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Eduardo Viana (dirigente esportivo)

Disambig grey.svg Nota: Se procura por outros significados de Eduardo Viana, veja Eduardo Viana (desambiguação).
Eduardo Viana
Nome completo Eduardo Viana
Nascimento 28 de setembro de 1938
Campos, Rio de Janeiro
Morte 21 de agosto de 2006 (67 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade  Brasil
Ocupação Dirigente esportivo e professor

Eduardo Viana, conhecido como Caixa d'Água,(Campos, 28 de setembro de 1938Rio de Janeiro, 21 de agosto de 2006) foi um professor e ex-presidente da FERJ de 1984 até sua morte em 2006.[1][2] Seu apelido de Caixa d'Água o acompanhava desde a infância.[3]

Formado em História, Filosofia, Direito e Educação Física, Eduardo Viana era mestre em Antropologia pela Vanderbilt University e doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro,[1] onde foi professor. Foi também professor da Fundação Getúlio Vargas, lecionando sociologia do esporte e gestão esportiva.[4] Aos 12 anos ganhou o apelido Caixa D'Água, que o acompanhou por toda a vida, pelo costume de paquerar as meninas do colégio Liceu de Humanidades de Campos, na cidade de Campos dos Goytacazes, fingindo que bebia água dos bebedouros, que ficavam próximos a uma caixa d’água.[5]

Durante sua gestão frente à FERJ Caixa d'Água esteve envolvido em diversas polêmicas, foi acusado por seus adversários de favorecer seu clube, o Americano, foi afastado da entidade em outubro de 2004 por suspeita de evasão de renda no Estádio do Maracanã, conseguindo voltar ao poder em agosto de 2005. Em março de 2006, a Justiça o tirou de novo do cargo por violação do Estatuto do Torcedor, mas retornou mais uma vez à presidência da FERJ. Foi acusado dos crimes de formação de quadrilha, estelionato, fraude processual, falsidade ideológica e desvio de R$ 866 mil da receita da venda de ingressos no Maracanã em 2003, com a emissão de recibos e notas fiscais fraudulentas.[4] Era contra a profissionalização da arbitragem e a favor de estaduais mais longos.[6]

Eduardo em 1991 organizou a Copa Rio, a copa estadual do Rio de Janeiro, que de 91 até 95 contou com a presença dos 4 clubes grandes do estado, obrigados a participar, mesmo demostrando claro desinteresse pela disputa e cansaço quanto ao calendário de jogos muito longo. O torneio, apesar de algumas interrupções, existe até hoje, só que com a participação apenas dos clubes de menor expressão.

Morreu as 18h50 de 21 de agosto de 2006 após sofrer quatro paradas cardíacas enquanto participava de reunião na sede da FERJ. Foi levado ao Hospital Quinta D'or, em São Cristóvão, chegando inconsciente, mas não resistiu.[4] Seu clube do coração era o Americano Futebol Clube, cuja torcida o enxerga como ídolo.

Referências

  1. a b «Mão forte no comando do futebol estadual desde 84. O Dia Online» [ligação inativa]
  2. TAVARES, Marcio (21 de agosto de 2006). Morre Eduardo Viana e chega ao fim a Era Caixa D'Água na Ferj. O Globo Online
  3. «Sem 'Caixa d'água', Americano vê maior queda nos últimos seis anos». Consultado em 26 de janeiro de 2016.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  4. a b c «Morre Eduardo Viana e chega ao fim Era Caixa D'Água na Ferj». Consultado em 26 de janeiro de 2016.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  5. «Cópia arquivada». Consultado em 14 de fevereiro de 2017. Arquivado do original em 10 de abril de 2013 
  6. «Eduardo Viana, presidente da Ferj, morre no Rio de Janeiro». Consultado em 26 de janeiro de 2016.  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
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