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Castelo de Seda

remanescente de um castelo em Seda
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Castelo de Seda
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Construção ()
Estilo
Conservação Mau
Homologação
(IGESPAR)
IIP
(DL 28/82 de 26 de Fevereiro de 1982.)
Aberto ao público
Site IHRU, SIPA3213
Site IGESPAR69683

As muralhas de Seda, vulgarmente conhecidas como Castelo de Seda, no Alentejo, localizam-se na localidade e freguesia de Seda, concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre, em Portugal.

O monumento é impropriamente designado como castelo, uma vez que consiste nos remanescentes de um troço da cerca urbana, o que caracteriza Seda como uma povoação fortificada.

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

O primitivo povoamento humano desta região remonta a época pré-histórica, de que são testemunho cerca de uma dezena e meia de antas ali identificadas. A presença romana na região é testemunhada pela ponte de Vila Formosa, erguida entre o século I e o século II, e marcos miliários de uma estrada.

Alguns autores admitem que a primitiva fortificação da povoação remonte a um castro dos Lusitanos, ocupado por tropas romanas que sobre ele teriam erguido uma fortificação, o que não se encontra comprovado.

O castelo medievalEditar

No contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica, a região foi conquistada pelas forças de D. Afonso Henriques (1185-1211), em 1160, vindo a ser doada pelo soberano aos cavaleiros da Ordem dos Templários, que o haviam auxiliado na empreitada. Datará dessa época o início da primitiva cerca da povoação.

Sob o reinado de D. Afonso III (1248-1279), Seda foi entregue aos cavaleiros da Ordem de Avis (1271), na pessoa de seu Mestre, Frei Fernão Soeiro, que lhe outorgou foral.

D. João I (1385-1433) concedeu-lhe Carta de Foral (30 de Outubro de 1427), elevando-a a vila, privilégio renovado à época de D. Manuel I (1495-1521), que lhe concedeu o Foral Novo (1 de Outubro de 1510). A sua importância é atestada pelo fato de que em 1527 passou a sede de Concelho, sob a jurisdição da Ordem de Avis, privilégio extinto em 1836.

Os nossos diasEditar

Chegaram até aos nossos dias um troço da muralha medieval, reforçado por cubelos, em precário estado de conservação. Esses vestígios encontram-se classificados como Imóvel de Interesse Público, por Decreto publicado em 26 de Fevereiro de 1982.

CaracterísticasEditar

O conjunto consistiu numa cerca urbana da qual subsistem troços de muralha em alvenaria de xisto à fiada, argamassada em cal, sem ameias, unindo três cubelos de planta circular, e os vestígios de um quarto. Estes vestígios encontram-se entre hortas e quintais das habitações da rua do Castelo, do lado Leste, e em uma encosta abrupta que já é propriedade agrícola praticamente devoluta.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar