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Como ler uma infocaixa de taxonomiaAsteraceae
Poster com doze espécies de flores de Asteraceae
Poster com doze espécies de flores de Asteraceae
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: Angiospermas
Clado: Eudicotiledôneas
Clado: Asterídeas
Ordem: Asterales
Família: Asteraceae
Subfamílias (APG II)
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Asteraceae

Asteraceae é uma família botânica pertencente a ordem Asterales, um dos membros das eudicotiledôneas. Também conhecidas por Compositae ou compostas, são uma das famílias com maior número de espécies entre as Angiospermas. Muitas espécies são usadas no cultivo devido ao seu valor biológico, e alguns representantes dessa família são o absinto (Artemisia absinthium), a alface (Lactuca sativa), o girassol (Helianthus), o crisântemo (Chrysanthemum sp.), a margarida (Bellis perenis), entre muitas outras. Elas encontram-se em regiões tropicais, subtropicais e temperadas, vegetando nos mais diversos habitats.

Índice

Informações BotânicasEditar

HábitoEditar

Podem ser ervas, arbustos ou árvores.[1]

FloresEditar

As inflorescências são tipicamente em capítulos, característica marcante da família. A formação em capítulo são várias flores, geralmente pequenas, assentadas em um receptáculo comum, geralmente plano, cercada por brácteas involucrais, dispostas em uma ou mais séries. As flores, de pequeno tamanho em geral apresentam ovário ínfero; carpelos fundidos e um único óvulo com apenas um lóculo. As flores individuais podem ser bissexuais ou unissexuais, as vezes estéreis; o plano de simetria pode ser radial ou zigomorfas. [1][2]

Alguns membros de Asteraceae possuem dois tipos de flores: a) flores do disco: aquelas que se encontram na porção central do capítulo e b) flores do raio: aquelas dispostas na porção periférica, estas podem ser pistiladas ou estéreis. Ambas funcionam como uma única flor para atração dos polinizadores.[2]

Os estames, geralmente cinco em número são fundidos entre si e à corola (corola gamopétala). As pétalas, também em número de cinco, também são fundidas entre si e ao ovário. O cálice pode ser ausente, reduzida ou comumente é modificada no que se denomina pappus, apresentando uma série de pelos ou escamas que frequentemente serve na dispersão pelo vento, como por exemplo na planta conhecida como dente-de-leão (Taraxacum). [2]

A fusão dos estames forma um tubo ao redor do estilete, quando o estilete se alonga e atravessa o tubo, coleta o pólen dos estames com o auxílio de diversos pelos, e os grão de pólen ficam então sujeitos à visita dos polinizadores (mecanismo de polinização tipo êmbolo). [1]

A corola pode apresentar variedades de cores para atração de polinizadores. Estes podem ser moscas, aves, borboletas, mas polinização por abelhas é mais comum. Além disso essas plantas podem ser dispersas pelo vento com auxílio do pappus, como já mencionado.[1]

FolhasEditar

As folhas de Asteraceae são caracterizadas por serem alternas e espiraladas, opostas ou verticiladas, simples, lobadas ou partidas, inteiras ou dentadas, com venação peninérvea ou palmada; e não apresentam estípulas.[1]

FrutosEditar

Os frutos típicos de Asteraceae é do tipo indeiscentes, ou seja ele permanece fechado após a maturidade, como os do dente-de-leão (Taraxacum) que possuem um cálice modificado, plumoso (pappus), que o deixa leve, característica essencial para que ele possa ser espalhado pelo vento. Esse tipo de fruto é conhecido também como Cipsela. Antes era chamado de aquênio e muitas vezes ainda se vê tal denominação na literatura. Entretanto o termo correto é cipsela, já que aquênios só se originam de ovários súperos e a família é caracterizada por apresentar ovário ínfero. [1][2]

O pappus além de auxiliar na dispersão pelo vento, também auxilia na dispersão dos frutos através dos animais, pois podem ser modificados contendo ganchos ou espinhos que aderem ao corpo destes como, por exemplo, à aves e mamíferos.[1]

Importância EconômicaEditar

A importância econômica da família se dá através da grande diversidade de plantas alimentícias, tais como Cichorium (chicória), Cynara (alcachofra), Helianthus (girasol), Taraxacum (dente-de-leão) e Lactuca (alface). Possui também espécies utilizadas como especiarias dentro do gênero Artemesia. Os gêneros Tanecetum (tanaceto) e Pulicaria contém espécies com propriedades inseticidas. Existem espécies dessa família responsáveis por pragas agrícolas, e sabe-se que Ambrosia é o causador da febre-do-feno. A família apresenta muitos gêneros que contem espécies ornamentais, por exemplo Calendula, Dendranthema, Argyranthemun, Leucanthemum (crisântemo), Dahlia (dália), Tagetes, Senecio (senécio), Sphagneticola, Gaillardia, Helianthus (girassol), Zinnia entre outros. [1]

Diversidade e distribuição geográficaEditar

Asteraceae é a maior famílias dentro de Angiospermas, com aproximadamente 1535 gêneros e 23000 espécies. No Brasil já foram registrados aproximadamente 250 gêneros e 2000 espécies, encontradas por todo o território nacional. [3]

É uma família cosmopolita, especialmente comum em habitats temperados, tropicais montanos, secos e abertos. [1]

Ocorrências no Brasil: [4]Editar

  • Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins)
  • Nordeste (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe)
  • Centro-oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso)
  • Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo)
  • Sul (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina)

Domínios Fitogeográficos: [4]Editar

Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa, Pantanal.

Relações filogenéticasEditar

Asterales é considerado fortemente um grupo monofilético e contém 11 famílias. As inter-relações entre as famílias são incertas, mas sabe-se que Asteraceae, Calyceraceae e Goodeniaceae juntamente com seu grupo irmão Menyanthaceae formam um grupo monofilético. Sendo que alguns dados genéticos definem Asteraceae e Calyceraceae como famílias irmãs, mas outros estudos sugerem que Calyceraceae seria grupo irmão de Goodeniaceae.  [5]

GênerosEditar

Veja a lista completa em lista de gêneros de Asteraceae.

Referências bibliográficasEditar

  1. a b c d e f g h i Judd W.S., C.S. Campbell, E.A. Kellogg, P.F. Stevens & M.J. Donoghue. 2009. Sistemática vegetal: um enfoque filogenético. Rodrigo B.Singer et al. (Trad.) 3a ed. Armed. Porto Alegre.
  2. a b c d Raven | Biologia vegetal. Ray F. Evert e Susan E. Eichhorn; revisão técnica Jane Elizabeth Kraus; tradução Ana Claudia M. Vieira... [et.al.]. – 8. ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014
  3. Silvia, M.P; Barbosa, F.P.Q; Barros, F.R.M. Estudo taxonômico e etnobotânico sobre a família Asteraceae (Dumortier) em uma comunidade rural no Nordeste do Brasil. Gaia Scientia (2014) Ed. Esp. Populações Tradicionais:110-123. Versão Online ISSN 1981-1268.
  4. a b «Lista de Espécies da Flora do Brasil». floradobrasil.jbrj.gov.br. Consultado em 30 de janeiro de 2017. 
  5. The Angiosperm Phylogeny Group (1 de abril de 2003). «An update of the Angiosperm Phylogeny Group classification for the orders and families of flowering plants: APG II». Botanical Journal of the Linnean Society (em inglês). 141 (4): 399–436. ISSN 1095-8339. doi:10.1046/j.1095-8339.2003.t01-1-00158.x 
 
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