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Cinofilia

Amor por cães e à criação e estudo dos mesmos.
Handler e seu cão no Westminster Kennel Club Dog Show (show de conformação), Estados Unidos.

Cinofilia (Cino do grego kýon, kinos, "cão"; filia do grego philia, "amor") é o amor aos cães, o antônimo de cinofobia.[1][2] Está relacionada ao estudo e criação de cães (canicultura) com objetivo do aperfeiçoamento[1][2] de raças puras ou estirpes de cães, por hobby ou profissão. Aquele que é adepto da cinofilia é tratado como cinófilo.[3][4]

Etimologicamente, a cinofilia se refere ao interesse, amor, ou mesmo paixão[5] para com os cães, um animal que tem — juntamente com o gato — um lugar privilegiado entre os animais de estimação no ocidente e é muitas vezes apresentado como o "melhor amigo do homem". Alguns autores consideram que a cinofilia e a cinologia foram realmente desenvolvidas apenas no século XIX, quando os criadores e fãs de cães estavam tentando produzir ou estabelecer e classificar várias "raças" de cães[6], um trabalho que acompanhou o surgimento de competições de shows de conformação, fundação de kennel clubes e emissão de pedigrees.

Por extensão, o termo cinofilia é por vezes utilizado para descrever grupos ou pessoas que estudam, criam e se dedicam aos cães de raça ou de performance, e que estão rotineiramente em busca do aperfeiçoamento dos cães quanto à morfologia (com os parâmetros do padrão oficial de cada raça) e temperamento (com parâmetros de utilidade). Para avaliar morfologia e temperamento, respectivamente, são realizados diversos eventos de shows de conformação, e provas de trabalho ou esportes caninos.

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • Coulmont, B. (2012), " Sociologia dos nomes de cães ", Cão francês, não. 158, p. 28-30
  • Dubiat-Dallery, J. (1979). A organização geral do cão cena em França (tese de Doutorado).
  • Grandidiert, G. (1979). Contribuição para o estudo da organização do cão cena em França. E. N. V., Alfort, em paris (Ed.). Nacional, a escola de veterinária de Alfort.
  • Lignereux, F. (1995). O cão nos trabalhadores: 1950-1980 (tese de Doutorado).
  • Piette, A. (2002). Entre o homem e o cão. Para uma etnografia do fato de que o sócio-animal de estimação. Sócio-antropologia, (11).
  • Rossillon, A. P. (1980). A organização do cão cena em França. Ethnozootechnie, (25), 103-111.
  • Schulz, P. (2010). De consolação para o cão (pp. 143-154). Presses universitaires de France.
  • Triquet, A. (1976). Léxico e costumes do cão cena na Grã-Bretanha (tese de Doutorado).
  • Triquet, A. (1981). Dicionário do cão.
  • Zarrouk, K. (1978). Cão em crianças e pedofilia em que o cão [comunicação animal]. Revista de Medicina Veterinária. Escola nacional de Veterinária de Lyon.

Referências

  1. a b «Cinofilia». Dicio. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  2. a b «Significado de Cinofilia - Dicionário Web». www.dicionarioweb.com.br. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  3. «Cinofilo». Dicio. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  4. S.A, Priberam Informática. «Consulte o significado / definição de cinófilo no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o dicionário online de português contemporâneo.». dicionario.priberam.org. Consultado em 3 de janeiro de 2019 
  5. Herpin, N., & Verger, D. (1992). Sont-ils devenus fous ? La passion des Français pour les animaux familiers, Revue française de sociologie, 1992, p. 265-286.
  6. Morvan, A. (2002). Crâniométrie chez le chien : étude comparée de spécimens recueillis dans des cavités pyrénéennes (Fouilles André Clot), et des chiens de races connues du Muséum national d'histoire naturelle (Collection Francis Petter) (Doctoral dissertation)