Abrir menu principal

Wikipédia β

Évora

município e cidade de Portugal
Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Évora (desambiguação).

Évora OTE é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, na região do Alentejo e sub-região do Alentejo Central, com 49 252 habitantes, em 2011.[1] Évora é a única cidade portuguesa membro da Rede de Cidades Europeias mais Antigas.[2]

Évora
Brasão de Évora Bandeira de Évora
Evora-RomanTemple.jpg
Templo Romano de Évora
Localização de Évora
Gentílico Eborense
Área 1 307,08 km²
População 56 596 hab. (2011)
Densidade populacional 43,3  hab./km²
N.º de freguesias 12
Presidente da
câmara municipal
Carlos Pinto de Sá (CDU) Mandato 2013-2017
Fundação do município
(ou foral)
1166
Região (NUTS II) Alentejo
Sub-região (NUTS III) Alentejo Central
Distrito Évora
Província Alto Alentejo
Orago São Pedro
Feriado municipal 29 de junho (Dia de São Pedro)
Código postal 7000-000/7005-000
Sítio oficial Câmara Municipal
Municípios de Portugal Flag of Portugal.svg

É sede do quinto município mais extenso de Portugal, com 1 307,08 km² de área[3] e 56 596 habitantes (2011),[4][5] subdividido em 12 freguesias.[6] O município é limitado a norte pelo município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. É sede de distrito e de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica (Arquidiocese de Évora).

O seu centro histórico bem-preservado é um dos mais ricos em monumentos de Portugal, o que lhe vale o epíteto de Cidade-Museu. Em 1986, o centro histórico da cidade foi declarado Património Mundial pela UNESCO.

É conhecida como a capital de facto do Alentejo.

Índice

HistóriaEditar

 Ver artigo principal: História de Évora

Évora e sua região circundante tem uma rica história que recua mais de cinco milénios, como demonstrado por monumentos megalíticos próximos como a Anta do Zambujeiro e o Cromeleque dos Almendres. Alguns povoados neolíticos desenvolveram-se na região, o mais próximo localizado no Alto de São Bento. Outro povoado deste tipo é o chamado Castelo de Giraldo, habitado continuamente desde o 3º milénio até ao primeiro milénio antes de Cristo e de esporádica ocupação na época medieval. Escavações arqueológicas, porém, não demonstraram até agora se a área da actual cidade era habitada antes da chegada dos romanos.

Segundo uma lenda popularizada pelo humanista e escritor eborense André de Resende (1500-1573), Évora teria sido sede das tropas do general romano Sertório, que junto com os lusitanos teria enfrentado o poder de Roma. O que é sabido com certeza é que Évora foi elevada à categoria de município sob o nome de Ebora Liberalitas Júlia, em homenagem a Júlio César. A origem etimológica do nome Ebora é proveniente do celta antigo ebora/ebura, caso genitivo plural do vocábulo eburos (teixo), nome de uma espécie de árvore, pelo que o seu nome significa "dos teixos". A actual cidade de Iorque (York), no Norte de Inglaterra, na época do Império Romano, era denominada Eboracum/Eburacum, nome derivado do celta antigo Ebora Kon (Lugar [carece de fontes?] dos Teixos), pelo que o seu nome antigo está hipoteticamente relacionado com o da cidade de Évora.[7] [8] Na época de Augusto (r. 27 a.C.-14 d.C.), Évora foi integrada à Província da Lusitânia e beneficiada com uma série de transformações urbanísticas, das quais o Templo romano de Évora - dedicado provavelmente ao culto imperial - é o vestígio mais importante que sobreviveu aos nossos dias, além de ruínas de banhos públicos. Na freguesia da Tourega, os restos bem-preservados de uma villa romana mostram que ao redor da cidade existiam estabelecimentos rurais mantidos pela classe senhorial. No século III, num contexto de instabilidade do Império, a cidade foi cercada por uma muralha da qual alguns elementos existem até hoje.

 
Claustros da Sé de Évora (século XIII-XIV)

O período visigótico corresponde a uma época obscura da cidade. Na época da dominação muçulmana, a cidade conheceu um novo período de esplendor económico e político, graças a sua localização privilegiada. As muralhas foram reconstruídas e um alcácer e uma mesquita foram construídos na área da acrópole romana.

A tomada de Évora aos mouros deu-se em 1165 pela acção do cavaleiro Geraldo sem Pavor, responsável pela reconquista cristã de várias localidades alentejanas. Inaugurou-se assim uma nova etapa de crescimento da urbe, que chegou ao século XVI como a segunda cidade em importância do reino. D. Afonso Henriques concedeu-lhe seu primeiro foral (carta de direitos feudais) em 1166, e estabeleceu na cidade a Ordem dos Cavaleiros de Calatrava (mais tarde Ordem de Avis). Entre os séculos XIII e XIV foi erguida a Sé Catedral de Évora, uma das mais importantes catedrais medievais portuguesas, construída em estilo gótico e enriquecida com muitas obras de arte ao longo dos séculos. Além da Sé, na zona do antigo fórum romano e alcácer muçulmano foram erguidos os antigos paços do concelho e palácios da nobreza local. A partir do século XIII instalam-se na cidade vários mosteiros de ordens religiosas nas zonas fora das muralhas, o que contribuiu para a formação de novos centros aglutinadores urbanos. A área extra-muros contava ainda com uma judiaria e uma mouraria. O crescimento da cidade para fora da primitiva cerca moura levou à construção de uma nova cintura de muralhas no século XIV, durante o reinado de D. Dinis. As principais praças da cidade eram a Praça do Giraldo (originalmente Praça Grande) e o Largo das Portas de Moura e o Rossio. A Praça do Giraldo, sede de uma feira anual desde 1275, também foi sede dos paços do concelho (desde o século XIV) e da cadeia. Com o tempo, especialmente a partir do século XVI, o Rossio passou a concentrar as feiras e mercados da cidade.

 
Vista da cidade no Foral de Évora de 1501. A Sé encontra-se no ponto mais alto

O século XVI corresponde ao auge de Évora no cenário nacional, transformando-se num dos mais importantes centros culturais e artísticos do reino. A partir de D. João II e especialmente durante os reinos de D. Manuel e D. João III, Évora foi favorecida pelos reis portugueses, que passavam longas estadias na urbe. Famílias nobres (Vimioso, Codovil, Gama, Cadaval e outras) instalaram-se na cidade e ergueram palácios. D. Manuel concedeu-lhe um novo foral em 1501 e construiu seus paços reais em Évora, em uma mistura de estilos entre o mudéjar, o manuelino e o renascentista. D. João III ordenou a construção da Igreja da Graça, belo templo renascentista onde planeou ser sepultado, e durante seu reinado foi construído o Aqueduto da Água de Prata por Francisco de Arruda. Nessa época viveram na cidade artistas como o poeta Garcia de Resende, os pintores Frei Carlos, Francisco Henriques, Gregório Lopes, o escultor Nicolau de Chanterene e eruditos e pensadores como Francisco de Holanda e André de Resende.

 
Pátio da Universidade de Évora (século XVI)

Em 1540 a diocese de Évora foi elevada à categoria de arquidiocese e o primeiro arcebispo da cidade, o Cardeal Infante D.Henrique, fundou a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus) em 1550. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal. Nos séculos XVII e XVIII muito edifícios importantes foram reformados ou construídos de raiz em estilo maneirista ("chão"). No património da cidade destaca-se a capela-mor barroca da Sé, obra do arquitecto Ludovice, e os muitos altares e painéis de azulejos que cobrem os interiores das igrejas e da Universidade.

No século XIX, Évora passou por muitas transformações urbanísticas, algumas de discutível qualidade. Na Praça do Giraldo, a cadeia e os antigos paços do concelho manuelinos foram demolidos e em seu lugar foi levantado o edifício do Banco de Portugal, enquanto que a sede do concelho foi transferida ao Palácio dos Condes de Sortelha, na Praça do Sertório. O Convento de S. Francisco também foi demolido (a igreja gótica foi poupada) e em seu lugar foi construído um novo quarteirão habitacional e um mercado. No lugar do Convento de S. Domingos foi erguido o Teatro Garcia de Resende (c. 1892). As muralhas medievais foram em grande parte preservadas, mas das antigas entradas apenas a Porta de Avis foi mantida. No século XX foi construído um anel viário ao redor do perímetro da muralha, o que ajudou na sua preservação.

Foi feita Oficial da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito a 26 de Abril de 1919.[9]

Évora é testemunho de diversos estilos e correntes estéticas, sendo ao longo do tempo dotada de obras de arte a ponto de ser classificada pela UNESCO, em 1986, como Património Comum da Humanidade.

PopulaçãoEditar

Número de habitantes[10]
1864 1878 1890 1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
19 708 23 053 25 177 25 563 29 880 28 127 35 903 42 683 47 387 50 095 47 244 51 572 53 754 56 519 56 596

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste concelho à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por Grupo Etário[11]
1900 1911 1920 1930 1940 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011
0-14 Anos 7 575 9 452 8 743 10 821 12 686 12 124 12 087 10 525 11 539 10 263 8 422 8 148
15-24 Anos 5 062 5 766 5 642 7 215 8 589 9 714 8 452 7 690 7 489 7 682 7 958 5 895
25-64 Anos 11 596 13 412 12 006 15 149 18 949 21 938 25 772 24 405 26 184 27 570 29 726 31 386
= ou > 65 Anos 1 390 1 532 1 310 1 898 2 337 3 111 3 784 4 280 6 360 8 239 10 413 11 167
> Id. desconh 13 95 341 48 194

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no concelho à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Com uma população de mais de 50.000 habitantes, Évora é a maior cidade do Alentejo e o principal aglomerado urbano da região. A tendência de crescimento é idêntica a de outras cidades portuguesas de média dimensão e é mais alto que o da região envolvente. Como outros centros urbanos portugueses, há uma tendência de movimento de população de povoados pequenos circundantes para Évora.

FreguesiasEditar

GeografiaEditar

LocalizaçãoEditar

 
Évora e paisagem circundante

O Concelho de Évora localiza-se em meio à grande planície alentejana, caracterizada por uma ondulação muito suave e altitude média de 240 metros. Com uma área de 1309 km², o concelho ocupa 5% da superfície da região do Alentejo. A área urbana de Évora abrange 1643 ha.

A paisagem da região de Évora caracteriza-se pelo cultivo extensivo de cereais, com manchas de pastagem e florestas de sobro a azinho. Vinhedos, olivais e arrozais também são parte da paisagem.

ClimaEditar

O clima da cidade é tipo mediterrânico, segundo a Classificação climática de Köppen-Geiger, com chuvas distribuídas de maneira desigual ao longo do ano: a pluviosidade máxima regista-se no inverno; no Verão, Évora é a capital de distrito mais quente, seguida da cidade de Beja. A temperatura média anual é de 15.8 °C, mas as variações mensais de temperatura são grandes; a média mensal mais alta dá-se em Agosto (23,3 °C) e a mais baixa em Janeiro (9,3 °C). A temperatura mais baixa alguma vez registada foi -5 °C e a mais alta 44.5 °C fonte: Instituto de Meteorologia. Os nevões são eventos raros. Um dos últimos ocorreu a 26 de Janeiro de 2006, dia em que também nevou em Lisboa.

Gráfico climático para Évora,   Portugal
J F M A M J J A S O N D
 
 
88
 
13
6
 
 
86
 
14
7
 
 
57
 
16
8
 
 
56
 
18
9
 
 
38
 
22
11
 
 
29
 
26
14
 
 
8
 
30
16
 
 
4
 
30
16
 
 
27
 
27
16
 
 
69
 
22
13
 
 
80
 
16
9
 
 
85
 
13
7
Temperaturas em °CPrecipitações em mm
Fonte: allmetsat.com[12]
Valores climáticos para Évora,   Portugal
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Média da temperatura máxima °C (°F) 12.8
(55)
13.7
(57)
15.9
(61)
17.8
(64)
21.6
(71)
26.2
(79)
30.0
(86)
30.2
(86)
27.4
(81)
21.7
(71)
16.3
(61)
13.1
(56)
20,6
(69)
Temperatura média diária °C (°F) 9.5
(49)
10.2
(50)
11.8
(53)
13.4
(56)
16.4
(62)
20.1
(68)
23.0
(73)
23.3
(74)
21.6
(71)
17.3
(63)
12.7
(55)
9.9
(50)
15,8
(60)
Média da temperatura mínima °C (°F) 6.1
(43)
6.7
(44)
7.7
(46)
8.9
(48)
11.1
(52)
14.0
(57)
16.0
(61)
16.3
(61)
15.7
(60)
12.9
(55)
9.1
(48)
6.6
(44)
10,9
(52)
Precipitação mm (polegadas) 88
(3.46)
86
(3.39)
57
(2.24)
56
(2.2)
38
(1.5)
29
(1.14)
8
(0.31)
4
(0.16)
27
(1.06)
69
(2.72)
80
(3.15)
85
(3.35)
627
(24,69)
Horas de luz solar 148.8 149.7 201.5 219.0 285.2 300.0 362.7 347.2 252.0 204.6 159.0 142.6 2 772,3
Número médio de dias de chuva 10 10 7 8 6 3 1 0 3 7 9 9 73
Fonte: allmetsat.com[12] 6 de março de 2010

Domínio Hídrico / Margens e Zonas InundáveisEditar

Bacia Hidrográfica do GuadianaEditar

Rio Degebe
  • Ribeiro dos Caldeirões
  • Ribeiro do Pigeiro
  • Ribeiro da Porqueira
  • Ribeira do Vale
  • Ribeira da Azambuja
  • Ribeira da Pecena
  • Ribeira Vale dos Namorados
  • Ribeira da Passada
  • Ribeira Vale da Ferrenha
  • Ribeira Vale do Carapeteiro
  • Ribeira Vale da Amadureira
  • Ribeira da Peceninha
  • Ribeira do Freixo
  • Ribeira das Atafonas
  • Ribeiro do Morgado
  • Ribeiro dos Degolado
  • Ribeiro da Rebaldia
  • Ribeira de S. Manços
  • Ribeiro dos Quartos
  • Ribeiro do Louseiro
  • Ribeiro dos Freixos
  • Ribeira das Abroteas
  • Ribeira da Rata
  • Ribeiro da Curraleira
  • Ribeiro de Pinheiros
  • Ribeira do Albardão
  • Ribeira da Pardiela
  • Ribeira de Vale de Vasco
  • Ribeiro do Merlo
  • Ribeiro da Vila
  • Ribeiro Ribeirão
  • Ribeiro de Vale do Atalho
  • Ribeiro de Vale de Perdizes
  • Ribeira do Freixo
  • Ribeiro da Horta
  • Ribeiro da Corveda
  • Ribeiro da Misericórdia
  • Ribeiro do Lobo
  • Ribeira da Palheta
  • Ribeiro das Bicas
  • Ribeiro das Veira
  • Ribeiro do Almo
  • Ribeiro do Pinheiro
  • Ribeiro do Vale Charruadas
  • Ribeiro do Zambujal
  • Ribeiro do Poço Velho
  • Ribeiro do Barranco do Touro
  • Ribeiro do Barranco da Tourinha
  • Ribeiro da Machoqueira
  • Ribeiro da Grosseira
  • Ribeiro do Casão
  • Ribeira de Bencafete
  • Ribeira do Perdigão
  • Ribeira de Machede
  • Ribeiro de Bussalfão
  • Ribeiro de Moncoveiro
  • Ribeiro da Charca
  • Ribeiro da Fontana
  • Ribeiro do Trambolho
  • Ribeiro do Castelinho
  • Ribeira de Mira Pés
  • Ribeiro da Gramaxa
  • Ribeiro das Águas Claras,
  • Ribeiro das Fontanas
  • Ribeira do Freixo
  • Ribeira da Sé
  • Ribeiro do Barranco da Calada
  • Ribeira da Fonte Boa
  • Ribeira de Vale Figueiras
  • Ribeiro das Cruzadas
  • Ribeira da Pachola

Bacia Hidrográfica do SadoEditar

Rio Xarrama
  • Ribeiro do Regedor
  • Ribeiro das Almargias
  • Afluente da Ribeira da Fragosa
  • Ribeiro dos Espinheiros
  • Ribeira da Fonte Velha
  • Ribeira do Aguilhão
  • Ribeira das Murteiras
  • Ribeira Vale da Cidade
  • Ribeira do Barranco dos Banhos
  • Ribeiro dos Souseis
  • Ribeira do Outeiro
  • Ribeira de Vale da Ana
  • Ribeira da Torregela
  • Ribeira de Alpedriche
  • Ribeira das Poldras
  • Ribeira de Brito
Ribeira das Alcáçovas
  • Ribeira de S. Brissos
  • Ribeira de Valverde
  • Ribeira de Peramanca
  • Ribeira de Valverde
  • Ribeiro do Azinhal
  • Ribeiro da Bica do Anel
  • Ribeiro do Montinho
  • Ribeira do Farro
  • Ribeira do Paicanito
  • Ribeira da Abaneja
  • Ribeira do Jarro
  • Ribeiro Vale de Melão
  • Ribeira de S. Matias
  • Ribeira de Vale Maria do Meio
  • Ribeira da Peramanca
  • Ribeira da Viscossa
  • Ribeiro dos Salgados
Afluente da Ribeira de Odivelas
  • Ribeira do Barranco da Caldeira

Bacia Hidrográfica do TejoEditar

Rio Almansor
  • Ribeira do Carvalhal
  • Ribeira da Gibaceira
  • Ribeiro da Ortiga
  • Ribeira do Monte Novo
  • Ribeira da Serra
  • Ribeira de Santa Sofia
  • Ribeira de Alpendres
  • Ribeiro do Matoso
  • Ribeiro de Capelos
  • Ribeiro do Curral do Sabugo
  • Ribeiro da Azinheira
  • Ribeiro da Valeira
  • Ribeiro da Pouca-Lã
Ribeira do Divor
  • Ribeiro do Depósito
  • Ribeira de Vale Sobrados
  • Ribeiro dos Feitos
  • Ribeira do Penedo
Afluente do Ribeiro de Tera
  • Ribeira Vale Pereiro
  • Ribeiro dos Carvalhos
  • Ribeira da Cabida

AlbufeirasEditar

Albufeiras de Águas Publicas, Classificadas como ProtegidasEditar

Outras Albufeiras com Área   1.0 haEditar

Freguesia da Malagueira

  • Albufeira da Quinta da Cartuxa

Freguesia da Senhora da Saúde

  • Albufeira da Quinta do Galego ou do Sande
  • Albufeira da Herdade dos Pinheiros 1
  • Albufeira da Herdade dos Pinheiros 2
  • Albufeira da Herdade da Cinzeira

Freguesia de S. Bento do Mato

  • Albufeira do Monte da Torre

Freguesia de S. Miguel de Machede

  • Albufeira da Herdade do Pinheiro
  • Albufeira da Herdade das Lages
  • Albufeira da Herdade da Fuzeira
  • Albufeira da Herdade das Figueiras
  • Albufeira da Herdade do Trambolho
  • Albufeira do Monte da Malhada

Freguesia de N.ª Sra. de Machede

  • Albufeira da Herdade Vale Melhorado 1
  • Albufeira da Herdade Vale Melhorado 2
  • Albufeira da Herdade da Fonte Boa
  • Albufeira da Herdade da Fonte Coberta
  • Albufeira da Herdade da Gramaxa
  • Albufeira da Herdade da Hortinha
  • Albufeira da Herdade do Outeiro do Galão
  • Albufeira da Herdade da Fragosa
  • Albufeira da Herdade do Pego das Patas 1
  • Albufeira da Herdade do Pego das Patas 2
  • Albufeira da Herdade do Pego das Patas 3

Freguesia de S. Vicente do Pigeiro

  • Albufeira da Herdade do Vale Ferreiros
  • Albufeira do Caldeirão
  • Albufeira do Monte da Defesa

Freguesia de S. Manços

  • Albufeira do Monte dos Currais

Freguesia de Torre de Coelheiros

  • Albufeira do Torres
  • Albufeira da Herdade da Filtreira
  • Albufeira da Herdade da Cabida da Torre 1
  • Albufeira da Herdade da Cabida da Torre 2
  • Albufeira da Herdade da Silveira 1
  • Albufeira da Herdade da Silveira 2
  • Albufeira da Herdade da Silveira 3
  • Albufeira da Herdade da Torre do Lobo
  • Albufeira da Herdade da Rebaldia

Freguesia de N.ª Sra. da Tourega

  • Albufeira da Tourega
  • Albufeira do Ruivo
  • Albufeira da Herdade do Monte das Flores
  • Albufeira da Herdade do Barrocal 1
  • Albufeira da Herdade do Barrocal 2
  • Albufeira do Monte do Zambujeiro
  • Albufeira da Herdade do Tojal
  • Albufeira do Pero Peão
  • Albufeira do Monte da Magalhoa
  • Albufeira da Herdade Zambujal do Conde
  • Albufeira da Herdade da Camoeira
  • Albufeira da Herdade Novo da Cachola
  • Albufeira da Herdade dos Tabuleiros
  • Albufeira da Herdade da Pinha
  • Albufeira da Herdade das Almargias
  • Albufeira da Herdade da Serra

Freguesia de Guadalupe

  • Albufeira da Herdade do Sobral
  • Albufeira do Monte do Melão
  • Albufeira da Herdade dos Almendres
  • Albufeira da Herdade do Azinhal
  • Albufeira da Herdade das Atafonas

Freguesia da Graça do Divor

  • Albufeira da Quinta do Pátio do Oliveira
  • Albufeira do Monte da Chaminé

Freguesia de S. Sebastião da Giesteira

  • Albufeira da Defesa
  • Albufeira da Herdade da Negraxa
  • Albufeira da Malhada
  • Albufeira do Carvalhal da Negraxa
  • Albufeira da Herdade da Fonte Santa
  • Albufeira do Monte da Negraxa e Herdade dos

Padres

  • Albufeira da Herdade dos Padres 1
  • Albufeira da Herdade dos Padres 2

Freguesia de N.ª Sra. da Boa Fé

  • Albufeira do Freixial 1
  • Albufeira do Freixial 2

PedreirasEditar

Centro histórico e patrimónioEditar

  Centro Histórico de Évora *
Património Mundial da UNESCO

 
Vista parcial do templo de Évora, com a catedral ao fundo
País Portugal
Critérios C(ii) (iv)
Referência 361 en fr es
Coordenadas 38º 34'23"N 7º 54'28"O
Histórico de inscrição
Inscrição 1986  (10.ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.
 Ver artigo principal: Centro Histórico de Évora

O centro histórico de Évora é um dos mais ricos de Portugal, sendo classificado como Património Mundial desde 1986. Alguns dos seus principais monumentos são:

  • Templo romano de Évora: é um dos monumentos romanos mais importantes de Portugal. Situa-se no ponto mais alto da cidade e foi parte do forum romano. Pensa-se que foi criado por volta do século I para homenagear o Imperador Augusto, mas mais tarde passou a ser conhecido como Templo de Diana.
  • Sé Catedral: construída entre os séculos XIII e XIV em estilo gótico, é uma das catedrais medievais mais importantes do país, com plano inspirado na Sé de Lisboa românica. No século XIV foi construído um claustro e foram esculpidas as estátuas dos apóstolos do portal principal, obra-prima da escultura medieval portuguesa. No século XVIII a capela-mor foi reconstruída em exuberante estilo barroco.
  • Igreja de São Francisco: foi reconstruída a partir do reinado de D. João II e terminada na época de D. Manuel. Sua arquitectura e decoração mistura os estilos gótico, mudéjar e manuelino. A nave única, coberta por uma imensa abóbada de pedra, é uma obra-prima da arquitectura gótica portuguesa.
  • Capela dos Ossos: situada na Igreja de São Francisco, foi construída no século XVIII e é inteiramente forrada com ossos humanos. É conhecida pela famosa frase escrita à entrada "Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos"
  • Palácio de D. Manuel: do paço construído na cidade por este rei nos inícios do século XVI sobreviveu a chamada Galeria das Damas, em que se misturam influências do gótico-mudéjar, manuelino e renascentista.
  • Convento dos Lóios: a igreja e o claustro do convento são bons exemplos do gótico-mudéjar e manuelino em Évora. Actualmente o convento abriga uma pousada.

Nos arredores da cidade poderá encontrar-se o famoso Convento da Cartuxa, ainda hoje habitado por monges.

PolíticaEditar

Administração municipalEditar

O município de Évora é administrado por uma câmara municipal composta por 7 vereadores. Existe uma assembleia municipal que é o órgão legislativo do município, constituída por 33 deputados (dos quais 21 eleitos diretamente).

O cargo de Presidente da Câmara Municipal é atualmente ocupado por Carlos Manuel Rodrigues Pinto de Sá, eleito nas eleições autárquicas de 2013 pela Coligação Democrática Unitária para um primeiro mandato, para o qual a coligação conquistou três vereadores. Existem ainda 2 vereadores eleitos pelo Partido Socialista e um pelo Partido Social Democrata. Na Assembleia Municipal o partido mais representado é a CDU com onze deputados eleitos e cinco presidentes de Junta de Freguesia, seguindo-se o PS com seis deputados eleitos e sete presidentes de Juntas de Freguesia, o PSD com três deputados e o Bloco de Esquerda, com um deputado. O Presidente da Assembleia Municipal é António Jara da CDU.

Eleições de 2013
Órgão PCP-PEV PS PPD/PSD Bloco de Esquerda
Câmara Municipal 4 2 1 0
Assembleia Municipal 16 13 3 1
dos quais: eleitos directamente 11 6 3 1

Resultados de eleiçõesEditar

Eleições autárquicasEditar

Partido % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M % M
1976 1979 1982 1985 1989 1993 1997 2001 2005 2009 2013 2017
FEPU/APU/CDU 41,5 3 52,1 4 54,3 4 52,3 4 51,5 4 57,9 5 45,2 3 40,1 3 32,9 3 35,0 3 49,3 4 40,5 4
PS 33,1 3 14,5 1 15,8 1 17,4 1 15,4 1 34,4 3 45,3 4 43,3 3 39,5 3 26,0 2 26,4 2
PPD/PSD 11,0 1 30,0 2 26,3 2 34,6 3 27,3 2 17,3 1 13,4 1 9,5 14,8 1 17,7 1 14,9 1
PSD-CDS 14,7 1
CDS-PP - MPT

- PPM

5,9
B.E 4,8
PAN 2,2

Eleições legislativasEditar

Partido %
1976 1979 1980 1983 1985 1987 1991 1995 1999 2002 2005 2009 2011 2015
PCP/APU/CDU 39,46 46,54 41,80 43,76 34,85 29,30 21,57 21,28 19,48 16,99 16,92 17,69 17,79 18,68
PS 31,72 16,94 20,61 24,87 13,88 16,08 29,20 46,28 47,95 44,44 49,44 34,04 26,85 35,91
PPD/PSD 10,18 20,99 21,63 36,65 37,23 21,32 19,92 27,39 18,72 21,65 31,30
CDS-PP 9,64 5,33 3,95 2,23 3,23 6,49 6,23 5,30 4,66 7,55 10,60
UDP 3,00 1,71 1,04 0,90 1,21 0,73 0,78
AD 29,72 31,67
PRD 20,12 9,60 0,74
PSN 1,58 0,14
B.E 2,32 2,44 5,95 13,08 5,79 10,00
PAN 0,88 1,12
PàF 27,18

GeminaçõesEditar

Évora tem acordos de parceria com várias cidades e tem múltiplos acordos como cidade gémea (português europeu) ou cidade-irmã (português brasileiro) com as seguintes cidades:[13]

CulturaEditar

Infraestruturas e economiaEditar

A cidade de Évora é o centro económico e administrativo da região Alentejo, que ocupa mais de 1/3 do país. A economia eborense baseia-se principalmente no sector dos Serviços, com grande peso da Universidade de Évora e dos serviços descentralizados do Governo Central.

A Indústria está também bastante presente na economia da cidade, principalmente no sector dos componentes electrónicos e electromecânicos e construção.

Um dos novos clusters aeronáuticos portugueses instalou-se em Évora, com a brasileira Embraer como âncora. Várias outras empresas ligadas à aviação já se instalaram ou vão instalar em breve unidades fabris no Parque de Indústria Aeronáutica de Évora. Existem também na cidade o Parque Industrial e Tecnológico de Évora, a Zona Industrial de Almeirim (Norte e Sul) e a Zona Industrial da Horta das Figueiras.

O comércio tradicional localiza-se sobretudo no centro da cidade, zona turística por excelência, enquanto que as grandes superfícies se concentraram maioritariamente na freguesia de Malagueira e Horta das Figueiras.

Desde hipermercados a lojas de retalho especializado, das grandes cadeias nacionais e internacionais, pode-se encontrar em Évora de tudo um pouco, servindo estas lojas não só o concelho, mas toda a região de Évora e do Alentejo Central.

É também na referida freguesia que encontramos o "Évora Plaza" primeiro grande centro comercial da cidade e do Alentejo. Projecto há muito ansiado pelas populações alentejanas, a sua abertura confirmou-se um sucesso desde o primeiro momento! Conta com 70 lojas, entre as quais a única loja FNAC do Alentejo, um hipermercado Jumbo e de 5 salas de cinema NOS, entre outras cadeias de lojas.

A cidade de Évora prepara-se para receber inúmeros investimentos, incluindo a construção de um novo Hospital Central, a construção do IP2 entre a A6 e São Manços, a restauração da parte principal da cidade (entre o Templo Romano e a Sé Catedral) e que é parte integrante do projecto Acrópole XXI, a Ligação Ferroviária de Mercadorias Sines – Elvas, assim como a modernização e renovação de várias infraestruturas já existentes na cidade.

Acessibilidades e transportesEditar

Évora situa-se no centro da região alentejana e é, pela sua situação geográfica, um importante nó de comunicações.

Transporte RodoviárioEditar

A nível rodoviário, a cidade é servida pelos seguintes eixos principais:

  • A6 - Via que liga Lisboa a Madrid e tem dois nós de ligação à cidade (Nascente e Poente)
  • EN 114 - Évora/Montemor
  • IP 2 - Via que liga Bragança ao Algarve pelo interior do país. No concelho de Évora está ainda em obras
  • EN 18 - Évora/Estremoz
  • EN 18 - Évora/Beja
  • EN 254 - Évora/Redondo
  • EN 256 - Évora/Reguengos
  • EN 380 - Évora/Alcáçovas
  • R 254 - Évora/Viana
  • R 114-4 - Évora/Arraiolos

O Terminal Rodoviário de Évora é sede da empresa Rodoviária do Alentejo, que assegura as ligações da cidade com variados pontos da região. Neste terminal funciona também o serviço Expresso, que liga a cidade a todas as regiões do país e também linhas regulares internacionais.

Transporte FerroviárioEditar

O transporte ferroviário faz-se por comboio em linha electrificada, ligando Évora a Lisboa e ao resto do país pelo serviço Intercidades.

Transporte AéreoEditar

A cidade dispõe também de um Aeródromo Regional, com pista asfaltada e iluminada, onde funcionam vários serviços, incluindo uma escola de Paraquedismo. O aeroporto internacional mais próximo é o Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, a cerca de uma hora da cidade.

TREVO - Transportes Rodoviários de ÉvoraEditar

O transporte urbano é assegurado pela TREVO (Transportes Rodoviários de Évora), ligando os numerosos bairros da cidade com o centro e com as Zonas Industriais, Hospitais, Escolas, etc.

LINHA AZUL
 51  LINHA AZUL - ZONA SUL
 52  LINHA AZUL - ZONA NORTE
URBANAS
 21  LOUREDO - LUÍS DE CAMÕES
 22  CANAVIAIS - PARQUE INDUSTRIAL
 23  GARRAIA - ALMEIRIM
 24  CANAVIAIS - PARQUE INDUSTRIAL
 25  CANAVIAIS - LUÍS DE CAMÕES
 31  25 ABRIL - MALAGUEIRA
 32  25 ABRIL - MALAGUEIRA
 33  SRA. DA SAÚDE - FONTANAS
 34  CRUZ DA PICADA - SRA. DA SAÚDE
 41  GABRIEL PEREIRA - CASINHA

EducaçãoEditar

Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício

; Agrupamento de Escolas Nº 2 de Évora

; Agrupamento de Escolas Nº 3 de Évora

; Agrupamento de Escolas Nº 4 de Évora

; Profissionais:

; Superiores:

Smart gridsEditar

Em Portugal, o primeiro projeto de rede elétrica inteligente começou em abril de 2010 em Évora, com a instalação de 31 000 contadores inteligentes.[14][15]

Referências

  1. INE (2013). Anuário Estatístico da Região Alentejo 2012. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 32. ISBN 978-989-25-0214-4. ISSN 0872-5063. Consultado em 5 de maio de 2014. 
  2. «Diktyo». MAETN. Internet Archive. 1999. Consultado em 19 de maio de 2011. 
  3. Instituto Geográfico Português (2013). «Áreas das freguesias, municípios e distritos/ilhas da CAOP 2013» (XLS-ZIP). Carta Administrativa Oficial de Portugal (CAOP), versão 2013. Direção-Geral do Território. Consultado em 28 de novembro de 2013. 
  4. INE (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos – Região Alentejo. Lisboa: Instituto Nacional de Estatística. p. 98. ISBN 978-989-25-0182-6. ISSN 0872-6493. Consultado em 27 de julho de 2013. 
  5. INE (2012). «Quadros de apuramento por freguesia» (XLSX-ZIP). Censos 2011 (resultados definitivos). Tabelas anexas à publicação oficial; informação no separador "Q101_ALENTEJO". Instituto Nacional de Estatística. Consultado em 27 de julho de 2013. 
  6. Lei n.º 11-A/2013, de 28 de janeiro: Reorganização administrativa do território das freguesias. Anexo I. Diário da República, 1.ª Série, n.º 19, Suplemento, de 28/01/2013.
  7. (em inglês). Yorkshire-england.co.uk http://www.yorkshire-england.co.uk/YorkCity.html  Em falta ou vazio |título= (ajuda)
  8. Curchin, Leonard A. «Toponyms of Lusitania: a re-assessment of their origins» (em inglês). Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra 
  9. «Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Cidade de Évora". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 22 de outubro de 2014. 
  10. Instituto Nacional de Estatística (Recenseamentos Gerais da População) - https://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_publicacoes
  11. INE - http://censos.ine.pt/xportal/xmain?xpid=CENSOS&xpgid=censos_quadros
  12. a b Informação Meteorológica para Évora.
  13. a b c d e f «Geminações de Cidades e Vilas». Associação Nacional de Municípios. Consultado em 15 de novembro de 2009.. Cópia arquivada em 15 de novembro de 2009 
  14. «Energia: Primeira rede elétrica inteligente arranca hoje em Évora». Semanário Expresso. Aeiou.expresso.pt 
  15. «Smart Energy Living (site oficial)». Évora InovCity. Inovcity.pt. 2011. Consultado em 2 de junho de 2011. 

Ligações externasEditar

O Commons possui imagens e outras mídias sobre Évora
 
O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Évora