Abrir menu principal

Wikipédia β

Bloch Editores

Extinta editora brasileira
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, comprometendo a sua verificabilidade (desde dezembro de 2015).
Por favor, adicione mais referências inserindo-as no texto. Material sem fontes poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Bloch Editores, também conhecida como Editora Bloch, é uma extinta editora brasileira fundada em 1952 e encerrada em 2000 pertencente ao Grupo Bloch.[1][2][3][4][5] Tinha como carro-chefe a publicação da revista Manchete, uma das principais publicações da mídia impressa da segunda metade do século XX, além de ser a publicação que deu origem a empresa.[1] Atualmente, os títulos da Bloch pertencem a Manchete Editora, que atualmente só publica a revista Pais&Filhos.[6][7]

Bloch Editores
Razão social Bloch Editores S.A.
Tipo Sociedade anônima
Indústria Mídia impressa
Gênero Editora
Fundação 1952
Fundador(es) Adolpho Bloch
Encerramento 1 de agosto de 2000
Sede Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Presidente Pedro Jack Kapeller
Holding Grupo Bloch
Website oficial bloch.com.br [ligação inativa]

Índice

HistóriaEditar

Foi por décadas um dos mais importantes conglomerados da imprensa no Brasil. O Grupo Bloch começou a ser erguido pelo imigrante ucraniano Adolpho Bloch em 1952, e na sua melhor fase era composto por duas gráficas, uma fábrica de tintas, editora e distribuidora de livros didáticos e revistas, um teatro, que compunham a Rede Manchete.

A revista Manchete, que vendia 120 mil exemplares, em 1957, foi sempre o carro-chefe da empresa. Chegou a superar a tradicional concorrente O Cruzeiro e lançou nomes ilustres como Rubem Braga e Fernando Sabino.

História em QuadrinhosEditar

Nos anos 70, a Bloch publicou quadrinhos dos super-heróis Marvel no polêmico formatinho e criou o Clube do Bloquinho, ideia de Wilson Viana, o Capitão Aza.[8]

Fim da editoraEditar

A Bloch Editores teve sua falência decretada em agosto de 2000.

Em dezembro de 2002, os principais títulos das revistas da Bloch Editores – Manchete, Pais & Filhos, Ele & Ela e Fatos & Fotos – foram leiloados. O comprador foi Marcos Dvoskin, ex-diretor geral da Editora Globo, que criou a Manchete Editora.

Acervo fotográficoEditar

O acervo fotográfico da massa falida da Bloch Editores, que reúne as fotografias produzidas pelos profissionais das revistas Manchete, Fatos e Fotos, Amiga, Desfile, Sétimo Céu, Geográfica Universal e Pais & Filhos, não recebeu nenhum lance em seu primeiro leilão, a 22 de novembro de 2009. O acervo contém mais de 12 milhões de fotos de acontecimentos históricos entre 1952 e 2000, das guerras aos concursos de miss, das Copas do Mundo às manifestações contra o regime militar, incluindo algumas não-publicadas, e foi avaliado em 2 milhões de reais. Mesmo partindo-se numa segunda tentativa com lance mínimo equivalente à metade da avaliação, não houve interessados.[9] Finalmente, o acervo fotográfico foi arrematado por 300 mil reais, em um leilão no dia 5 de maio de 2010, no Rio de Janeiro.[10] O comprador atende pelo nome de Luiz Fernando Fraga Barbosa. O arquivo encontra-se em paradeiro desconhecido.[11] Além disso, surgiram questionamentos e processos na Justiça referentes ao modo como foi vendido o acervo e Direitos Trabalhistas.[12]

PrédiosEditar

O Edifício Manchete, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em estilo modernista foi comprado pela BR Properties, em abril de 2010,, por R$ 260.000.000 de reais, com o objetivo de reformá-lo[13][14], em outubro de 2011, a BR Properties fez a locação parcial do edifício para à petrolífera Statoil Brasil Óleo e Gás com um prazo de 120 meses[15].

O prédio que abrigava a antiga sede da editora Bloch no Centro do Rio de Janeiro, depois de doze anos abandonado e ocupado por 132 famílias, foi implodido em novembro de 2012 para dar lugar a prédios para famílias de baixa renda, com 91 apartamentos de dois e três quartos.[16]

PublicaçõesEditar

 
Volumes da coleção História do Brasil (Bloch Editores), editada pela Bloch Editores em 1972, expostas em uma biblioteca pública.

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b Renan Milanez Vieira. «Rede Manchete: um estudo de caso» (PDF). Consultado em 11 de julho de 2016 
  2. «Bloch Editores pede concordata no Rio». Mercado. Folha de S.Paulo. 27 de julho de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  3. «Justiça do Rio aceita pedido de concordata da Bloch Editores». Mercado. Folha de S.Paulo. 9 de setembro de 1999. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  4. «Bloch Editores pede a autofalência para evitar fechamento». Mercado. Folha de S.Paulo. 2 de agosto de 2000. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  5. Cristian Klein (20 de março de 2001). «Justiça do Rio confisca obras da Bloch Editores». Ilustrada. Folha de S.Paulo. Consultado em 19 de dezembro de 2015. [...] Eles pertencem à Bloch Editores, empresa cuja falência foi decretada em 1º de agosto do ano passado. [...] 
  6. Leandro Rodrigues. «De volta às bancas». Portal da Comunicação. UOL. Consultado em 19 de dezembro de 2015 
  7. «Quem somos». Pais&Filhos. Consultado em 11 de julho de 2016 
  8. Nos tempos do Clube do Bloquinho Roberto Guedes
  9. [1]
  10. [2]
  11. [3]
  12. [4]
  13. Empresa da GP compra edifício Manchete por 260 milhões de reais, Cristiane Correa, EXAME, 30/06/2010
  14. BR Properties compra edifício Manchete por R$ 260 milhões
  15. BR Properties aluga parte do prédio da TV Manchete à Statoil
  16. Folha de S. Paulo (10 de novembro de 2012). «Prédio da extinta Manchete é implodido no Rio» 

Ligações externasEditar