Cama de pregos

peça retangular de madeira com pregos expostos
Cama de pregos
Fakir on bed of nails Benares India 1907.jpg
Tipo
habilidade circense (en)
ascese
divulgação científica
truque de mágica (d)
Características
Composto de
Utilização
Usuário(a)s
faquir
divulgador científico (d)
mágico (d)

Uma cama de pregos é um uma peça retangular de madeira, geralmente do tamanho de uma cama, com pregos apontando para cima e para fora.[2][3] Foi popularizada pelos faquires indianos.[4][1][5]

Faquir conhecido como Perkasanund, Benares (1799)[1]

Para o espectador, alguém deitado sobre esta cama seria ferido pelos pregos, mas isso não acontece. Assumindo que os  pregos são numerosos o suficiente, o peso é distribuído entre eles de tal forma que a pressão exercida por cada prego não é suficiente para perfurar a pele da pessoa.[6]

A seguinte fórmula explica a cama de pregos:

, onde a pressão p é igual à força F dividida pela área A.[7]

UsosEditar

O dispositivo é utilizado no ensino de física[8] e em demonstrações de truques de mágica. Na popularização da ciência, as pessoas são convidadas a se sentarem na cama de pregos, normalmente reagindo com hesitação inicial. Após se sentarem e constatarem que não houve ferimentos é feita uma explicação teórica da experiência.[9]

Outro procedimento requer um voluntário para deitar em uma cama com vários pregos e uma placa é colocada sobre a pessoa. Blocos de concreto são colocados sobre a placa e depois esmagados com um marreta. O voluntário não é prejudicado porque a força do golpe é espalhada entre os pregos, resultando em pressão reduzida. A quebra dos blocos também dissipa muita da energia da marreta. Esta demonstração dos princípios da distribuição de peso requer que o peso do voluntário seja distribuído por tantos pregos quanto possível.[10]

Cama de pregos usada em popularização da ciência



ReferênciasEditar

  1. a b Duncan, Jonathan (1799). «An Account of Two Fakeers, With Their Portraits». Asiatic researches, or, Transactions of the Society instituted in Bengal for inquiring into the history and antiquities, the arts, sciences and literature of Asia. London: [s.n.] pp. 37–50 
  2. «Bed of Nails». Phun Physics, University of Virginia Physics Show (em inglês). Physics Department and Center for Science, Mathematics, and Engineering Education. Arquivado do original em 14 de janeiro de 2018 
  3. Nickell, Joe. (2005). Secrets of the sideshows (em inglês). Lexington, Ky.: University Press of Kentucky. p. 246. OCLC 65377460 
  4. Zubrzycki, John (2018). Empire of Enchantment: The Story of Indian Magic (em inglês). Oxford: Oxford University Press 
  5. Müller, Regina A. P. (2016). «Faquirezas do Brasil no século XX: arte de rua e corpo performático». Cultures-Kairós, paru dans Théma 
  6. Wilson, Tracy V. (2007). «How can someone lie on a bed of nails without getting hurt?» (em inglês). HowStuffWorks. Cópia arquivada em 1 de dezembro de 2019 
  7. Dibartolo, John (1996). «PHYS 231 Quiz #5» (em inglês). Physics Department, University of Virgínia. Cópia arquivada em 28 de setembro de 2016. Q: Why is it possible to lie down on a bed of nails?
    A: When the force of the person's weight is distributed of the area of all the points of the nails, the pressure (P=F/A) is low enough for the person's skin to resist getting punctured.
     
  8. Luciana Bortoletto (2009). As monitorias interativas e valorização dos conhecimentos prévios dos alunos para a aprendizagem de conhecimentos científicos em museus e centros de ciências (PDF). VII Enpec - Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciência. Florianópolis. ISSN 2176-6940. Consultado em 20 de março de 2020  Parâmetro desconhecido |conferencia= ignorado (ajuda)
  9. Bassini, Ailton Marcos; Pusceddu, Luca Hermes; Silva, Stephanne A. A. (2020). «Cama de pregos». CienTec-USP. Cópia arquivada em 20 de janeiro de 2021 
  10. «Bed of Nails». UCLA Physcs & Astronomy, Lecture Demonstration Manual » 1. Mechanics » B. First Law, Inertia (em inglês). Universidade da Califórnia em Los Angeles. Cópia arquivada em 26 de agosto de 2019 

Ligações externasEditar