Abrir menu principal
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde setembro de 2016).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Question book-4.svg
Esta página cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2016). Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)

Economia social de mercado (em alemão:Soziale Marktwirtschaft) é um modelo sociopolítico e o principal modelo econômico utilizado na Alemanha Ocidental após a Segunda Guerra Mundial, assim como em outros países europeus como a Áustria. Segundo o Tratado de Lisboa a União Europeia tem como objetivo uma "Economia Social de Mercado altamente competitiva".[1]

Índice

HistóriaEditar

O conceito começa se desenvolver durante a ditadura nazista na Alemanha. Rejeitando as ideias do totalitarismo nazista na Alemanha e comunista na União Soviética, Walter Eucken fundou a filosofia política de Ordoliberalismo da Escola de Friburgo. Walter Eucken acreditava que a liberdade econômica é necessária para garantir simultaneamente a liberdade política. Com base no Ordoliberalismo, outros pesquisadores como Wilhelm Röpke ou Alexander Rüstow, começaram a desenvolver uma teoria com uma tendência, que ao contrário do Ordoliberalismo, permitia intervenções pelo estado, corrigindo as imperfeições do sistema econômico.

No ano de 1947 Alfred Müller-Armack publicou o livro "Direção Econômica e Economia de Mercado", mencionando pela primeira vez o termo "Economia Social de Mercado".

Ludwig Erhard, fortemente influenciado pelo próprio Alfred Müller-Armack, foi o primeiro a pôr o conceito em prática, quando ele era o Ministro da Economia e vice-Chanceler (de 1949 a 1963 na chancelaria de Konrad Adenauer) e, posteriormente, chanceler (1963-1966).

O conceito de Economia Social de MercadoEditar

Alfred Müller-Armack descreveu a Economia Social de Mercado (ESM) como a “combinação do princípio da liberdade de mercado com o princípio da equidade social"[2]. O objetivo do conceito, por seguinte, é unir as maiores vantagens de um mercado livre, como por exemplo a produtividade alta ou a livre iniciativa individual, com um forte componente social. A ESM, enraizada na tradição social cristã, visa numa igualdade de oportunidades e, como declarado pelo Chanceler Ludwig Erhard, no "Bem-estar para todos". Alfred Müller-Armack foi fortemente influenciado pela Doutrina Social da Igreja e portanto entendia o ser humano como centro da ordem social, que tem não só uma capacidade criadora, mas também pode distinguir o certo do errado. Isto converge para uma combinação de liberdade com responsabilidade individual. A economia social de mercado também recebeu influencias do pensamento solidarista do padre Heinrich Pesch e distributista de G.K. Chesterton[3].

A Economia Social de Mercado, segundo Marcelo Resico da Universidade Cátolica Argentina (UCA), é baseada na organização dos mercados como melhor sistema de atribuição de recursos e tenta corrigir e prover as condições institucionais, éticas e sociais para sua operação eficiente e equitativa.[4] Com isso, de acordo com Rizzi, ela valoriza moedas estáveis, austeridade fiscal, livre formação de preços, combate a oligopólios, monopólios e cartéis e subsidiariedade[5].

Princípios sociopolíticos da ESMEditar

A Economia Social de Mercado tem como fundamento sociopolítico os seguintes princípios:

Referências

  1. "Empenha-se no desenvolvimento sustentável da Europa, assente num crescimento económico equilibrado e na estabilidade dos preços, numa economia social de mercado altamente competitiva que tenha como meta o pleno emprego e o progresso social, e num elevado nível de protecção e de melhoramento da qualidade do ambiente" Versão Consolidada do Tratado da União Europeia, Art.3.
  2. Müller-Armack, Alfred: Direção Econômica e Economia de Mercado,(Wirtschaftslenkung und Marktwirtschaft, 1946).
  3. Ribeiro, Pedro Henrique dos Santos; Ribeiro, Arthur Rizzi (19 de dezembro de 2018). «A TRADIÇÃO CRISTÃ E SEUS LIMITES POR DETRÁS DA ECONOMIA SOCIAL DE MERCADO». Revista de Geopolítica. 10 (1): 14–27. ISSN 2177-3246 
  4. "Resico, Marcelo: Introdución a la Economía Social de Mercado", p.115.
  5. «União Democrática Acadêmica». União Democrática Acadêmica. Consultado em 6 de julho de 2015. Arquivado do original em 8 de julho de 2015 

Ligações externasEditar

Ver tambémEditar

  Este artigo sobre a Alemanha é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.