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Atenágoras I de Constantinopla
Nascimento 25 de março de 1886
Vasiliko
Morte 7 de julho de 1972 (86 anos)
Istambul
Sepultamento Igreja de Santa Maria da Fonte
Cidadania Grécia, Turquia
Etnia gregos
Alma mater Seminário de Halki
Ocupação ministro, teólogo
Prêmios doutor honoris causa
Religião ortodoxia

Atenágoras I (em grego: Αθηναγόρας Α', transl. Athinagóras; nascido Αριστοκλής Σπύρου, transl. Aristocles Spyrou) nasceu em 25 de março de 1886 em Epiro, na Grécia e foi de 1948 até seu falecimento aos 7 de julho de 1972 Patriarca Ecumênico. Revogou a excomunhão da Cristandade Ocidental que havia desde o Cisma de 1054.

BiografiaEditar

Primeiros AnosEditar

Filho de médico, aos 13 anos era órfão de mãe. Ingressou na Escola Teológica de Halki onde, em 1910, graduou-se e, em seguida, foi criado diácono com o nome religioso de Atenágoras. Manteve-se Arqui-diácono da Diocese de Pelagônia até que, em 1919, ascendeu a secretário de Melécio IV Metaxakis, arcebispo. Após 12 anos de diaconia, ascendeu ao Episcopado como Metropolita de Corfu.

Durante o bispado de Fócio II, recebeu do Metropolita Damaskinos a indicação para Arcebispo Greco-ortodoxo da América. Aceito aos 30 de agosto de 1930, tornou-se arcebispo pelas mãos do Patriarca em 24 de fevereiro de 1931. Teve, por esse tempo, a tarefa de dirigir a diocese que se encontrava dividida entre gregos monarquistas e venizelistas - divisão na qual se incluiam os próprios bispos. Como política de governo, centralizou o poder clerical em suas mãos e dirigiu os demais bispos como auxiliares. Após a reorganização arquidiocesana, fundou a Escola Teologal da Santa Cruz (em inglês: Holy Cross School of Theology).

PatriarcadoEditar

 
Patriarca Atenágoras I

Ainda na América, foi eleito Patriarca Ecumênico em sucessão a Máximo V, 1 de novembro de 1948. Para seu retorno à Constantinopla, foi cedido pelo presidente americano Harry Truman o avião presidencial. Foi entronizado em janeiro de 1949.

Seu encontro com o papa Paulo VI em 1964, na cidade de Jerusalém, foi importante no sentido de anular as excomunhões do Grande Cisma do Oriente de 1054. Foi um passo significativo em restaurar a comunhão entre a igreja de Roma e a de Constantinopla. Esse encontro produziu a declaração de União Católico-Ortodoxa em 1965, simultaneamente ao encontro público do Concílio Vaticano II e uma cerimônia especial em Istambul. A declaração não acabou com o cisma, mas mostrou um grande desejo de reconciliação entre ambas as igrejas, representados por Paulo VI e Atenágoras I. Contudo, essa declaração de união católico-ortodoxa não foi aceita por todos os bispos da Igreja Ortodoxa.

Ver tambémEditar

Atenágoras I de Constantinopla
(1948 - 1972)
Precedido por:  

Patriarcas ecumênicos de Constantinopla

Sucedido por:
Máximo V 267.º Demétrio I