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Castelo de Nisa

castelo medieval em Nisa de que restam alguns troços das antigas muralhas
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Castelo de Nisa
Nisa - Portugal (145069893).jpg
Uma das portas sobreviventes do castelo
Mapa de Portugal - Distritos plain.png
Construção D. Dinis (1290-1296)
Estilo Gótico
Conservação Mau
Homologação
(IGESPAR)
MN
(DL 8.228 de 4 de Julho de 1922)
Aberto ao público

O Castelo de Nisa, no Alentejo, localiza-se na freguesia de Nossa Senhora da Graça, povoação e concelho de Nisa, distrito de Portalegre, em Portugal.[1]

HistóriaEditar

AntecedentesEditar

Nisa sucedeu, em fins do século XIII, a chamada Nisa-a-Velha, a Nordeste da atual, sobre a elevação onde atualmente se ergue a Capela de Nossa Senhora da Graça, e cuja primitiva ocupação humana remonta a povos pré-romanos.

Em Nisa-a-Velha existiu um antigo castelo, presumivelmente remontando à época da Reconquista cristã da Península Ibérica, quando a povoação recebeu Carta de Foral em alguma data anterior a 1232, uma vez que neste ano, D. Sancho II (1223-1248), ao conceder foral à vila do Crato refere: "Damus vobis populatoribus tam presentibus quan futuris foros et costumes de Nisa".

Quando da sucessão de D. Afonso III (1248-1279), contestando D. Afonso Sanches os títulos de seu irmão mais velho, D. Dinis (1279-1325), iniciou o reforço das fortificações de seus domínios no Castelo de Vide (1280), contra a vontade do soberano. D. Afonso insistiu, requisitando o auxílio das gentes das vilas da região, entre as quais as de Nisa, que se escusaram, acatando a vontade de D. Dinis. Como retaliação, as forças de D. Afonso invadiram a vila que se recusava a apoiá-lo, incendiando e saqueando as casas, arrasando o castelo e matando muitos habitantes.

O castelo medievalEditar

Solucionada a crise sucessória, à vista das ruínas da vila, D. Dinis, em demonstração de apreço aos seus leais habitantes, determinou reerguer a vila em lugar próximo, para aí transferindo o nome e a categoria municipal (1290). Com o passar dos séculos fixou-se a toponímia Nisa em oposição a Nisa-a-Velha. A vila e seu castelo tiveram as suas obras a cargo dos cavaleiros da Ordem dos Templários, sob a direção de seu Mestre à época, D. Lourenço Martins. Os trabalhos estariam concluídos seis anos mais tarde (1296). Com a extinção da Ordem, os seus domínios passaram para a Ordem de Cristo (1319).

O seu filho e sucessor, D. Afonso IV (1325-1347), ordenou que as vilas de Castelo Branco e de Nisa erguessem novas muralhas, sendo as obras custeadas com o produto da sisa sobre os cereais, os vinhos, a carne, as sobras dos fundos dos hospitais e gafarias e dos resíduos dos testamentos, tudo da Ordem, até ao montante de 600 libras. Iniciou-se assim, a partir de 1343, a cerca da vila de Nisa.

Durante a crise de 1383-1385, a vila e seu castelo foram das primeiras a apoiar o partido do Mestre de Avis, razão pela qual o soberano lhe outorgou o título de Notável.

No início do século XVI, sob o reinado de D. Manuel I (1495-1521), o seu conjunto defensivo encontra-se descrito minuciosamente num termo referente aos bens da Comenda de Nisa, datado de 1505, sensívelmente o mesmo retratado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509). Neste período, a vila recebeu o Foral Novo passado pelo soberano (1512), atualmente no arquivo da Câmara Municipal.

À época da Dinastia Filipina, Filipe II de Portugal (1598-1621) confirmou o título de Notável à vila.

Do século XVIII aos nossos diasEditar

Quando da Guerra da Sucessão da Espanha, a vila foi ocupada durante alguns dias pelas tropas espanholas (Junho de 1704), que causaram estragos às suas defesas. Posteriormente, o desenvolvimento urbano também cobrou o seu preço, de tal modo que um inquérito datado de 1827, já lhe aponta a ruína das defesas.

As ruínas do castelo foram classificadas como Monumento Nacional por Decreto publicado em 4 de Julho de 1922.

CaracterísticasEditar

Pouco restou do conjunto defensivo do século XVI, constituído por uma extensa muralha de granito reforçada por torres, dominada pela Torre de Menagem, com uma barbacã. Atualmente restam-nos alguns troços das antigas muralhas, onde se abrem duas das seis portas primitivas:

  • a Porta da Vila, em arco de volta redonda, flanqueada por dois torreões ameados; e
  • a Porta de Montalvão, em arco apontado, junto a outra torre.

Referências

  1. Imagem e localização no Google Maps [1]

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar