Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia

filme de 1990 dirigido por Roberto Pires
Disambig grey.svg Nota: Este artigo é sobre um filme. Para os eventos que o inspiraram, veja Acidente radioativo de Goiânia.
Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia
Pôster do filme.
 Brasil
1990 •  cor •  115 min 
Direção Roberto Pires
Produção Luiz Antonio de Carvalho
Produção executiva Laura Carneiro
Roteiro Roberto Pires
Narração Jorgeh Ramos
Elenco Nelson Xavier
Joana Fomm
Stephan Nercessian
Denise Milfont
Paulo Betti
Marcelia Cartaxo
Paulo Gorgulho
Thelma Reston
Género drama
Música Otavio Garcia
Cinematografia Walter Carvalho
Efeitos especiais Roberto Pires
Figurino Marcela Ribeiro
Edição Roberto Pires
Companhia(s) produtora(s) Master Cinevideo
Idioma português

Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia é um filme brasileiro de 1990 idealizado por Roberto Pires, sendo escrito e dirigido pelo mesmo.

O longa é baseado no acidente radiológico de Goiânia ocorrido em 1987, com depoimentos das vítimas do acidente servindo como base para seu roteiro.

O filme conta com Nelson Xavier, Joana Fomm e Denise Milfont nos papéis principais, além de breves aparições das próprias vitimas do acidente como figurantes.[1]

EnredoEditar

Em 1987, na cidade de Goiânia, capital de Goiás, dois catadores de lixo adentram num prédio abandonado e descobrem uma pesada peça de chumbo nas ruínas de um antigo hospital. Eles levam a peça para ser vendida num ferro-velho, sem saber que dentro dela há um perigoso material radioativo, o Césio 137. Ela é vendida para Devair, o dono do ferro velho, um amigo de Vavá, um dos catadores de lixo. Devair e seus ajudantes quebram a peça e liberam a radiação do material, sem tomarem nenhum conhecimento do risco que correm.

Devair, que se maravilha pela cor azul e brilhante que o pó do Césio 137 emite à noite, resolve mostrá-lo para seus amigos e seu irmão Ivo. Ivo, então, mostra o pó radioativo para sua filha Leide, que brinca inocentemente com o material; a menina mistura o pó do césio em suas mãos e, logo após, vai jantar, contaminando toda a comida. Poucas horas depois, naquela noite, Leide, já contaminada, sofre os efeitos nocivos da radiação causada pelo pó do césio, com sua saúde piorando cada vez mais.

Devair e seus ajudantes também passam mal, assim como os catadores de sucata, além de Maria Gabriela, esposa de Devair, a esposa de Ivo e todas as outras pessoas ao seu redor. O vizinho de Devair, que havia levado um pouco do material para sua casa após Devair lhe mostrar, joga o pó em seu vaso sanitário e dá a descarga, já que para ele aquele pó não era útil, contaminando assim o esgoto, a água e, consequentemente, mais pessoas do bairro.

A esposa de Ivo resolve levar a peça a um médico, já que ela estava preocupada com o aparecimento dos mesmo sintomas em várias pessoas depois da chegada da peça. O médico logo desconfia que aquilo se tratava de material radioativo. Maria Gabriela, inadvertidamente, acaba contaminando as pessoas em um ônibus lotado em que levava o césio; o médico então comunica a Comissão Nacional de Energia Nuclear sobre o ocorrido.

Posteriormente, a Rua 57 do bairro acaba sendo interditada para a detecção e retirada de todos os materiais radioativos; os moradores com sintomas da radiação são desalojados de suas casas e os animais do local acabam sendo sacrificados. O filme se encerra com uma locução informando que dias depois as primeiras vítimas da contaminação vieram a falecer, incluindo a pobre garotinha Leide, então com apenas seis anos de idade.

ElencoEditar

 
Joana Fomm interpretou Maria Gabriela Ferreira.

PrêmiosEditar

Festival de Brasília (1990):

  • Prêmio Especial do Júri;
  • Melhor atriz (Joana Fomm);
  • Melhor atriz coadjuvante (Denise Milfont);
  • Melhor roteiro;
  • Melhor fotografia;
  • Melhor técnico de som;

Festival de Natal (1990):

  • Melhor filme (Júri Oficial e Crítica);
  • Melhor diretor (Crítica);
  • Melhor atriz coadjuvante para Denise Milfont;
  • Melhor roteiro.

ReferênciasEditar

  1. «CÉSIO 137 - O PESADELO DE GOIÂNIA». Cinemateca Brasileira. Consultado em 4 de agosto de 2020