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Biblioteca Central da Universidade de Brasília

A Biblioteca Central da Universidade de Brasília, também conhecida como BCE, foi fundada em 1962 com um acervo bibliográfico de emergência.[1] Localizada no campus Darcy Ribeiro na Asa Norte de Brasília, a biblioteca atende também aos campus Gama, Ceilândia e Planaltina. Atualmente conta com um acervo de mais de 1.5 milhões de itens.[2] Durante o período de aulas, o local recebe cerca de 4 mil pessoas por dia.[3]

A BCE foi pioneira no conceito de biblioteca central, invertendo a tradição da época de bibliotecas dispersas em departamentos e faculdades.[4][5]

HistóriaEditar

 
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A Biblioteca Central foi criada como um órgão complementar, ao abrigo do Decreto nº 1872, de 12 de dezembro de 1962.[6] Originalmente instalada no edifício do Ministério da Educação e Cultura na Esplanada dos Ministérios, onde ocupava dois andares, foi transferida em 1962 para a Sala dos Papiros, na Faculdade de Educação — o primeiro bloco construído no campus universitário. Com a compra de diversas coleções particulares em 1963, a biblioteca expandiu-se e passou a precisar de novas instalações,[1] sendo transferida para o prédio SG-12 em janeiro de 1964. As instalações da BCE em seu edifício definitivo foram inauguradas no dia 12 de março de 1973.[1] no prédio projetado pelos arquitetos José Galbinski e Miguel Pereira.[7][8]

O bibliotecário e professor universitário Edson Nery da Fonseca, escreveu duas décadas mais tarde que o acervo original era composto de publicações reunidas sem critério seletivo, doadas por indivíduos e entidades públicas e privadas.[9]

No dia 9 de abril de 1964, a Polícia Militar do Estado de Minas Gerais invadiu o campus, interditou o edifício da Biblioteca Central e confiscou materiais considerados subversivos pelo regime militar.[1][10]

Programas sociaisEditar

A biblioteca supervisiona o Programa de Conservação de Bens Culturais, uma iniciativa da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do Distrito Federal (Apae-DF) em parceria com a Universidade de Brasília. O curso qualifica pessoas com deficiência se qualificarem nas áreas da conservação de livros e documentos. [11]

Visitantes com deficiência visual têm disponível o acervo da Biblioteca Sonora e Digital da BCE, que conta com um reforço high tech: um aparelho vestível que reconhece a palavra escrita e traduz em áudio para o deficiente visual através de um fone de ouvido.[12]

No dia 20 de novembro de 2018 foi inaugurado o Espaço Direitos Humanos, com livros, um ambiente de convivência e uma exposição fotográfica permanente. O acesso aos livros e as atividades são abertos à comunidade externa.[13]

Referências

  1. a b c d «História da BCE». BCE. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  2. «Conheça o acervo da Biblioteca Central da UnB». Correio Braziliense. 13 de janeiro de 2017. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  3. «Busca por aprovação em concursos lota biblioteca da UnB nas férias». G1 DF. 25 de janeiro de 2012. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  4. Ferreira, Lusimar Silva. Bibliotecas Universitárias Brasileiras, São Paulo: Pioneira/INL/MEC, 1980
  5. Poole,Frazer Glendon. PROGRAMA PARA O PROJETO DO EDIFÍCIO DA BIBLIOTECA CENTRAL, Brasília, Senado Federal, 1973
  6. Decreto 1872/62|Decreto nº 1.872, de 12 de dezembro de 1962....Consultado em 15/02/2019.
  7. Santos, Erika D. A. dos (outubro de 2013). «Duas Bibliotecas de José Galbinski: "Conexões Brutalistas"?» (PDF). Curitiba: X Seminário Docomomo do Brasil. Arquitetura Moderna e Internacional: conexões brutalistas 1955-75. Consultado em 15 de fevereiro de 2019 
  8. Planejamento físico de bibliotecas universitárias - Página 15. Consultado em 15/02/2019.
  9. [periódicos.unb.br/index.php/rbbsb Revista de Biblioteconomia de Brasília]. Consultado em 19/03/2019.[ligação inativa]
  10. Freitas, Beatriz (2016). «Silêncio e Censura: a biblioteca da Universidade de Brasília nos anos de chumbo da ditadura militar» (PDF). Goiânia. Faculdade de Comunicação e Informação, Universidade de Goiás. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  11. «Apae-DF e UnB qualificam pessoas com deficiência há 10 anos». Correio Braziliense. 26 de outubro de 2016. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 
  12. Malheiros, Tania Milca; Cunha, Murilo Bastos da (2018). «As bibliotecas como facilitadoras no acesso à informação por usuários com deficiência visual». Campinas, SP. Rev. Digit. Bibliotecon. e Cienc. Inf. 16 (1): 146-170. ISSN 1678-765X. doi:10.20396/rdbci.v16i1.8650318 
  13. Garonce, Luiza (16 de novembro de 2018). «UnB cria espaço para produção de conhecimento em direitos humanos». G1 DF. Consultado em 12 de fevereiro de 2019 


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