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Bacilo Calmette-Guérin

(Redirecionado de BCG)
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Amostra de BCG usada no Japão

O Bacillus Calmette-Guérin (BCG) é uma vacina frequentemente administrada para prevenção da tuberculose, obtida pela preparação da bactéria Mycobacterium bovis (de origem bovina) em estado atenuado[1][2]. O processo de preparação foi desenvolvido descoberto em 1906 conjuntamente por Albert León Charles Calmette e por Jean Marie Camille Guérin, razão pela qual o preparado recebeu a designação de BCG (bacilo de Calmette-Guérin).[3] Os estudos para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da vacina vão de 1906 até 1919, resultando na atual constituição do produto.[4]

Índice

HistóriaEditar

Em 1925, as experiências no Instituto Pasteur, do microbiólogo Charles Calmette em colaboração com o bacteriologista Jean-Marie Camille Guérin, dão como resultado uma substância que se pode considerar como a primeira vacina do século XX. Partiram pela base de que a imunidade contra a tuberculose só era possível quando havia no organismo bacilos tuberculosos.

Inicialmente, a vacina foi testada em animais, e em 1920 já começou a ser utilizada em larga escala. Foi, a princípio, administrada via digestiva em crianças nos seus primeiros dias de vida em uma emulsão de glicerina, e em 1924, sua eficiência foi cientificamente comprovada e utilizada em larga escala , e recomendada, em 1948, pela Organização Mundial da Saúde e pela Unicef, sendo que o Programa Ampliado de Imunizações, pertencente ao último órgão, incluiu o bacilo no seu calendário de vacinações em 1974.

Idade de aplicaçãoEditar

A partir do nascimento. Desde que não tenha sido administrada na unidade neonatal, a vacina deve ser feita ao completar o primeiro mês de vida ou no primeiro comparecimento à unidade de saúde. Não é recomendada a vacinação de indivíduos adultos, ainda que a BCG seja utilizada para determinados tratamentos que não a vacinação na

IndicaçãoEditar

 
Imagem microscópica do bacilo Calmette-Guérin

É indicada principalmente para prevenir as formas graves da tuberculose (miliar e meníngea) em crianças com menos de cinco anos de idade, mais frequentes em menores de um ano. Está indicada, também, e o mais precocemente possível, nas crianças HIV-positivas assintomáticas e filhos de mães HIV-positivas. É contra-indicada nos indivíduos HIV-positivos sintomáticos.

Via de administraçãoEditar

Rigorosamente intradérmica, de preferência no braço direito, na altura da inserção inferior do Músculo deltóide. Deve ser aplicado 0,1 ml da solução.

É a seguinte a evolução da reação vacinal: nódulo local que evolui para pústula, seguida de crosta e úlcera, com duração habitual de seis a 10 semanas, dando origem quase sempre a pequena cicatriz. Durante a fase de úlcera, pode haver o aparecimento de secreção.

Contra-indicaçõesEditar

Imunodeficiência congênita ou adquirida, incluindo crianças infectadas pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) que apresentem sintomas da doença. Embora não apresentem contra-indicações absolutas, recomenda-se adiar a vacinação com BCG em recém-nascidos com peso inferior a 2.000g e em presença de afecções dermatológicas extensas em atividade.

Vacinação e/ou revacinação de grupos especiaisEditar

Segundo recomendação da Coordenação Nacional de Pneumologia Sanitária - com o objetivo de conferir maior proteção aos profissionais da área da saúde que exercem atividades em hospitais e instituições onde haja permanência de pacientes com tuberculose, frequentemente expostos, portanto, à infecção - deve-se vacinar com BCG todos os não-reatores (nódulo com diâmetro de 0 a 4mm) e reatores fracos (nódulo com diâmetro de 5 a 9mm) ao teste tuberculínico (PPD), incluídos os novos profissionais admitidos nos mencionados serviços.

Vacinação de comunicantes de hanseníaseEditar

Considerando-se a norma estabelecida pela Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária, deve-se vacinar os comunicantes de casos de hanseníase com duas doses de BCG, administradas com intervalo mínimo de seis meses,devendo-se considerar a presença de cicatriz vacinal como primeira dose, independentemente do tempo transcorrido desde a aplicação que provocou seu aparecimento. Nas gestantes, recomenda-se transferir a aplicação do BCG para depois de terminada a gravidez.

Referências

  1. Martins, Fernando S. V. «Vacinas: tuberculose (BCG)». www.cva.ufrj.br. Consultado em 16 de março de 2017 
  2. «Vacina BCG contra tuberculose: efeito protetor e políticas de vacinação» (PDF). Revista Saúde Pública. Consultado em 1 de abril de 2017 
  3. «Vacina BCG | Vacina Santa Joana». www.vacinasantajoana.com.br. Consultado em 16 de março de 2017 
  4. Fernandes, Carlos. «Jean Marie Camille Guerin». www.dec.ufcg.edu.br. Consultado em 16 de março de 2017