Escavação

Escavação é a remoção de terra em torno de objetos ou fósseis soterrados. [1][2] Muito utilizado em áreas como a paleontologia e a arqueologia, a escavação arqueológica é um recurso para descobrir evidências sobre a evolução da história no mundo através dos vestígios que ficaram enterrados por conta da ação do tempo.[3][4] Ela é o procedimento pelo qual os arqueólogos definem, recuperam e registram restos culturais e biológicos encontrados no solo.[5] As atividades passadas deixam vestígios na forma de fundações domésticas, sepulturas, artefatos, ossos, sementes e muitos outros vestígios indicativos da experiência humana.[6][4]

Escavação de um esqueleto de cavalo da época do Império Romano em Londres

A escavação geralmente, mas nem sempre, requer a remoção e dispersão permanente dos estratos, de tal modo que nunca poderão ser reexaminados.[7][8]

HistóriaEditar

A primeira instância de escavação arqueológica ocorreu no século VI aC, quando Nabonido, o rei da Babilônia, escavou um templo com milhares de anos de idade.[9] Durante os primeiros períodos romanos, os homens de Júlio César saquearam artefatos de bronze e, no período medieval, os europeus começaram a desenterrar vasos que parcialmente haviam emergido da erosão e armas que apareceram em terras agrícolas.[9] Antiquários escavaram túmulos na América do Norte e no Noroeste da Europa, que às vezes envolviam a destruição de artefatos e seu contexto, perdendo informações sobre assuntos do passado. A escavação arqueológica meticulosa e metódica substituiu a escavação de barracas de antiquários entre o início e o século XIX e ainda hoje está sendo aperfeiçoada.[8][9]

Escavações de emergênciaEditar

As escavações de emergência realizam-se perante a ameaça de destruição de um sítio arqueológico. O seu objectivo é o de recolher o máximo de informação e material arqueológico possível.

Tal como qualquer escavação arqueológica em território português, estas necessitam de autorização prévia do IPA. No entanto, esta é uma modalidade de escavações que necessariamente dispõe de um período de tempo muito mais reduzido que uma escação convencional, pelo que determinados processos serão acelerados. Os custos destas escavações devem ser assumidos pelo proprietário da obra que ameaça o sítio. Caso a importância do sítio arqueológico o justifique, a obra pode mesmo ser embargada, enquanto que por outro lado, um sítio de dimensões e importância reduzidas poderão apenas afectar uma parte da obra por alguns dias, ou mesmo não afectar de todo os trabalhos de construção.

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Ver tambémEditar

Referências

  1. «Escavação». Dicionário Aulete Digital. Consultado em 28 de julho de 2015 
  2. «Escavação». Dicionário Priberam. Consultado em 28 de julho de 2015 
  3. Roskams, Steve. (2006), Excavation, TPB, OCLC 939982047, consultado em 30 de julho de 2020 
  4. a b Carver, Martin (2014). Smith, Claire, ed. «Excavation Methods in Archaeology». New York, NY: Springer (em inglês): 2706–2714. ISBN 978-1-4419-0465-2. doi:10.1007/978-1-4419-0465-2_1494#:~:text=archaeological%20excavation%20is%20the%20procedure,traces%20indicative%20of%20human%20experience. Verifique |doi= (ajuda) 
  5. Hebsgaard, Martin Bay Gilbert, Tom Pedersen, Jette Arneborg Heyn, Patricia Allentoft, Morten Erik Bunce, Michael Munch, Kasper Schweger, Charles Willerslev, Eske (2009). The Farm beneath the Sand:An Archaeological Case Study on Ancient "Dirt" DNA. [S.l.: s.n.] OCLC 842736796 
  6. Milek, Karen B. (2006). Houses and households in early Icelandic society : geoarchaeology and the interpretation of social space. [S.l.]: University of Cambridge. OCLC 500522663 
  7. Hester, Thomas R. (2016). Field Methods in Archaeology. [S.l.]: Taylor and Francis. OCLC 959151158 
  8. a b Fagan, Brian; Renfrew, Colin; Bahn, Paul (1992). «Archaeology: Theories, Methods, and Practice». Journal of Field Archaeology. 19 (1). 77 páginas. ISSN 0093-4690. doi:10.2307/530371 
  9. a b c Bahn, Paul G. (2012). Archaeology : a very short introduction 2[nd] fully updated new ed ed. Oxford: Oxford University Press. OCLC 792747128 
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