Alentejo

região NUTS 2 de Portugal
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Alentejo (desambiguação).

A Região do Alentejo ou apenas Alentejo é uma região portuguesa situada no centro-sul do país. Tem uma extensão total de 31 603 km² e 704 533 habitantes (censo de 2021)[2]. A sua densidade populacional é 22,3 hab./km². É a região mais extensa, a quarta mais populosa e a sétima mais densamente povoada de Portugal.

Portugal Alentejo

Região do Alentejo

 
  Região  
Paisagem típica do Alentejo
Paisagem típica do Alentejo
Localização
Localização da Região do Alentejo em Portugal
Localização da Região do Alentejo em Portugal
Administração
Capital Évora
Características geográficas
Área total [1] 31 603 km²
População total (2021) [2] 704 533 hab.
Densidade 22,3 hab./km²
Clima Mediterrânico (Csa e Csb)
Fuso horário UTC+0 (WET)
Horário de verão UTC+1 (WEST)
NUTS II PT18
Indicadores
IDH (2019) [3] 0,840 muito alto
 • Posição 5.º entre 7
PIB (2018) [4] 13,1 biliões
PIB per capita (2018) 22 200 (PPC)
Estatísticas do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat)

É composta por cinco sub-regiões, 58 municípios e 299 freguesias[5], sendo a cidade de Évora a cidade administrativa e um dos principais núcleos urbanos da região. Com 43 652 habitantes na sua área urbana e 53 591 habitantes em todo o município, é a maior cidade e o segundo maior município do Alentejo, a seguir a Santarém com 58 671 habitantes em todo o município.

A região é limitada a norte com o a região do Centro, a nordeste com a comunidade autónoma espanhola da Estremadura, a sudeste com a comunidade autónoma espanhola da Andaluzia, a sul com a região do Algarve, a sudoeste com o Oceano Atlântico e a noroeste com a Área Metropolitana de Lisboa.

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDR-A) é o órgão que coordena as políticas ambientais, o ordenamento do território, as cidades e o desenvolvimento global desta região, apoiando os governos e associações locais[6].

DivisõesEditar

A região é composta por cinco sub-regiões, 58 municípios, 299 freguesias e 21 cidades:

Sub-regiõesEditar

O Alentejo divide-se nas seguintes cinco sub-regiões:

MunicípiosEditar

O Alentejo divide-se nos seguintes 58 municípios:

FreguesiasEditar

O Alentejo divida-se nas seguintes 299 freguesias:

CidadesEditar

O Alentejo compreende as seguintes 21 cidades:

DemografiaEditar

HabitantesEditar

Nos censos de 2021, o Alentejo tinha 704 533 habitantes[2] e uma densidade populacional de 22,3 hab./km².

População residente
(2021)
De 0 a 14 anos
(2021)
De 15 a 24 anos
(2021)
De 25 a 64 anos
(2021)
De 65 ou mais anos
(2021)
704 533 87 139 68 763 358 168 190 463

Sub-regiõesEditar

O Alentejo compreende cinco sub-regiões, sendo as maiores em termos populacionais: a Lezíria do Tejo, com mais de 235 mil habitantes; o Alentejo Central, com mais de 150 mil habitantes; e o Baixo Alentejo com mais de 110 mil habitantes.

Relativamente à densidade populacional, a Lezíria do Tejo, com 55 habitantes por quilómetro quadrado, é a sub-região mais densamente populada de todo o Alentejo, seguindo-se o Alentejo Central, com 22 habitantes por quilómetro quadrado, e o Alentejo Litoral, com 18 habitantes por quilómetro quadrado.

Sub-região Sede administrativa Habitantes
(2021)
Área
(km²)
Densidade populacional
  Alentejo Central Évora 152 444 7 393 22
  Alentejo Litoral Grândola 96 442 5 308 18
  Alto Alentejo Portalegre 104 923 6 230 17
  Baixo Alentejo Beja 114 863 8 505 13
  Lezíria do Tejo Santarém 235 861 4 275 55

MunicípiosEditar

O Alentejo contém 58 municípios, sendo os maiores em termos populacionais: Santarém, com perto de de 60 mil habitantes; Évora, com mais de 50 mil habitantes; e Beja, com mais de 30 mil habitantes.

CidadesEditar

O Alentejo inclui 21 cidades, sendo as maiores em termos populacionais: Évora, com perto de 45 mil habitantes; Santarém, com mais de 30 mil habitantes; Beja, com perto de 25 mil habitantes; Samora Correira, com mais de 17 mil habitantes; e Elvas, com mais de 14 mil habitantes.

Relativamente à densidade populacional, Portalegre, com 609 habitantes por quilómetro quadrado, é a cidade mais densamente populada de todo o Alentejo. Seguem-se Santarém, com 541 habitantes por quilómetro quadrado; o Cartaxo, com 436 habitantes por quilómetro quadrado; Beja, com 326 habitantes por quilómetro quadrado; e Évora, com 183 habitantes por quilómetro quadrado.

Dos 704 934 habitantes do Alentejo, cerca de 40% vivem nas 21 cidades, correspondendo a uma população urbana de 284 128 habitantes.

Lista das 21 cidades do Alentejo
Cidade Sub-região Habitantes

(2021)

Área

(em km²)

Densidade

populacional

Évora   Alentejo Central 43 652 112,06 183
Santarém   Lezíria do Tejo 30 021 55,46 541
Beja   Baixo Alentejo 24 079 73,77 326
Samora Correia   Lezíria do Tejo 17 704 321,29 55
Elvas   Alto Alentejo 14 438 202,70 71
Portalegre   Alto Alentejo 14 318 23,51 609
Sines   Alentejo Litoral 13 109 132,42 99
Rio Maior   Lezíria do Tejo 12 517 82,94 151
Almeirim   Lezíria do Tejo 12 370 69,13 179
Cartaxo   Lezíria do Tejo 12 302 28,23 436
Montemor-o-Novo   Alentejo Central 10 842 419,49 26
Vendas Novas   Alentejo Central 10 640 222,39 48
Ponte de Sor   Alto Alentejo 10 507 332,82 31
Vila Nova de Santo André   Alentejo Litoral 10 310 74,32 139
Moura   Baixo Alentejo 8 039 287,42 28
Santiago do Cacém   Alentejo Litoral 7 892 204,74 38
Estremoz   Alentejo Central 7 890 63,9 123
Alcácer do Sal   Alentejo Litoral 7 733 888 8
Reguengos de Monsaraz   Alentejo Central 6 773 101,68 66
Serpa   Baixo Alentejo 5 601 443,15 12
Borba   Alentejo Central 3 391 41,52 81
TOTAL Cidades 284 128 4 180,94 68

HistóriaEditar

  Note-se que esta divisão não coincide com a antiga região tradicional do Alentejo, que era constituída por duas das antigas províncias: o Alto e Baixo Alentejo, e que era ligeiramente menor que a actual, incluindo apenas os distritos de Évora e Beja (na sua totalidade), praticamente todo o distrito de Portalegre (excepto o concelho de Ponte de Sôr, que fazia parte da antiga província do Ribatejo), e a metade sul do de Setúbal (os concelhos desse distrito que fazem parte da actual região do Alentejo Litoral (Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Sines)). A sub-região (NUTS III) da Lezíria do Tejo, quase correspondente com a antiga região tradicional do Ribatejo, não estava incluída no Alentejo.

 
A cidade de Portalegre.
 
A vila de Mértola.

A eurocidade Elvas—BadajozEditar

 
O monumental aqueduto da Amoreira, em Elvas.

A 16 de setembro de 2013, Elvas e Badajoz assinaram um protocolo de união e converteram-se na Eurocidade Elvas-Badajoz, com o objetivo de atraírem mais emprego, investimento e desenvolvimento às duas urbes, além de trabalharem em conjunto em áreas tanto culturais, como económicas, nomeadamente a nível do turismo. A eurocidade Elvas-Badajoz, é o maior aglomerado populacional da NUT II Alentejo e do interior de Portugal, com uma população de 210 487 habitantes (2014), sendo que a sua área de influência abrange cerca de 600 mil habitantes entre os dois lados da fronteira.

Os centros urbanos de Elvas e Badajoz estão separados por apenas oito quilómetros e ligados pela autoestrada A6 sem qualquer tipo de portagem. Existe ainda uma estrada secundária, conhecida por "Estrada da Torre de Bolsa".

Em 2015, a Câmara Municipal de Campo Maior manifestou o seu interesse em integrar a Eurocidade e, nesse sentido, Elvas e Badajoz aprovaram a sua adesão. Com a adesão de Campo Maior, o projeto passou a designar-se EUROBEC (eurocidade Badajoz-Elvas-Campo Maior).[7]

Questão de OlivençaEditar

 Ver artigo principal: Questão de Olivença

Olivença, município integrado na comunidade autónoma espanhola da Estremadura, é reivindicada por Portugal desde o século XIX, existindo uma corrente de opinião que advoga que Olivença é um concelho português do Alto Alentejo. A fronteira encontra-se por delimitar nesta área raiana.

RegionalizaçãoEditar

A região do Alentejo é desde sempre uma das mais favoráveis à regionalização, existindo até um movimento cívico chamado de AMALENTEJO que defende publicamente a autonomia regional da região, tal como acontece com os Açores e a Madeira.[8]

Em 1998, realizou-se em Portugal um referendo sobre a regionalização do país. O "não" saiu vencedor, com 63,5% dos votos, exceto na região do Alentejo onde o "sim" venceu com 51%. Desde então que o Alentejo reivindica a sua autonomia regional e a formação do seu Governo e Assembleia Regional, já que a sua população assim o decidiu.

O Alentejo justifica que só com a regionalização é possível alavancar o desenvolvimento da região, já que o Governo da República opta por uma governação centralista, centrada em Lisboa e Porto, esquecendo o interior do país. De recordar, que a região do Alentejo é das regiões onde existe menos investimento público e que tem, ao longo dos últimos anos, perdido mais população e serviços.

Em 2021, a regionalização voltou a ser tema de debate e António Costa, prometeu que se vencesse as eleições voltaria a referendar a regionalização do país em meados de 2024.[9]

EconomiaEditar

Comparação com o resto do paísEditar

A região do Alentejo representa cerca de 5% das exportações nacionais e 5% da economia nacional.[10] Graças a investimentos na agricultura, no turismo e na internacionalização tornou-se uma região competitiva. A região do Alentejo tem a quarta maior economia regional de Portugal. Mesmo que tenha só um peso de 5% na economia nacional, é hoje a região onde as pessoas têm o terceiro maior rendimento de todas as sete regiões nacionais. Em 2019, a diferença entre o rendimento por habitante da região do Alentejo, comparado com o da Área Metropolitana de Lisboa, era de cerca de 6 000 euros.

Crise financeiraEditar

A região foi atingida pela recessão global em 2009 e pela crise da Zona Euro, em 2011 e 2012. Enquanto o PIB da região ultrapassou pela primeira vez os 11 mil milhões de euros em 2009, baixou ligeiramente em 2012 para 10,9 mil milhões de euros, em resultado da crise. A região conseguiu recuperar rapidamente para os 11 mil milhões de euros em 2014, e com um forte crescimento económico atingiu os 18 mil milhões de euros em quatro anos. Relativamente ao PIB per capita, este baixou de 15 500 € em 2010 para 14 500 € em 2012, mas devido ao forte crescimento económico conseguiu atingir os 19 000 € em 2019, aumentando assim o rendimento de cada habitante em 5 000 € nos últimos sete anos.

Produto interno brutoEditar

Ao longo dos anos, o produto interno bruto da região do Alentejo cresceu com a entrada na União Europeia, com os investimentos feitos na agricultura, no turismo, na educação e nas infraestruturas.

Evolução do PIB da região do AlentejoEditar

Os dados dos anos de 2009 e 2019 mostram que o PIB da região do Alentejo cresceu 18%, dos 11,3 mil milhões de euros registados em 2009 para 13,4 mil milhões de euros em 2019. Ao longo dos anos, o PIB da região teve recuos, por exemplo em 2011 e 2012, onde foi registado um decréscimo perto dos 6%. A razão para o decrescimento económico foi a crise financeira. Comparado com os dados do PIB nacional, a economia regional do Alentejo estabilizou-se ao longo dos anos em 5%. Em 2015, a riqueza produzida em Portugal proveniente da Região do Alentejo correspondia a 6%, o valor mais alto. Desde aí, as outras seis regiões de Portugal têm alcançado cada vez mais relevância no PIB nacional, tornando-se mais competitivas entre elas.[11]

PIB da Região do Alentejo (em mil milhões de €)
Ano 2001 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020
PIB 9,3 11,3 11,8 11,5 10,9 10,9 11,1 11,9 12,1 12,8 13,1 13,4 12,4
Crescimento x +21,5% +4,4% -2,5% -3,5% 0% +1,8% +7,2% +1,6% +5,7% +2,3% +2,2% -7,5%
% do PIB nacional 7,6% 4,6% 5% 4,7% 5% 4,8% 4,8% 6% 5,9% 5,8% 5,4% 5,6% 5,3%

Estatística da evolução do PIB da região do Alentejo (em mil milhões de euros)

TurismoEditar

 
O templo romano de Évora (de Diana). O centro histórico da cidade é património mundial da UNESCO.
 
Vila Nova de Milfontes é um dos mais apreciados destinos balneares da Costa Alentejana.

O Turismo do Alentejo é gerido pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, IP., que faz parte do Turismo de Portugal, IP. A ERT do Alentejo e Ribatejo tem a sua sede na cidade de Beja.

Os principais pontos turísticos são as duas cidades classificadas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade: Évora e Elvas, além do Alqueva, Monsaraz, Marvão, Castelo de Vide, Vila Viçosa e a zona do Alentejo Litoral, como Sines e Troia. Ainda assim, por toda a região se podem encontrar inúmeros pontos de interesse histórico e cultural, com realce para Beja, Mértola, Marvão e Castelo de Vide.

Em 2014, o Alentejo conquistou o título de "Melhor Região Vinícola a Visitar" no concurso mundial promovido pelo jornal USA Today.[12]

No mesmo ano, as praias do Alentejo Litoral foram também destacadas pelo diário britânico "The Guardian" como as melhores da Europa.[13]

Em 2015, a região bateu o recorde de dormidas de turistas internacionais, recebendo mais de meio milhão de turistas estrangeiros que pernoitaram em hotéis da região, principalmente vindos de Espanha, Reino Unido, Países Baixos, Estados Unidos, Bélgica e Brasil.[14]

Em 2016, a atividade turística no Alentejo seguiu o balanço dos últimos sete anos e continuou a crescer no número de turistas, desta vez entre 12 a 13% comparativamente com o ano anterior, segundo dados da ERT. Relativamente a dormidas, foram registadas até outubro de 2016 perto de um milhão e meio de dormidas em unidades hoteleiras da região, havendo um aumento de turistas internacionais vindos da Alemanha e de Itália, além dos já mencionados em 2015.[15]

Nos últimos tempos, o Alentejo tem ganho diversos prémios na área do turismo, tanto a nível nacional como internacional. Já ganhou por quatro vezes (2010, 2011, 2012 e 2013) o prémio de melhor região de turismo em Portugal.[16]

SaúdeEditar

Os principais hospitais da região situam-se nas cidades de Évora, Elvas, Beja, Portalegre, Santiago do Cacém e Santarém. No entanto existem outros hospitais públicos e privados de menor dimensão. Atualmente, está também em construção um mega-hospital em Évora que terá o nome de Hospital Central do Alentejo e que prevê o encerramento do antigo Hospital do Espírito Santo.

  • Hospital Central do Alentejo, em Évora (em construção);
  • Hospital do Espírito Santo, em Évora;
  • Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja;
  • Hospital de Santa Luzia, em Elvas;
  • Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre;
  • Hospital Distrital de Santarém;
  • Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém;
  • Hospital da Misericórdia de Évora;
  • Hospital Militar Regional n.º 4, em Évora;
  • Hospital de São Paulo, em Serpa;
  • Hospital São João de Deus, em Montemor-o-Novo;
  • Hospital da CUF, em Santarém (privado).

Órgãos responsáveisEditar

  • ARSA — Administração Regional de Saúde do Alentejo
  • ULSNA — Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (Alto Alentejo)
  • ULSBA — Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (Baixo Alentejo)
  • ULSLA — Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (Alentejo Litoral)
  • ACES Alentejo Central — Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central
  • ACES Alto Alentejo — Agrupamento de Centros de Saúde do Alto Alentejo
  • ACES Baixo Alentejo — Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Alentejo
  • ACES Lezíria — Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria do Tejo

Estabelecimentos prisionaisEditar

  • Estabelecimento Prisional de Alta Segurança de Évora
  • Estabelecimento Prisional Regional de Beja
  • Estabelecimento Prisional Regional de Elvas
  • Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz em Grândola
  • Estabelecimento Prisional de Odemira (exclusivo feminino)

InfraestruturasEditar

O Alentejo dispõe de uma grande rede de autoestradas que percorrem a região, ligando várias cidades; a ferrovia, que liga as cidades alentejanas com cidades de regiões circundantes; o Porto de Sines, um dos portos mais importantes de Portugal; e o Aeroporto de Beja, uma infraestrutura estratégica para a região.

 
Ponte da Lezíria, da A10, ligando a Área Metropolitana de Lisboa com o norte alentejano.

RodoviaEditar

Com uma extensão de mais de 400 quilómetros, as autoestradas na região alentejana percorrem a região de norte a sul, de oeste a leste, ligando as cidades e regiões circundantes. A região dispõe de cinco autoestradas, que percorrem todas as sub-regiões alentejanas e ligam umas às outras.

A A2, conhecida também como a Autoestrada do Sul, liga a cidade de Lisboa, na Área Metropolitana de Lisboa, a Albufeira, no Algarve, tendo uma extensão total de 240 quilómetros, ligando todo o sul de Portugal e uma grande parte na região alentejana, percorrendo dentro do Alentejo mais de 150 quilómetros. Liga todo o litoral alentejano, desde o começo, no município de Alcácer do Sal, e acaba no município de Odemira, onde entra na região algarvia. É uma autoestrada estratégica, conectando a capital com o sul de Portugal, sendo uma das principais vias de comunicação entre o sul e o centro do país.

A A6, conhecida também como a Autoestrada do Alentejo Central, liga a Área Metropolitana de Lisboa à cidade de Badajoz, localizada na região espanhola da Estremadura, tendo uma extensão total de 158 quilómetros, ligando o oeste com o leste da região e do país, percorrendo em toda a sua extensão a região alentejana. Começa no município de Vendas Novas, perto da fronteira com a Área Metropolitana de Lisboa, e tem o seu término no município de Elvas, onde entra em Espanha, passando por Évora.

A A13, conhecida também como Autoestrada do Pinhal Interior, liga o sul da Área Metropolitana de Lisboa à Lezíria do Tejo, atravessando o noroeste da região. Tem uma extensão total de 149 quilómetros, percorrendo dentro da região alentejana uma extensão de 85 quilómetros. Tem o seu início no município de Vendas Novas e termina na cidade de Santarém.

A A26, conhecida também como Autoestrada do Baixo Alentejo, conecta a A2 ao Baixo Alentejo e à cidade de Beja, criando assim uma ligação direta da capital do Baixo Alentejo à Área Metropolitana de Lisboa e ao Algarve. Tem uma extensão total de 22 quilómetros, ligando o interior com o litoral alentejano.

A A26-1, conhecida também como Autoestrada de Sines, liga a costa alentejana, no Alentejo Litoral, desde a cidade de Sines, à cidade de Vila Nova de Santo André, tendo uma extensão total de 9 quilómetros.

 
Um comboio da CP Longo Curso a fazer a ligação entre Lisboa e Faro, percorrendo o município de Alcácer do Sal, no Alentejo Litoral.

FerroviaEditar

A rede ferroviária na região alentejana dispõe de várias linhas, que ligam cidades e sub-regiões com regiões ao seu redor e com Espanha. A Linha do Norte, a linha ferroviária mais movimentada e mais importante de Portugal, que liga o Porto a Lisboa, passa pela Lezíria do Tejo e pelas cidades de Santarém e Cartaxo, oferecendo assim um serviço ferroviário a essas cidades alentejanas com as principais cidades do país. No município de Azambuja, parte da região do Alentejo, existe o serviço dos comboios urbanos de Lisboa, oferecendo um serviço regular até ao centro da cidade de Lisboa.

A Linha do Leste liga a cidade de Abrantes, situada no Médio Tejo, pertencendo à região do Centro, com a cidade de Elvas. Localiza-se no Alto Alentejo e segue até Badajoz, oferecendo assim uma ligação direta de Espanha com a região do Centro, passando pela região alentejana. Os comboios dos serviços regionais, que percorrem essa linha, oferecem um serviço ferroviário aos municípios ao longo da linha ferroviária.

 
Construção da Linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid no município de Alandroal, entre as cidades alentejanas de Évora e Elvas.

Já a Linha de Évora, faz a conexão entre o Pinhal Novo, situado na Área Metropolitana de Lisboa, e Évora, percorrendo os municípios de Vendas Novas e Montemor-o-Novo e, continuando pela Linha do Alentejo, também com a cidade de Beja, percorrendo os municípios de Viana do Alentejo, Alvito e Cuba.

A Linha do Sul liga o centro de Lisboa com Tunes, no Algarve, percorrendo o litoral alentejano e os municípios de Alcácer do Sal, Grândola e Odemira, criando assim uma ligação ferroviária desde a Área Metropolitana de Lisboa até ao Algarve, percorrendo os municípios alentejanos.

A Linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid será a primeira linha de alta velocidade de Portugal, percorrendo a região alentejana pela totalidade dentro do país, ligando no futuro as duas capitais da Península Ibérica, Lisboa e Madrid. Estão a ser construídos mais de cem quilómetros de nova linha ferroviária entre as cidades de Évora e Elvas.


Transportes públicosEditar

 
Quotidiano rural alentejano representado num painel de azulejos na estação ferroviária de Elvas.

A principal rede de transportes públicos no Alentejo é a Rodoviária do Alentejo, que se dedica à prestação de serviços rodoviários interurbanos e de longo curso, ligando a região até Castelo Branco, Abrantes, Badajoz ou Lisboa. Dispõe ainda de concessões de longo curso para todo o país através da marca "Rede Nacional de Expressos". Na região de Santarém, a rodoviária Ribatejana e a Rodoviária do Tejo efetuam as principais ligações rodoviárias interurbanas e de ligação com Lisboa. Os principais terminais rodoviários de autocarros são os de Beja, Elvas, Évora e Portalegre.

É possível fazer a viagem de Évora a Lisboa, pela Rede Nacional de Expressos / Rodoviária do Alentejo, em apenas 90 minutos. De base, existem catorze circulações diárias em cada sentido, acrescendo algumas circulações exclusivas aos dias úteis ou aos fins de semana, entre as 06:00 e as 22:00.[17] Outras ligações interurbanas relevantes no distrito incluem os autocarros de ligação entre Setúbal e Évora, sobretudo nos trajetos Setúbal - Vendas Novas[18] e Vendas Novas - Montemor - Évora.[1]

Algumas cidades dispõem de uma rede de autocarros urbanos para o transporte público apenas na própria cidade para o centro, bairros e urbanizações, como é o caso de Elvas e Beja, neste caso através da Rodoviária do Alentejo. Noutros casos, existem redes de transportes urbanos através de empresas municipais pertencentes à Câmara Municipal, como é o caso de Portalegre. Em Évora também existe uma rede de transportes urbanos, a "Trevo".

Corpos policiaisEditar

Polícia de Segurança Pública (PSP)Editar

  • Comando Distrital da PSP de Beja (inclui Esquadra da PSP, Esquadra de Trânsito, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização)
  • Comando Distrital da PSP de Évora (inclui Esquadra da PSP, Esquadra de Trânsito, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização)
  • Comando Distrital da PSP de Portalegre (inclui Esquadra da PSP, Esquadra de Trânsito, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização)
  • Comando Distrital da PSP de Santarém (inclui Esquadra da PSP, Esquadra de Trânsito, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização)
  • Divisão Policial de Elvas (inclui Esquadra da PSP, Esquadra de Trânsito, Esquadra de Investigação Criminal e Esquadra de Intervenção e Fiscalização)
  • Esquadra da PSP de Estremoz
  • Esquadra da PSP de Moura
  • Esquadra da PSP do Cartaxo

Guarda Nacional Republicana (GNR)Editar

  • Comando Territorial da GNR de Beja (inclui Destacamento de Intervenção)
  • Comando Territorial da GNR de Évora (inclui Destacamento de Trânsito, Destacamento de Intervenção e Destacamento de Ação Fiscal)
  • Comando Territorial da GNR de Portalegre (inclui Destacamento de Trânsito e Destacamento de Intervenção)
  • Comando Territorial da GNR de Santarém (inclui Destacamento de Trânsito e Destacamento de Intervenção)
  • Destacamento Territorial da GNR de Almodôvar (inclui postos territoriais de Almodôvar, Castro Verde, Mértola e Mina de São Domingos)
  • Destacamento Territorial da GNR de Aljustrel (inclui postos territoriais de Aljustrel, Ervidel, Ferreira do Alentejo, Garvão e Ourique)
  • Destacamento Territorial da GNR de Beja (inclui postos territoriais de Alvito, Baleizão, Beringel, Cuba, Salvada, Vidigueira e Vila Alva)
  • Destacamento Territorial da GNR de Elvas (inclui SEPNA, Posto de Trânsito de Elvas e postos territoriais de Arronches, Campo Maior, Monforte, Santa Eulália e Vila Boim)
  • Destacamento Territorial da GNR de Estremoz (inclui Posto de Trânsito e postos territoriais de Arraiolos, Borba, Mora, Pavia, Veiros e Vimieiro)
  • Destacamento Territorial da GNR de Évora (inclui postos territoriais de Azaruja, Portel, Redondo, São Manços e São Miguel de Machede)
  • Destacamento Territorial da GNR de Montemor-o-Novo (inclui Posto de Trânsito de Vendas Novas e postos territoriais de Cabrela, Alcáçovas, Escoural, Lavre, São Cristóvão, Vendas Novas e Viana do Alentejo)
  • Destacamento Territorial da GNR de Moura (inclui postos territoriais da Amareleja, Barrancos, Brinches, Pias, Safara, Santo Aleixo da Restauração, Serpa, Sobral da Adiça, Vila Nova de São Bento e Vila Verde de Ficalho)
  • Destacamento Territorial da GNR de Reguengos de Monsaraz (inclui postos territoriais de Alandroal, Bencatel, Granja, Mourão, Santiago, São Romão, Telheiro e Vila Viçosa)
  • Destacamento Territorial da GNR de Grândola (inclui Posto de Trânsito e postos territoriais de Alcácer do Sal, Azinheira de Barros, Comporta, Torrão e Troia)
  • Destacamento Territorial da GNR de Portalegre (inclui postos territoriais de Alter do Chão, Cabeço de Vide, Crato, Fronteira e Gáfete)
  • Destacamento Territorial da GNR de Ponte de Sôr (inclui postos territoriais de Avis, Casa Branca, Galveias, Montargil e Sousel)
  • Destacamento Territorial da GNR de Nisa (inclui postos territoriais de Alpalhão, Castelo de Vide, Gavião, Marvão e Santo António das Areias)
  • Destacamento Territorial da GNR de Odemira (inclui Posto de Trânsito e postos territoriais de Colos, Saboia, São Luís, São Teotónio e Vila Nova de Milfontes)
  • Destacamento Territorial da GNR de Santiago do Cacém (inclui postos territoriais de Alvalade do Sado, Cercal, Ermidas do Sado, Vila Nova de Santo André e Sines)
  • Destacamento Territorial da GNR de Santarém (inclui postos territoriais de Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Pernes e Rio Maior)
  • Destacamento de Controlo Costeiro de Sines (inclui Sub-destacamento de Controlo Costeiro de Vila Nova de Milfontes)
  • Centro de Cooperação Policial e Aduaneira de Elvas (na fronteira do Caia. Inclui o SEF — Serviço de Estrangeiros e Fronteiras)
  • Centro de Formação da Guarda Nacional Republicana em Portalegre

SEF ― Serviço de Estrangeiros e Fronteiras

O Alentejo está inserido na Direção Regional de Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo com sede em Lisboa e divide-se nas seguintes delegações e postos:

  • Delegação Regional de Évora
  • Delegação Regional de Beja
  • Delegação Regional de Portalegre
  • Delegação Regional de Santarém
  • Centro de Cooperação Policial e Aduaneira do Caia (Elvas)
  • Posto de Atendimento e Fiscalização de Elvas
  • Posto de Atendimento e Fiscalização do Porto de Sines
  • Unidade de Apoio ao Centro de Cooperação Policial e Aduaneira de Elvas

Consulado honorário de EspanhaEditar

O Consulado honorário de Espanha no Alentejo situa-se na Avenida Conde de Cantanhede, na cidade de Elvas e tem jurisdição nos distritos de Beja, Castelo Branco, Évora e Portalegre. O cônsul honorário é o Comendador Rui Nabeiro, proprietário da empresa Delta Cafés.

Poder judiciárioEditar

O distrito judicial de Évora tem jurisdição no Alentejo, Algarve e parte do Centro.

AeroportoEditar

  •  
    Aeroporto de Beja

Aeroporto de Beja, situado na cidade de Beja. Foi inaugurado em 2009 para servir o Baixo Alentejo e o Alentejo Central.

As populações das sub-regiões do Alto Alentejo, Alentejo Litoral e Lezíria do Tejo são servidas pelo Aeroporto Internacional da Portela em Lisboa. Também na zona de Elvas, há quem opte pelo Aeroporto de Badajoz e/ou pelo Aeroporto Internacional de Madrid, pela proximidade e diferença de preços.

Referências

  1. a b «Portugal: Regions and Cities - Population Statistics, Maps, Charts, Weather and Web Information». www.citypopulation.de. Consultado em 26 de fevereiro de 2021 
  2. a b c Instituto Nacional de Estatística (23 de novembro de 2022). «Censos 2021 - resultados definitivos» 
  3. «Sub-national HDI - Area Database - Global Data Lab». hdi.globaldatalab.org (em inglês). Consultado em 13 de setembro de 2018 
  4. Nferreat (20 de julho de 2010). «Alentejo Region of Portugal». ec.europa.eu (em inglês). Consultado em 1 de março de 2021 
  5. Diário da República, Reorganização administrativa do território das freguesias, Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro, Anexo I.
  6. «Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo». eportugal.gov.pt. Consultado em 1 de março de 2021 
  7. «Cidadãos da Eurocidade Elvas-Badajoz vão ter cartão comum». www.cm-elvas.pt. Consultado em 17 de janeiro de 2016. Arquivado do original em 27 de janeiro de 2016 
  8. «Regionalização». Tribuna Alentejo. Consultado em 10 de setembro de 2022 
  9. Soldado, Camilo. «Costa aponta referendo sobre regionalização para 2024». PÚBLICO. Consultado em 10 de setembro de 2022 
  10. «Região Norte». CCDR-N. Consultado em 13 de setembro de 2017 
  11. «PORDATA - Ambiente de Consulta». www.pordata.pt. Consultado em 17 de dezembro de 2021 
  12. «Confirma-se: Alentejo é a melhor região vinícola do mundo para visitar». Dinheiro Vivo. 7 de agosto de 2014. Consultado em 7 de agosto de 2014 
  13. «Praias do Alentejo consideradas das melhores da Europa» 
  14. «Alentejo bate recorde de turistas internacionais em 2015». Ambitur. 17 de fevereiro de 2016 
  15. SAPO. «Turismo no Alentejo cresceu 12 a 13% em 2016 - SAPO 24». SAPO 24 
  16. «Alentejo eleita melhor região de turismo de Portugal» 
  17. «Horários Évora - Lisboa» 
  18. «Horários Setúbal - Évora» (PDF) 

Ligações externasEditar

 
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