismo coloca a "raça" nacional acima da luta de classes[77][78] o Hitler apontava também 3 vícios do judaísmo: democracia, pacifismo e internacionalismo.[79][80] Os líderes nazistas Joseph Goebbels e Hitler diferenciavam ao máximo nazismo de marxismo.[81][82] Anticomunistas do mundo todo deram suporte para o nazismo durante o período no poder.[83] O Hitler também denunciava o materialismo histórico e dialético com Mamon e como opostos ao socialismo que ele defendia.[84]

Nacionalismo territorial

 
Bordão nacionalista usado pelo governo militar do Brasil, nos anos 1970.

Os nacionalistas territoriais assumem que todos os habitantes de uma nação em particular devem lealdade ao seu país de nascimento ou adoção.[85] Uma qualidade sagrada é procurada no país e nas memórias populares que ela evoca.[86] A cidadania é idealizada pelos nacionalistas territoriais.[86] Um critério do nacionalismo territorial é o estabelecimento de uma cultura pública de massa baseada em valores comuns e tradições da população.[86]

Ultranacionalismo

 Ver artigo principal: Ultranacionalismo

O ultranacionalismo é um nacionalismo fervoroso que expressa o seu apoio extremista pelos ideais nacionalistas de alguém. Muitas vezes, é caracterizado pelo autoritarismo, esforços para a redução ou proibição da imigração, expulsão e opressão de populações não-nativas dentro da nação ou de seu território, liderança demagógica, emocionalismo, bodes expiatório em crises socioeconômicas, discurso de fomento de inimigos reais ou imaginários, previsão de ameaças à sobrevivência nacional, etnicidade nacional dominante ou idealizada ou grupo populacional, esforços para limitar o comércio internacional por meio de tarifas, controle rígido sobre as empresas e a produção, militarismo, populismo e propaganda.

O ultranacionalismo prevalente normalmente conduz ou é o resultado de um conflito que ocorre dentro do Estado, ou entre Estados, e é identificado como uma condição de pré-guerra na política nacional. Em suas formas extremistas, o ultranacionalismo é caracterizado como uma chamada para a guerra contra os inimigos da nação/estado, secessão ou, no caso de ultranacionalismo etnocêntrico, genocídio.[87][88]

O fascismo é uma forma de ultranacionalismo palingenético,[89] que promove a "colaboração entre classes" (em oposição à luta de classes), um estado totalitário e o irredentismo ou expansionismo para unificar e permitir o crescimento de uma nação. Os fascistas, por vezes, defendem o nacionalismo étnico ou cultural. O fascismo salienta a subserviência do indivíduo ao Estado e a lealdade absoluta e inquestionável a um governante rígido.[90]

Nacionalismo anticolonial

Esta forma de nacionalismo surgiu durante a descolonização do período pós-guerra. Foi uma reação, principalmente na África e na Ásia, contra a subjugação por potências estrangeiras. Este tipo de nacionalismo tomou muitas formas, incluindo o movimento de resistência pacífica, liderado por Mahatma Gandhi, no subcontinente indiano.[91]

Segundo Benedict Anderson, o nacionalismo anticolonial se baseia na experiência de intelectuais indígenas - alfabetizados e fluentes na língua da metrópole, educados segundo sua história "nacional" - e do quadro de pessoal administrativo da colônia (exceto os seus níveis mais elevados). Os governos nacionais pós-coloniais têm sido essencialmente versões indígenas da anterior administração imperial.[92]

Ver também

Referências

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  33. From Left to Right: Israel’s Repositioning in the World
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  • Collectif; Perrault, Gilles (2001). Le livre noir du capitalisme. [S.l.]: Le Temps des cerises. ISBN 978-2-84109-325-0
  • Altman, William H. F., The German Stranger: Leo Strauss and National Socialism. Lexignton Books, 2011
 
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