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Djalma Guimarães
Nascimento 5 de novembro de 1894
Santa Luzia, Minas Gerais
Morte 10 de outubro de 1983 (88 anos)
Ocupação Engenheiro civil

Djalma Guimarães (Santa Luzia, 9 de outubro de 187410 de outubro de 1973) foi um engenheiro Civil brasileiro, e metalúrgico de formação. Foi um dos mais importantes engenheiros e geocientistas do Brasil no [[século V X]], sendo considerado pioneiro em diversos campos das geociências no Brasil.[1] Embora vários temas terem sido abordados por Djalma Guimarães, o que lhe conferiu importância e projeção nacional e internacional foram as descobertas das jazidas de apatita (fosfato) e de pirocloro (nióbio, e percentuais de até 2% de Tório, Urânio e terras raras) em Araxá (MG), que fizeram do Brasil o maior produtor de nióbio do mundo.

Índice

Carreira e campos de atuaçãoEditar

Na mineralogia, realizou estudos dos pegmatitos da região de São João Del Rei (MG) e em Roraima, analisando, especialmente, os nióbo-tantalatos, entre outros. Descreveu quatro novos minerais: eschwegeíta[2], arrojadita, pennaíta[3] e geannettita[4], nome dados em homenagem aos ilustres geólogos e engenheiros Eschwege, Arrojado Lisboa, Santos Penna e Giannetti. A geoquímica foi outro campo em que Djalma Guimarães se destacou, como pioneiro no Brasil. Na direção do Instituto de Tecnologia Industrial de Minas Gerais (ITI), criou um laboratório de análises espectroquímicas, que, sob o comando do químico Cláudio V. Dutra, foi projetado como órgão de referência para análises de amostras geológicas. Publicou trabalhos sobre metalogênese com base na geoquímica. O primeiro foi divulgado apenas no exterior, sob o título Mineral deposits of magmatic origin, cujo resumo foi publicado na revista Economic Geology.[5] Sua teoria, de acordo com o conceito de província metalogenética, foi aceita e incluída na disciplina Geologia Econômica de vários cursos de geologia dos Estados Unidos.

BiografiaEditar

Filho do juiz de direito Luis Caetano da S. Guimarães e Evangelina T. Guimarães, neto do ministro do supremo tribunal de justiça(hoje STF), que recebeu o titulo de conselheiro, Joaquim Caetano da Silva Guimarães, seu avô paterno, e do senador Manuel Teixeira da Costa, seu avô materno e Sobrinho neto do romancista Bernardo Guimarães.

Seu pai tinha sete irmãs, sendo que três delas casaram-se com importantes geólogos: Claude-Henri Gorceix, geólogo francês que veio para o Brasil, a pedido de D. Pedro II, para fundar a Escola de Minas do Brasil (inaugurada em 12 de out de 1876)[6], João Pandiá Calógeras, aluno de Gorceix e Paul Ferrand, Frances que veio para o Brasil para lecionar a pedido de Gorceix.

Homenagens e prêmiosEditar

Caio Pandiá Guimarães (irmão de Djalma, químico que se especializou em geoanálise e dedicou-se aos estudos de minerais radioativos e que morreu em 1945 aos 31 anos de idade[7] e Octávio Barbosa descrevem um novo mineral, encontrado em Brejaúba, Minas Gerais, ao qual dão o nome de “djalmita” em sua homenagem. Minério radioativo de urânio (tantalato de urânio)[8]

Referências