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Brasão de armas da família Campos

Campos trata-se de um sobrenome de origem toponímica geralmente aceita como proveniente da Espanha.

OrigemEditar

Tal apelido foi utilizado inicialmente pelos espanhóis e portugueses. Os primeiros a usarem este sobrenome foram pessoas que vieram da Terra de Campos (Campi Gotorum, Terra dos Godos) em Palência, Leão e Valladolid na Espanha. Ao chegarem em Portugal os sobrenomes Campo e Campos se separaram com cada um desenvolvendo seu próprio brasão. É muito popular no Brasil não sendo necessariamente as pessoas que possuem tal sobrenome serem relacionadas entre si.[1] Muitos descendem de vários que vieram de Portugal, entre elas Judeus que ao chegarem no Brasil alteraram seus sobrenomes para similares católicos a fim de não serem perseguidos (vide Cristãos-novos).[2][3] Na época colonial era comum muitos escravos possuíram sobrenomes de seus senhores para os identificarem entre os escravos.[4] Portanto, os que possuem o sobrenome Campo/Campos tem origem entre portugueses, espanhóis, Judeus, escravos, etc.

Em São Paulo e Mato Grosso, por exemplo, muitos dos Campos descendem de Filipe de Campos Banderborg (1615-1681), português filho de mãe portuguesa e pai belga, conforme registrado na Genealogia Paulistana de Luís Gonzaga da Silva Leme.[5] Os bandeirantes Manuel de Campos Bicudo e Antônio Pires de Campos são de sua família.

Referências

  1. «Família Campos». Origem do Sobrenome. 24 de novembro de 2011 
  2. «Confira a lista de sobrenomes judaico-portugueses usados para fugir da Inquisição». Olhar Direto 
  3. SOVERAL, Manuel Abranches de. Subsídios para o estudo genealógico dos judeus e cristãos-novos e a sua relação com as famílias portuguesas. [S.l.]: soveral.info 
  4. Moura, Clóvis (2004). Dicionário da escravidão negra no Brasil. [S.l.]: EdUSP. ISBN 9788531408120 
  5. Luiz Gonzaga da Silva Leme. GENEALOGIA PAULISTANA. [S.l.: s.n.] 

BibliografiaEditar

  • BOGACIOVAS, Marcelo Meira Amaral Bogaciovas. Discussão sobre a origem da família Campos. In Edição Comemorativa do Cinqüentenário do Instituto Genealógico Brasileiro. São Paulo: IMESP, 1991. pp. 603-613.