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Diogo Soares
Nascimento 1570
Morte 23 de agosto de 1649 (79 anos)

Diogo Soares (c. 1570 - Madrid, 23 de Agosto de 1649) foi secretário do Conselho de Portugal na corte de Madrid.

Índice

BiografiaEditar

Em 1606, Diogo Soares mandou construir uma propriedade palaciana, na freguesia de São Paulo, Lisboa, propriedade que vende alguns anos mais tarde, supostamente antes de partir para Espanha, ou pouco depois, a D. Manuel de Meneses.

Chegado em Espanha possivelmente nos anos 20 do século XVII, exercendo o cargo de "escrivam da fazenda", vem a ser nomeado por carta real de 19 de Setembro de 1631 ao secretariado de estado do Conselho de Portugal em Madrid, com mais dois outros secretários, Gabriel Almeida de Vasconcelos, para as mercês, os benefícios eclesiásticos, e as Ordens militares, e Luís Falcão para ao ultramar; todos em substituição do único Marçal da Costa, destituído, e que tinha voltado para Portugal.

Diogo Soares era apenas encarregado das finanças e da justiça mas, rapidamente, como o indica Francisco Manuel de Melo na sua epanafora politica, veio a ocupar inteiramente a secretaria: "aos primeiros passos da valia logo desbaratou a opinião e logares dos mayores ministros."

O mesmo Francisco Manuel de Melo acha que sua proximidade do então primeiro ministro espanhol, o Conde-duque de Olivares, que tanto o favoreceu, quase que parecia devida a um poder sobrenatural: "A pouca suficiência que até então se havia descoberto neste ministro, e notável velocidade com que voou a tão alto estado, deu causa para que alguns, em demasia desafeiçoados, ou queixosos, entendessem que não eram todos naturais os meios porque alcançou a valia, e depois se fortificou nela".

Rapidamente Diogo Soares tornou-se indispensável a Olivares, pela sua faculdade a não recuar em frente de nenhuma operação financeira, a mais repreensível seja ela para a moral política, destinada a encher as caixas do estado.

Miguel de Vasconcelos, Secretário de Estado de PortugalEditar

Diogo Soares casou-se três vezes. Do primeiro casamento, apenas sabemos que foi com uma Francisca de Melo. O segundo foi com com Mariana de Eça, que era irmã de Miguel de Vasconcelos, e o terceiro com Antónia de Melo, filha de Miguel de Vasconcelos e Catarina de Macedo Leite, com quem teve quatro filhos.

Diogo Soares tornava-se, então, cunhado e genro de Miguel de Vasconcelos, próximo Secretário de Estado de Portugal.

Essa Secretaria estava ocupada havia quatro anos por um eclesiástico, Filipe de Mesquita, muito respeitável e pouco disposto a se deixar dirigir, seja por Diogo Soares, seja mesmo por Olivares.

Foi assim, que fizeram estes o possível, e conseguiram, para substituir este ministro pelo cunhado e genro de Diogo, o "bêbado vindo das tavernas à Secretaria de Estado",[1] Miguel de Vasconcelos, muito mais maleável, e garantia do segredo e domínio completo das finanças portuguesas, e da maior parte da politica nacional.

Alterações de ÉvoraEditar

Em 21 de Agosto de 1637, em reação ao aumento de impostos decretado pelo governo em Lisboa e comandados por Soares e Olivares (elevação do imposto do real de água, aumento das antigas sisas), a indignação geral explodiu em protestos e violências. O povo de Évora deixou de obedecer e deu-se então um movimento de cunho popular, que ficou a ser conhecido pela Revolta do Manuelinho, também referido como as "Alterações de Évora".

Referências

  1. Carta que a un señor de la Corte de inglaterra, escrivio el Dotor António de Sousa de Macedo sobre el manifiesto que por parte del Rey de Castilla publico su chronista D. joseph pellicer, Lisboa, lourenço de Anvers, 1641