Canella winterana

Canella winterana é a única espécie do género monotípico Canella, da família Canellaceae, utilizada como condimento e como planta medicinal. A espécie é originária das Antilhas e comum na regiãp do Caribe.

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCanella winteriana
canela-branca, pau-malambo
Canella winterana.
Canella winterana.
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Subclasse: Magnoliidae
Ordem: Canellales
Família: Canellaceae
Género: Canella
P.Browne
Espécie: C. winterana
Nome binomial
Canella winterana
L. Gaertn.
Sinónimos
Canella winterana: detalhe da planta.
Canella winterana: fruto.

DescriçãoEditar

Canella winterana é um arbusto de grandes dimensões, podendo alcançar o tamanho de uma pequena árvore, com 4 a 15 m de altura, com ritidoma (casca) acinzentada, aromático, com numerosos ramos com folhas. Toda a planta é aromática, com um odor que evoca o cheiro da groselha-negra (plantas do género Cassis), mas que não deve ser confundido com a canela verdadeira (género Cinnamomum).

As folhas são alternas, obovadas ou oblanceoladas, coreáceas, de coloração verde-escuro, salpicadas de glândulas translúcidas. A superfície superior é mais escura e a superfície inferior de coloração verde brilhante, mais claro e mate.

As inflorescências são geralmente terminais, por vezes axilares. A flor apresenta 3 sépalas, de 2–3 mm de espessura, e 5 pétalas obovados, de 5–6 mm, de coloração vermelho brilhante, com uma base de coloração amarelada, com 10 estames com filamentos unidos num tubo estaminal de 3–4 mm de comprido e anteras de cor amarela a alaranjada. O estilo é curto, mas maior que o tubo estaminal. Apesar das flores serem hermafroditas, comportam-se como flores unissexuais. A floração dura de Junho a Setembro.

O fruto9 é uma baga globosa de cor verde, evoluindo para vermelho e, finalmente, quase negra na maturação, de 7–10 mm de diâmetro. Contém até 5 sementes de coloração negra, brilhante, oblongas, de 5–6 mm de comprimento.

FitoquímicaEditar

Os tecidos desta espécie, em especial o ritidoma dos ramos juvenis e as folhas, são ricos em princípios activos, entre os quais se destaca o pentosano (16,7% em peso), o manitol (8,71% em peso), substâncias azotadas (8,5%), substâncias redutoras (16%), cinzas (7,4%), para além de pequenas quantidades de arabano, galactano e xilano.[1]

Em medicina tradicional a espécie é considerada como um aromático, estimulante, digestivo, estomacal, tónico e antiescorbútico. A casca macerada em solução alcoólica é usada em fricções contra o reumatismo. Cozida é usada para afecções do estômago, sendo igualmente ministrada como febrífugo. A espécie está incluída entre os estimulantes gerais e os afrodisíacos. É um dos ingredientes do vinho de ruibarbo da farmacopeia tradicional britânica, no qua se usa a casca.[1]

TaxonomiaEditar

Canella winterana foi descrita por L. Gaertn. e publicado em De Fructibus et Seminibus Plantarum. . . . 1: 373, t. 77, f. 2. 1788.[2]

A espécie apresenta sinonímia variada, entre a qual:[3]

  • Canella alba Murray
  • Canella canella (L.) H.Karst.
  • Canella laurifolia Sweet
  • Canella obtusifolia Miers
  • Laurus winterana L. basónimo
  • Winterana canella L.
  • Winterana obtusifolia (Miers) Warb.

A espécie é conhecida pelos nomes comuns de barbasco, canela-branca e pau-malambo.[1]

Referências

  1. a b c «Canella winterana». Plantas útiles: Linneo. Consultado em 23 de Novembro de 2015  |arquivourl= é mal formado: timestamp (ajuda)
  2. «Canella winterana». Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. Consultado em 22 de maio de 2013 
  3. Canella winterana em PlantList

BibliografiaEditar

  • ----. 1986. List-Based Rec., Soil Conserv. Serv., U.S.D.A. Database of the U.S.D.A., Beltsville.
  • Davidse, G., M. Sousa Sánchez, S. Knapp & F. Chiang Cabrera. 2013. Cycadaceae a Connaraceae. 2(1): ined. In G. Davidse, M. Sousa Sánchez, S. Knapp & F. Chiang Cabrera (eds.) Fl. Mesoamer.. Universidad Nacional Autónoma de México, México.
  • Flora of North America Editorial Committee, e. 1997. Magnoliidae and Hamamelidae. Fl. N. Amer. 3: i–xxiii, 1–590.
  • Hokche, O., P. E. Berry & O. Huber. (eds.) 2008. Nuevo Cat. Fl. Vasc. Venezuela 1–860. Fundación Instituto Botánico de Venezuela, Caracas.
  • Martínez Salas, E. M., M. Sousa Sánchez & C. H. Ramos Álvarez. 2001. Región de Calakmul, Campeche. Listados Floríst. México 22: 1–55.
  • Small, J. K. 1933. Man. S.E. Fl. i–xxii, 1–1554. Published by the Author, New York.
  • Wunderlin, R. P. 1998. Guide Vasc. Pl. Florida i–x, 1–806. University Press of Florida, Gainseville.

Ligações externasEditar

 
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