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Berta Craveiro Lopes

Berta Craveiro Lopes
Portugal Primeira-Dama de Portugal
Período 1951 a 1958
Antecessor Maria do Carmo Ferreira da Silva Carmona
Sucessor Gertrudes Thomaz
Dados pessoais
Nome completo Berta da Costa Ribeiro Arthur
Nascimento 15 de outubro de 1899
Pena, Lisboa, Reino de Portugal
Morte 5 de julho de 1958 (58 anos)
Palácio de Belém, Lisboa, Portugal
Progenitores Mãe: Maria Clara Pereira
Pai: Sezinando Ribeiro Arthur
Marido Marechal Craveiro Lopes

Berta da Costa Ribeiro Artur Craveiro Lopes (Lisboa, 15 de Outubro de 1899 - Lisboa, 5 de Julho de 1958) foi a esposa do antigo Presidente da República Portuguesa, Marechal Craveiro Lopes.

BiografiaEditar

 
Berta Craveiro Lopes e o marido, Francisco Higino Craveiro Lopes (1957).

Berta Ribeiro Arthur nasceu numa família de tradições militares de ascendência inglesa, filha de Sezinando Ribeiro Arthur (1875-1918) e de Maria Clara Pereira. O seu avô paterno, general Bartolomeu Ribeiro Arthur, descendia de uma família inglesa que na altura das invasões francesas veio para Portugal auxiliar a combater o invasor.

Nasce de uma relação de seu pai com uma empregada doméstica da família, fortemente contrariada pelos seus pais, o que obriga à separação. O pai vai para Moçambique e a mãe para o Brasil, ficando os 2 filhos do casal a viver com os avós paternos.

Com a morte de seu avô, parte com a avó, o irmão e duas tias para Lourenço Marques, Moçambique, onde o pai se encontrava instalado como alto funcionário dos Caminhos de Ferro.

Ai veio a conhecer o jovem tenente piloto aviador, Francisco Higno Craveiro Lopes que se encontrava em comissão de serviço, com quem vem a casar em 22 de Novembro de 1918 aos 18 anos de idade. Teve quatro filhos: João Carlos, Nuno, Maria João e Manuel. Na década de 1950 ainda teve seis netos.

Os primeiros tempos de vida são difíceis, mas gere bem o magro orçamento doméstico, executando inclusivamente a sua roupa e a dos quatro filhos.

Segue o seu marido nos diversos locais em que cumpre funções, incluindo Índia, Tancos, Açores, Tomar e finalmente Lisboa.

No período de 1951 a 1958, como Primeira Dama da Nação desenvolve grande actividade social, acompanhando o marido nas diversas deslocações oficiais e a sua figura elegante e carácter afável são elogiados em todos os locais em que passa, em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente Espanha, África do Sul, Brasil, Inglaterra, além de todos os territórios coloniais. A visita de estado a Inglaterra em 1955, será porém recordada como o momento mais significativo, sendo a primeira vez que um Presidente da República Portuguesa visita oficialmente aquele país. Consciente da importância do momento, Salazar disponibiliza ao Presidente as jóias da coroa para que Berta pudesse apresentar-se condignamente junto da rainha. Craveiro Lopes recusa, preferindo encomendar numa ourivesaria da baixa lisboeta, um conjunto de colar pulseira e brincos, ainda que isso tivesse pesado no orçamento familiar e que tivessem de vender parte do património familiar. Berta apresenta-se radiante em Londres, usando vários vestidos feitos por si. O casal é recebido pela Rainha Isabel II e instalados no Palácio de Buckingham, sendo rodeados de muitas atenções. Conta-se que a Rainha, durante uma recepção, ofereceu os seus próprios aposentos para que Berta recuperasse de uma crise de enxaqueca de que sofria habitualmente. A visita a Inglaterra foi um sucesso para o que contribuiu muito a sua presença, que foi profusamente comentada pela imprensa britânica e nacional. Dois anos depois, Isabel II retribuirá a visita, deslocando-se a Portugal. Também a visita ao Brasil em 1957 e a Moçambique em 1956 foram memoráveis, constituindo momentos em que a presença de Berta foi notada e muito comentada por todos. Ainda hoje na cidade do Maputo, existe o Jardim Dona Berta Craveiro Lopes, onde num monumento de mármore com inscrição, em tempos esteve um busto seu de autoria do escultor Leopoldo de Almeida.

Faleceu inesperadamente aos 58 anos de idade, vítima de um acidente vascular cerebral, um mês antes do presidente terminar o seu mandato, no Palácio Nacional de Belém. Dizem que desencadeado pela preocupação devido à perseguição política de Salazar a seu marido. Morreu ainda na altura do mandato do seu marido. Os seus restos mortais foram depositados no Cemitério dos Prazeres. O seu marido ainda sobreviverá mais 6 anos.

Tem o seu nome dado a:

  • Um Jardim-Escola em Benguela, Angola
  • Uma escola secundária em Bissau, Guiné
  • Um jardim em Maputo, Moçambique
  • Uma rua em São Vicente, SP, Brasil

CondecoraçõesEditar

Condecorada com:

Referências

Ver tambémEditar