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Departamento Nacional de Estradas de Rodagem

O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) foi uma autarquia federal brasileira, existente entre os anos de 1937[1][2] e 2001[3]. Durante os últimos anos de sua existência, era vinculado ao Ministério dos Transportes. Sua origem deu-se pela conversão da antiga Comissão de Estradas de Rodagem Federais (CERF) em departamento autônomo, sendo transformado em autarquia por meio da edição da chamada Lei Joppert[4], em 1945. Sua extinção foi determinada em 2001, em meio ao processo de privatizações (no caso específico, por conta das concessões de algumas rodovias federais) e, consequentemente, de criação das Agências Reguladoras, ocorrido durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Suas antigas atribuições foram então transferidas à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), este último ficando responsável pelas rodovias federais que continuaram sob administração da União.

Origens - A Comissão de Estradas de Rodagem FederaisEditar

Em 1927, o Congresso Nacional, com a sanção do presidente da República, Washington Luís, cria um fundo especial para financiar a construção das chamadas estradas de rodagem, hoje conhecidas apenas como rodovias.[5] A partir dos recursos levantados com taxas aplicadas sobre o consumo de combustíveis, seu ministro Victor Konder, responsável pela pasta da Viação e Obras Públicas, institui duas comissões de engenheiros para a construção das rodovias Rio-Petrópolis e Rio-São Paulo, respectivamente. No caso desta última, o trecho paulista já fora instalado pelo governo estadual do próprio Washington Luís (1920-1924). Devido a questões burocráticas, as comissões foram fundidas em 25 de março do mesmo ano, dando origem à Comissão de Estradas de Rodagem Federais, sob a direção do engenheiro-chefe Joaquim Timóteo de Oliveira Penteado.[6]

Diretores-GeraisEditar

Referências

  1. «Arquivo Nacional». Consultado em 17 de abril de 2016 
  2. «Lei 467/37». 7 de agosto de 1937. Consultado em 17 de abril de 2016 
  3. «Lei Federal 10.233/01». 6 de junho de 2001. Consultado em 17 de abril de 2016 
  4. «Lei Joppert (Decreto-Lei 8.463/45)». 29 de dezembro de 1945. Consultado em 17 de abril de 2016 
  5. «DECRETO DO PODER LEGISLATIVO - 5141 de 05/01/1927 - Publicação: Coleção de Leis do Brasil de 31/12/1927». legis.senado.gov.br. Consultado em 20 de março de 2017 
  6. «Relatório do Ministério da Viação e Obras Públicas de 1927». Biblioteca Nacional. 1927. Consultado em 19 de março de 2017 
  7. «VIACAO E OBRAS PUBLICAS 1927, S1-285». brazil.crl.edu. Consultado em 18 de dezembro de 2016 
  8. «Iedo Fiúza». Wikipédia, a enciclopédia livre. 22 de abril de 2016. Consultado em 22 de abril de 2016 
  9. Silva, Monia Franciele Wazlawoski da (2014). «"A escola modelar e os profissionais do progresso": carreiras e recursos de diplomados da Escola de Engenharia de Porto Alegre (1899-1916)» (PDF). Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, PUCRS. p. 127-128. Consultado em 22 de abril de 2016 
  10. a b c d e «Histórico do Rodoviarismo». Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Consultado em 26 de abril de 2016 
  11. «Instituto de Pesquisas Rodoviárias: 50 anos.» (PDF). Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes. Instituto de Pesquisas Rodoviárias. 2007. Consultado em 17 de junho de 2017 
  12. «Algacyr Guimarães». Consultado em 20 de abril de 2017