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O Barão de Jaceguai
Nascimento 26 de maio de 1843
São Paulo, na província de São Paulo
Morte 6 de junho de 1914 (71 anos)
Rio de Janeiro, Bandeira do Distrito Federal (Brasil) (1891–1960).gif Distrito Federal
Nacionalidade  Brasileiro
Ocupação Almirante e historiador

Artur Silveira de Motta, Barão de Jaceguai (São Paulo, 26 de maio de 1843Rio de Janeiro, 6 de junho de 1914), foi um almirante, nobre e escritor brasileiro. Lutou na Guerra do Paraguai. Foi um imortal da Academia Brasileira de Letras.

Índice

BiografiaEditar

Filho do conselheiro José Inácio Silveira da Motta, aos quinze anos de idade ingressou na Escola Naval do Rio de Janeiro (1858), como aspirante, concluindo o curso em 1860. Seu pai, após acidente marítimo, cogita em transferi-lo para o Exército, mas Jaceguai se opõe, seguindo a carreira na Marinha e realizando diversas viagens de instrução, nas quais foi promovido para segundo e primeiro-tenente.

Na corveta Beberibe, seguiu para o rio da Prata, onde participou da Campanha Oriental e no dia 20 de fevereiro de 1865 segue para a frente de batalha na Guerra do Paraguai, servindo como ajudante-de-ordens do Almirante Tamandaré, que comandava as forças navais brasileiras. No comando do couraçado Barroso, participa das batalhas de Curupaiti e Humaitá, nesta última havendo realizado a transposição perigosa do rio sob o canhoneio paraguaio. Por serviços de guerra e atos de bravura, foi promovido a capitão de mar e guerra com apenas 26 anos, feito único na Marinha do Brasil.

Finda a guerra, Artur Jaceguai passou por diversas missões diplomáticas no exterior, além de haver desempenhado inúmeras funções na Marinha. Em 1882, recebeu o título de Barão de Jaceguai e foi promovido a chefe de esquadra.

Passando para a reserva em 1887, passa a laborar como diretor da Biblioteca da Marinha, Museu e Arquivo e ainda como redator da Revista Marítima Brasileira. Em 1900, foi nomeado diretor da Escola Naval.

BibliografiaEditar

Estudioso da marinha, suas obras foram todas de cunho militar:

  • Organização Naval, reunião de artigos (1896);
  • O Dever do Momento. Carta a Joaquim Nabuco (1897);
  • Quatro Séculos de Atividade Marítima Portugal e Brasil (1900);
  • Ensaio Histórico sobre a Gênese e Desenvolvimento da Marinha Brasileira (1903);
  • De Aspirante a Almirante, memórias, 5 vols. (1906, 1909, 1910, 1913 e 1917);
  • Reminiscências da Guerra do Paraguai (1935).

Olivenkranz.pngAcademia Brasileira de LetrasEditar

Foi o segundo ocupante da cadeira que tem, por patrono, Casimiro de Abreu. Eleito em 28 de setembro de 1907, foi empossado em 9 de novembro do mesmo ano, recebido por Afonso Arinos. Como peculiaridade, seu discurso de posse marcou-se por não haver procedido ao elogio do seu antecessor, sob o pretexto de "não haver conhecido o homem nem a sua obra" – fato este atribuído, mais tarde, pelo seu próprio sucessor, José Maria Goulart de Andrade, ao fato de Teixeira de Melo haver-lhe omitido o nome numa obra referente à Batalha de Humaitá.

Ligações externasEditar