Berto Condê

político brasileiro

Berto Antonino Condé (Petrópolis, 7 de fevereiro de 1895 — São Paulo, 6 de março de 1966) foi um político brasileiro. Exerceu o mandato de deputado federal constituinte por São Paulo em 1946.[1] Seus pais eram Filomena Condé e Antônio Antonino Condé. Se casou com Genoveva Xavier Condé e teve três filhos. [1]

Berto Condê
Nascimento 7 de fevereiro de 1895
Petrópolis
Morte 6 de março de 1966 (71 anos)
São Paulo
Cidadania Brasil
Ocupação político

CarreiraEditar

Cursou o ensino básico em sua cidade natal. Tempos depois foi estudar na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, onde se formou em 1916. Já com o diploma, se mudou para São Paulo e lá iniciou a profissão como promotor público, a qual conciliou com a carreira acadêmica, lecionando na Faculdade de Ciências Econômicas do estado. Viveu parte do seu caminho profissional durante o do Estado Novo, período em que Vargas fechou o Congresso Nacional e governou de forma autoritária sob uma nova constituição (a Polaca)[1]

Em 1945, com o fim do Estado Novo, o Brasil voltou a redemocratização e a política voltou a se abrir. Com isso, Berto se ligou ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Nesse mesmo ano, em dezembro, ele se elegeu à deputado pelo estado de São Paulo. Além disso, passou a integrar nessa mesma época, o Conselho Nacional de Política Industrial e Comercial, onde ficou até assumir seu cargo como deputado, em fevereiro de 1946. Foi vice presidente da Assembléia Nacional Constituinte de 1946 até 1951 ( seu mandato foi prorrogado nesse período). Nesse contexto, a Assembléia estava se tornando em um Congresso.[1]

Em 1948, se posicionou contra a cassação dos mandatos de parlamentares comunistas e no ano seguinte ocupou o cargo de primeiro-vice-presidente da Câmara. Se reelegeu pelo Partido Social Progressista no ano de 1950, mas não venceu. Encerrou seu mandato e se dedicou à outras áreas. Ele retomou os trabalhos como advogado e voltou a lecionar. Começou a ministrar aulas de direito internacional privado na Faculdade de Ciências Econômicas Álvares Penteado.[1]

Berto, além da carreira política, acadêmica e dos ofícios com a advocacia, ainda atuou como jornalista. Foi o fundador da Revista de Direito Penal, contribuiu com a Revista de Direito e atuou em jornais como: Jornal do Brasil, Jornal do Comércio e Folha de S.Paulo. Também foi secretário da Sociedade Brasileira de criminologia, membro do Instituto dos Advogados de São Paulo.[1]

Berto Condé faleceu no dia 6 de março de 1966, aos 71 anos, na cidade de São Paulo.[1]

PublicaçõesEditar

Ensaios de política espiritualista - 1927[1]

Propugnando um governo isento de personalismo - 1928[1]

Política brasileira: novos rumos - 1936[1]

Estudos de política comercial e Princípios de direito comercial e internacional[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k «Berto Antonino Condé - CPDOC». CPDOC - Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil. Consultado em 26 de outubro de 2017 
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