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Disambig grey.svg Nota: Não confundir com Endometriose.
Endometrite
Micrografia de endometrite crónica com plasmócitos característicos. Estão também presentes neutrófilos espalhados. Coloração H&E.
Sinónimos Endometrite pós-parto
Especialidade Ginecologia, obstetrícia
Sintomas Febre, dor abdominal inferior, hemorragia vaginal anormal, corrimento vaginal[1]
Tipos Aguda, crónica[2]
Causas Infeciosas[2]
Fatores de risco Aborto, menstruação, parto, dispositivo intrauterino, duche vaginal[3][2]
Tratamento Antibióticos[1]
Prognóstico Bom com tratamento[4]
Frequência 2% dos partos vaginais,
10% dos partos por cesariana[5]
Classificação e recursos externos
CID-10 N71
CID-9 615.9
DiseasesDB 4283
MedlinePlus 001484
eMedicine med/676 ped/678
MeSH D004716
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Endometrite é a inflamação do endométrio, o revestimento interior do útero.[6] Os sintomas mais comuns são febre, dor na parte inferior do abdómen, hemorragia vaginal ou corrimento vaginal.[1][4] É a causa mais comum de infeções pós-parto.[7][1] A doença faz parte das doenças do espectro de doença inflamatória pélvica.[8]

A endometrite é classificada nas formas aguda e crónica.[2] A forma aguda tem geralmente origem numa infeção que atravessa o colo do útero na sequência de um aborto ou de um parto, durante a menstruação ou como resultado de um duche vaginal ou colocação de um dispositivo intrauterino.[2][3] Entre os fatores de risco estão o parto por cesariana e a ruptura prematura das membranas.[1] A endometrite crónica é mais comum após a menopausa.[2] O diagnóstico pode ser confirmado com biópsia ao endométrio.[3] Em alguns casos pode ser usada ecografia para verificar que não há presença de tecidos retidos no útero.[4]

O tratamento geralmente consiste na administração de antibióticos.[1] As recomendações para o tratamento de endometrite pós-parto incluem a administração de clindamicina com gentamicina.[9] Está também recomendado o tratamento da gonorreia e clamídia em grupos de risco.[10] A doença crónica pode ser tratada com doxiciclina.[10] Com tratamento, o prognóstico é geralmente bom.[4]

A frequência de endometrite é de cerca de 2% nos partos vaginais e de 10% nos partos por cesariana agendada. Nos casos em que ocorre ruptura prematura das membranas e não são usados antibióticos de prevenção, a frequência é de cerca de 30%.[5] O termo "endomiometrite" pode ser usado na presença de inflamação tanto no endométrio como no miométrio.[11] A condição é também relativamente comum em outros mamíferos.[12]

Referências

  1. a b c d e f «Cover of Hacker & Moore's Essentials of Obstetrics and Gynecology». Hacker & Moore's essentials of obstetrics and gynecology 6 ed. [S.l.]: Elsevier Canada. 2015. pp. 276–290. ISBN 9781455775583 
  2. a b c d e f Dallenbach-Hellweg, Gisela; Schmidt, Dietmar; Dallenbach, Friederike (2010). Atlas of Endometrial Histopathology (em inglês). [S.l.]: Springer Science & Business Media. p. 135. ISBN 9783642015410 
  3. a b c Lobo, Rogerio A.; Gershenson, David M.; Lentz, Gretchen M.; Valea, Fidel A. (2016). Comprehensive Gynecology E-Book (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 548. ISBN 9780323430036 
  4. a b c d Ferri, Fred F. (2014). Ferri's Clinical Advisor 2015 E-Book: 5 Books in 1 (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 423. ISBN 9780323084307 
  5. a b Gabbe, Steven G. (2012). Obstetrics: Normal and Problem Pregnancies (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 1146. ISBN 143771935X 
  6. Crum, Christopher P.; Lee, Kenneth R.; Nucci, Marisa R. (2011). Diagnostic Gynecologic and Obstetric Pathology E-Book (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 430. ISBN 145570895X 
  7. Arora, Mala; Walavalkar, Rajalaxmi (2013). World Clinics: Obstetrics & Gynecology: Postpartum Hemorrhage (em inglês). [S.l.]: JP Medical Ltd. p. 237. ISBN 9789350904244 
  8. «Sexually Transmitted Diseases & Pelvic Infections». Current diagnosis & treatment : obstetrics & gynecology 11 ed. [S.l.]: McGraw-Hill Education. 2012. p. Chapter 43. ISBN 978-0071638562 
  9. Mackeen, AD; Packard, RE; Ota, E; Speer, L (2 de fevereiro de 2015). «Antibiotic regimens for postpartum endometritis.». The Cochrane Database of Systematic Reviews (2): CD001067. PMID 25922861. doi:10.1002/14651858.CD001067.pub3 
  10. a b «8». Williams Gynecology 3 ed. [S.l.]: McGraw Hill Professional. 2016. ISBN 9780071849081 
  11. Hubert Guedj; Baggish, Michael S.; Valle, Rafael Heliodoro (2007). Hysteroscopy: visual perspectives of uterine anatomy, physiology, and pathology. Hagerstwon, MD: Lippincott Williams & Wilkins. 488 páginas. ISBN 0-7817-5532-8 
  12. Noakes, David E. (2009). Arthur's Veterinary Reproduction and Obstetrics E-Book (em inglês). [S.l.]: Elsevier Health Sciences. p. 411. ISBN 9780702039904