Abrir menu principal
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde junho de 2019).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde junho de 2019). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Campo Maior é um município brasileiro do estado do Piauí.

Município de Campo Maior
"Berço de Heróis"
"Terra dos carnaubais"
Vista da praça cultural da beira do Açude de Campo Maior.

Vista da praça cultural da beira do Açude de Campo Maior.
Bandeira de Campo Maior
Brasão de Campo Maior
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 8 de agosto de 1762 (257 anos)
Gentílico campomaiorense
Lema Terra dos Heróis do Jenipapo
Prefeito(a) José de Ribamar Carvalho (PT)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Campo Maior
Localização de Campo Maior no Piauí
Campo Maior está localizado em: Brasil
Campo Maior
Localização de Campo Maior no Brasil
04° 49' 40" S 42° 10' 08" O04° 49' 40" S 42° 10' 08" O
Unidade federativa Piauí
Mesorregião Centro-Norte Piauiense IBGE/2008 [1]
Microrregião Campo Maior IBGE/2017 [2]
Municípios limítrofes Cabeceiras do Piauí, Nossa Senhora de Nazaré, Alto Longá, Novo Santo Antônio, Cocal de Telha, Jatobá do Piauí, Sigefredo Pacheco, Coivaras, José de Freitas e Altos.
Distância até a capital 84 km
Características geográficas
Área 1 699,383 km² [3]
População 56 177 hab. IBGE/2010[4]
Densidade 33,06 hab./km²
Altitude 125 m
Clima tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,675 médio PNUD/2000 [5]
PIB R$ 526 317,81 mil IBGE/2016[6]
PIB per capita R$ 61 433,99 IBGE/2016[6]

Localiza-se à latitude 04º49'40" sul e à longitude 42º10'07" oeste, estando à altitude de 125 metros.

Monumento ao Vaqueiro Brasileiro, na Praça Bona Primo

Uma das cidades mais bonitas do Piauí com um belo açude dentro da cidade.

HistóriaEditar

Foi nesse município que ocorreu a mais violenta e única batalha sangrenta pela Independência do Brasil, a Batalha do Jenipapo[7]. O 13 de março de 1823 teve papel decisivo para manter a unidade territorial do país. Consistiu na luta de vaqueiros, agricultores e outros trabalhadores contra as tropas do Major João José da Cunha Fidié, que cumpria ordens do Rei de Portugal, D.João VI, para que o norte do Brasil permanecesse sob o domínio português. O povo do Piauí, lutava com facões e instrumentos de trabalho, não com armas. Perderam a batalha, mas não a guerra. Depois disso, Fidié, seguiu para o Maranhão, onde foi rendido e preso[8].

Campo Maior foi elevado a município e distrito em 1761, sendo instalado em 8 de agosto de 1762.

Foi elevado a município em 28 de dezembro de 1899.[9]

Sendo portanto a instalação da Vila de Campo Maior no dia 8 de agosto de 1762. Essa data passou a ser uma das datas mais importantes para a cidade, tanto é que foi a escolhida para ser comemorada como o aniversário de Campo Maior, mesmo depois de ser elevada a categoria de cidade que se deu no dia 28 de dezembro de 1889.[carece de fontes?]

PolíticaEditar

PrefeitosEditar

O município já foi administrado pelos seguintes políticos:

  • Francisco Alves Cavalcante
  • Aldemar Mendes de Melo (interino)
  • Vicencia Alves de Menezes Cavalcanti
  • Antonio da Costa Leitão (interino)
  • José Martins Lustosa (interino)
  • Sigefredo Pacheco
  • José Paulino de Miranda
  • Francisco Alves Cavalcanti
  • Luis Capucho do Vale (interino)
  • Nilo de Santana Oliveira (interino)
  • Raimundo Ney Bauman
  • Ascendino Pinto de Aragão
  • Edgar Miranda (duas interinidades)
  • Manoel Felício Pinto (interino)
  • Joaquim Oleveira (interino)
  • Waldeck Bona (3 vezes)
  • Ovídio Bona (interino)
  • Aarão Santana (interino)
  • Humberto Bona (interino)
  • Aloísio Portela (interino)
  • Ivon Pacheco (interino)
  • Raimundo Nonato Monteiro de Santana
  • Oscar Castelo Branco Filho
  • José Olímpio da Paz
  • Alípio Ibiapina (interino)
  • João de Deus Torres
  • Agenor Leite Melo (interino)
  • Benício Melo (interino por 2 dias)
  • Raimundo Nonato Andrade
  • Jaime da Paz
  • Dácio Bona
  • José Olimpio da Paz
  • Joaquim Mamede Lima
  • Cezar Ribeiro Melo
  • Raimundo Nonato Bona (Carbureto)
  • Marco Aurélio Bona
  • Antônio Lustosa Machado
  • Raimundo Nonato Bona (Carbureto)
  • Maria Deusuíte Correa Bona (interina, 3 meses)
  • João Félix de Andrade Filho
  • Edvaldo da Silva Lima 17 a 31 de dezembro de 2010
  • Luís Rodrigues Lima 01/01 a 12 de fevereiro de 2011
  • Paulo Martins 13/02/2011 a 8 de agosto de 2012;
  • João Félix de Andrade Filho reassume por decisão do STF em 9 de agosto de 2012.
  • Paulo Cezar de Sousa Martins 01 /01/2013 a 31/ 12/ 2016
  • José de Ribamar Carvalho (Professor Ribinha) [10].

Aspectos climatobotânicosEditar

A cidade caracteriza-se pela presença marcante da Carnaúba (Copernicia prunifera), que lhe rendeu o apelido de "Terra dos Carnaubais". O Açude Grande também apresenta destaque, encantando turistas que passam pela cidade. Outros pontos turísticos são a "Serra" de Santo Antônio, a Barragem dos Corredores, o Monumento aos Heróis do Jenipapo e a Catedral de Santo Antônio.

Localização geográficaEditar

A distância de Campo Maior à capital (Teresina) é de 84 km.

Desde o fim do século XX, seus limites são os seguintes:

  • Ao Oeste: com os municípios de Cabeceiras do Piauí e José de Freitas;
  • Ao Leste: com Jatobá do Piauí, Sigefredo Pacheco e Novo Santo Antônio;
  • Ao Norte: com Nossa Senhora de Nazaré e Cocal de Telha;
  • Ao Sul: com Altos, Alto Longá e Coivaras.

RelevoEditar

O município de Campo Maior não possui grandes elevações e as planícies predominam na bacia sedimentar do Meio Norte, sendo sua baixada no rio Longá a de maior significação, onde há zonas intercaladas de "Cuestas" com chapadas de alitudes de 150 a 300 metros na parte Leste, em que ocorre surgimento da Serra de Santo Antônio e as elevações de acesso a Castelo do Piauí e Pedro II.

HidrografiaEditar

Banhado pelos rios Longá, Jenipapo, Surubim, Titara e Fundo, que não são perenes, e os riachos Longazinho, Pontilhão, Jatobá, Angelim, Pintadas, Camaleão, Salubre e as lagoas de Búfalo, Sucurujá, Batoque, Arraial, Tuturumbá e Olaria, o município possui dezenas de açudes e barragens, destacando-se pela sua localização privilegiada o Açude Grande, no perímetro urbano, e as barragens do Emparedado, Bananeiras, Bolqueirão, Corredores, Formiga, Surumbi e Estrela, que podem reter considerável volume de água durante os períodos normais de chuvas.Merecem destaque, tantos por suas belezas quanto para recanto de lazer e banhos, as cachoeiras - quedas d'águas - no rio Foge Homem, na fazendo Pedras Negras, do Jatobá, no rio Jatobá, do Gavião e dos Pereiras, no lugar Buritizinho, Bica do Amarante, no lugar Frutica/Macacos, e finalmente as bicas e piscinas natirais existentes na Serra de Santo Antônio.

SoloEditar

Com formação de rochas do tipo "folhelhos" na formação Longá, a espressura variada que chega a atingir cerca de 150 metros, sofre um adelgaçamento para o sul, susceptível à erosão e acidez em grandes extensões. No subsolo há grandes reservas d'água e por isso Campo Maior já conta com mais de 300 poços perfurados e atendendo diversas comunidades e fazendas.

VegetaçãoEditar

Pela determinação do clima e solo, o município possui preponderantemente a sua vegetação concentrada no cerrado em transição para caatinga, vegetação rasteira com pouca predominância de árvores. Os campos limpos - as campinas - são características muito marcantes na região e ocupando extensas áreas afiguram-se ser adequadas a pecuária e à produção de cera, matéria-prima extraída das carnaubeiras nativas, uma das principais riquezas da microrregião de Campo Maior. Na região leste, entretanto, caracterizada por solos arenp-argilosos, de matas, encontram-se inúmeras variedades de árvores frondosas como o angico preto, branco, a candeia, a faveira, a gameleira, chapadeiro, mirindiba, oiticica, jatobá, pereiro, sapucaia, umurana, entre outras.

EconomiaEditar

Sua economia está baseada principalmente na atividade comercial, agricultura, pecuária e extrativismo. Concentra também um dos maiores pólos de comércio religioso do Nordeste, contando com a Catedral de Santo Antônio, que atrai turistas para os maiores festejos Católicos do estado, além disso a cidade dispõe de um grande potencial caprino-ovinocultor notadamente advindo da adaptabilidade das raças às condições edofoclimáticas da região.

Também é importante polo industrial cerâmico de fabricação de materiais de construção civil com várias industrias de telha e tijolo e de argamassas e rejuntes.[11]

CulturaEditar

 
Biblioteca municipal de Campo Maior

BibliotecaEditar

 Ver artigo principal: Biblioteca Municipal Marion Saraiva

A Biblioteca Municipal de Campo Maior foi criada em 1940, através do Decreto-Lei Nº 38, de 29 de outubro de 1940, época da gestão do prefeito Francisco Alves Cavalcante.

TeatrosEditar

 
Teatro Municipal.

Campo Maior tem tradição nas artes teatrais e há décadas possui o Teatro Sigefredo Pacheco popularmente conhecido como teatro dos estudantes, com capacidade para cerca de 400 pessoas, e também possui o Cine-teatro Ludetana.[12]

CulináriaEditar

 
Periodicamnete existe o Sabor Maior, um festival gastronômico e cultural, de realização da prefeitura de Campo Maior e do SEBRAE.[13]

Sua culinária também é bastante apreciável. A "carne de sol" é prato obrigatório e marca registrada do município, sendo considerada a melhor carne de sol do Brasil. Outras comidas típicas são a Paçoca e Maria Isabel, sendo que essas apresentam o uso da Carne de Sol na preparação da comida.

EsporteEditar

FutebolEditar

Com relação ao futebol, a cidade de Campo Maior conta com dois clubes de futebol que disputam o campeonato piauiense. São o Comercial e o Caiçara. Os dois clubes realizam o derby de Campo Maior.

ArquiteturaEditar

Centro históricoEditar

O centro histórico com casarios em arquitetura colonial e imperial se faz presente na estrutura de edificações da praça Bona Primo e entornos e conta com um raro cemitério iniciado em 1804.[14] [15][16]

Palacete dos PachecosEditar

Sobrado na avenida José Paulino, centro de Campo Maior. O prédio é todo branco, de traços arquitetônicos pré-modernistas e com detalhes porticais. Sua preservação é de acordo com a Lei Municipal de Preservação do Patrimônio Cultural Material e Imaterial. O palacete teve construção iniciada em fins da década de 1940, como propriedade da família Pacheco. O último membro da família a residir no palacete foi o ex-prefeito Ivon Pacheco, até morrer, em 1988.

 
Edifício de uma escola de educação básica.

Palácio do JenipapoEditar

 Ver artigo principal: Palácio do Jenipapo

É o atual palácio do legislativo municipal, foi construído no finalizar do século XIX em uma colina na Praça Bona Primo; tem paredes com cerca de um metro de largura e possui elementos e adornos da arquitetura árabe. No dia 26 de dezembro de 1994 foi restaurado para sedear a Câmara Municipal de Campo Maior e recebeu a denominação de Palácio do Jenipapo, em alusão à Batalha do Jenipapo[17]

Controvérsias sobre o hino do municípioEditar

 
Documento da Câmara Municipal convocando audiência pública sobre o caso.

Desde 2012 que ha discussões entre a intelectualidade e matérias na imprensa de Campo Maior devido suspeitas de que a letra e a música do hino municipal se enquadre como um plágio da canção “Cidade Morena”, interpretada pela dupla Tonico & Tinoco, tanto que, em 24 de agosto de 2017 a Câmara Municipal de Campo Maior realizou uma audiência pública com a participação de professores de música, advogados e historiadores para começar a construir uma definição legal para o caso, conforme o princípio da autotutela , que manda que administração pública tem a competência para sanar seus atos quando eivados de erros ou de ilegalidades[18].

ComunicaçõesEditar

O município possui as rádios Heróis do Jenipapo, Meio Norte FM Campo Maior e Radio Verdes Campos Sat. A cidade também possui retransmissoras de TV das emissoras baseadas na capital Teresina.

GaleriaEditar

Ver tambémEditar

Referências

  1. «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome IBGE_DTB_2017
  3. IBGE (10 de fevereiro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2019  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. «Censo Populacional 2019». Censo Populacional 2019. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2019. Consultado em 11 de dezembro de 2019  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2017 
  6. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2016». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 9 de março de 2019 
  7. MATTOS, João Batista de (Tenente-coronel). Os Monumentos Nacionais - Piauí. Rio de Janeiro; Imprensa Militar, 1949.
  8. SOARES, Sidney. Enciclopédia dos Municípios Piauienses. Fortaleza; Escola gráfica Santo Antonio. 1972.
  9. {{Citar web|url=http://cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=220220%7Ctítulo=Histórico Campo Maior Piauí - PI|publicado=IBGE Cidades|acessodata=9 de abril de Mai}
  10. «TSE-Divulgação de resultado de eleições - Piauí»  TSE. Acesso em 3 de outubro de 2016.
  11. Anuário do Piauí, 2009.
  12. Revista Presenca, várias edições, é a revista do Conselho Estadual de Cultura do Piauí
  13. «Festival Sabor Maior é lançado em Teresina»  Agência SEBRAE. Acesso em 19 de novembro de 2015.
  14. MASCARENHAS, Marielly Ibiapina. Entre telhas e carnaúbas: breve história da arquitetura de Campo Maior - Piauí. Teresina; ed autora, 2012
  15. BARRETO, Paulo Thedim. O Piauí e Sua Arquitetura. Centro de Estudos Folclóricos. Rio de Janeiro, 1952
  16. MORAIS, Jéssica Gadelha. “Aqui jazem” muitas histórias: um estudo arqueológico do acervo histórico do cemitério Santo Antônio, em Campo Maior - Piauí (1804-1978). Dissertação ( Mestrado em Arqueologia). Universidade Federal do Piauí. Teresina, 2016, páginas 68 e 69.
  17. LIMA, Reginaldo Gonçalves de. Geração Campo Maior: anotações para uma enciclopédia. Teresina; Gráfica Junior, 1995.
  18. Hino de Campo Maior é um plágio da letra e melodia de “Cidade Morena”; Mais três cidades têm hino quase igual. Campo Maior em Foco. Acesso em 29 de agosto de 2017.

Ligações externasEditar