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Alterações

sem resumo de edição
 
""Não há [[deus]] senão [[Alá]], e [[Maomé]] é o seu mensageiro"." ([[Chahada]])
|hino = ''[[Hino nacional da Arábia Saudita|Aash Al Maleek]]''<br />("Vida longa ao Rei") [[Imagem:Saudi Arabian national anthem, performed by the United States Navy Band.oga|centro|noicon.]]
|gentílico = Saudita ¹
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|língua_oficial = [[Língua árabe|Árabe]]
|tipo_governo = [[Monarquia absoluta]] [[Islão|islâmica]] [[Wahhabismouaabismo|wahhabistauaabita]]
|título_líder1 = [[Lista de reis da Arábia Saudita|Rei]]
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|população_estimada = {{formatnum:28571770}}<ref>{{Citar web |url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/sa.html |título=CIA World Factbook - Saudi Arabia |língua=en|obra=CIA}}</ref>
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'''Arábia Saudita''' ({{lang-ar|السعودية}} {{transl|ar|''as-Su’ūdiyya''}}), oficialmente '''Reino da Arábia Saudita''' ({{lang-ar|المملكة العربية السعودية}}; {{transl|ar|''al-Mamlaka al-ʻArabiyya as-Suʻūdiyya''}}), é, por tamanho de território, o maior [[Mundo árabe|país árabe]] na [[Ásia Ocidental|Ásia]] e na [[Península Arábica]] (cerca de {{formatnum:2150000}} quilômetros quadrados), constituindo a maior parte da [[Península Arábica]], e o segundo maior país árabe do mundo (após a [[Argélia]]). Tem fronteiras com [[Jordânia]] e [[Iraque]] ao norte; [[Kuwait]] ao nordeste; [[Catar]], [[Barém]] e [[Emirados Árabes Unidos]] a leste; [[Omã]] ao sudeste; [[Iêmen]] ao sul; [[mar Vermelho]] ao oeste e com o [[golfo Pérsico]] a leste. Sua população é estimada em 16 milhões de cidadãos nativos, 9 milhões de [[expatriado]]s estrangeiros e 2 milhões de [[imigrantes ilegais]] registrados.<ref name="American Bedu">{{citar web|url=http://americanbedu.com/2009/06/06/the-expatriate-population-in-saudi-arabia/ |título=Saudi Arabia |publicado=American Bedu |acessodata=2 de novembro de 2011}}</ref> Suas principais cidades são: [[Riade]], a capital; [[Jidá]], principal porto e antiga capital; e [[Meca]] e [[Medina]], cidades sagradas do [[Islão|islamismo]].
 
O Reino da Arábia Saudita foi fundado por [[Abd al-Aziz Al Saud]] (mais conhecido ao longo de toda sua vida adulta como Ibn Saud) em 1932, embora as conquistas que levaram à criação do Reino tenham começado em 1902, quando ele capturou [[Riade]], a casa ancestral de sua família, a [[Casa de Saud]], conhecida em árabe como ''Al Saud''. Desde a criação do país, o [[sistema político]] tem sido o de uma [[monarquia absoluta]] [[Teocracia|teocrática]]. O governo saudita se descreve como [[islâmico]] e é altamente influenciado pelo [[uaabismo]].<ref>Focus on Islamic Issues&nbsp;– Page 23, Cofie D. Malbouisson&nbsp;– 2007</ref> A Arábia Saudita muitas vezes é chamada de "Terra das Duas Mesquitas Sagradas", em referência às [[mesquita]]s ''[[al-MasjidGrande al-HaramMesquita de Meca|Grande Mesquita]]'' (em [[Meca]]) e ''[[al-MasjidMesquita do an-NabawiProfeta]]'' (em [[Medina]]), os dois lugares mais sagrados do [[islamismo]].
 
Com a segunda [[Lista de países por reservas de petróleo|maior reserva de petróleo]] e a sexta maior reserva de [[gás natural]] do mundo, a Arábia Saudita é classificada como uma economia de alta renda pelo [[Banco Mundial]] e possui o [[Lista de países por PIB (Paridade do Poder de Compra)|19º maior PIB do mundo]].<ref>{{citar livro|autor =James Wynbrandt|título=A Brief History of Saudi Arabia|publicado=books.google.com/books?id=99M0zoSqsF0C|ano=2004|publicacao=Infobase Publishing|isbn=978-1-4381-0830-8|páginas={{citar web | url=http://books.google.com.ph/books?id=99M0zoSqsF0C&pg=PA242 | publicado=books.google.com.ph }}}}</ref><ref>{{citar jornal|título=Saudi Arabia to overtake Russia as top oil producer-IEA |autor =Soldatkin, Vladimir; Astrasheuskaya, Nastassia |url=http://www.reuters.com/article/2011/11/09/russia-energy-iea-idUSL6E7M93XT20111109 |agência=Reuters |data=9 de novembro de 2011 |acessodata=10 de novembro de 2011}}</ref> Por ser o maior exportador mundial de petróleo, o país garantiu sua posição como um dos mais poderosos do mundo, além de também ser classificado como uma [[potência regional]] e de manter sua [[hegemonia regional]] na Península Arábica. O país é membro do [[Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico]], da [[Organização da Conferência Islâmica]], do [[G20]] e da [[Organização dos Países Exportadores de Petróleo]] (OPEP).<ref>{{citar web | url=http://www.middleeastmonitor.com/articles/middle-east/8207-the-erosion-of-saudi-arabias-image-among-its-neighbours | título=The erosion of Saudi Arabia's image among its neighbours. | publicado=www.middleeastmonitor.com }}</ref> A economia saudita é amplamente apoiada por sua indústria de petróleo, que responde por mais de 95% das exportações e 70% das receitas do governo, embora a parte da economia que não depende do setor petrolífero tenha crescido nos últimos tempos.
Depois da unificação dos reinos de [[Reino do Hejaz|Hejaz]] e [[Néjede]], o novo Estado foi nomeado ''al-Mamlakah al-Arabīyah as-Suūdīyah'' ({{lang-ar|المملكة العربية السعودية}}) por decreto real em 23 de setembro 1932 pelo fundador do país, o rei [[Abdul Aziz Al Saud]]. Isto é normalmente traduzido como "Reino da Arábia Saudita",<ref name="US State Dept Saudi Arabia">{{citar web|url=http://www.state.gov/r/pa/ei/bgn/3584.htm |título=Background Note: Saudi Arabia |publicado=U.S. State Department |acessodata=28 de abril de 2011}}</ref> ainda que literalmente signifique "Reino Árabe Saudita".<ref>{{citar livro|título=The Crisis of Islam |último =Lewis |primeiro =Bernard |ano=2003 |isbn=0-679-64281-1 |páginas= xx–xxi (Introduction)}}</ref>
 
A palavra ''Saudi'' é derivada de ''as-Suʻūdīyah'' no nome em árabe do país, que é um tipo de adjectivo conhecido como um ''nisba'', formado a partir do nome da dinastia ''[[Al Saud]]'' (آل سعود). Sua inclusão indicou que o governante do país considerava-o como posse pessoal da família real.<ref>{{citar livro|título=Saudi Arabia: the coming storm |último =Wilson |primeiro =Peter W. |coautor=Graham, Douglas |ano=1994 |isbn=1-56324-394-6 |página=46 |url=http://books.google.co.uk/books?id=K_c9FOeeuewC&pg=PA46 |acessodata=6 de junho de 2011}}</ref><ref name= Kamrava>{{citar livro|título=The Modern Middle East: A Political History Since the First World War |último =Kamrava |primeiro =Mehran |ano=2011 |isbn=978-0-520-26774-9 |página=67 |url=http://books.google.co.uk/books?id=CkLHZCzMEJkC&pg=PA67 |acessodata=6 de junho de 2011}}</ref> ''Al Saud'' é um nome árabe formado pela adição da palavra Al, que significa "família de" ou "Case de",<ref>{{citar livro|título=A Brief History of Saudi Arabia |último =Wynbrandt, |primeiro =James |coautor=Gerges, Fawaz A. |ano=2010 |isbn=978-0-8160-7876-9 |página=xvii}}</ref> ao nome pessoal do antepassado da família ''Al Saud'', no caso, o pai do fundador da dinastia no século {{séc|XVIII}}, Muhammad bin Saud.<ref>{{citar livro|título=The heritage of the Kingdom of Saudi Arabia |último =Hariri-Rifai |primeiro =Wahbi |coautor=Hariri-Rifai, Mokhless |ano=1990 |isbn=978-0-9624483-0-0 |página=26}}</ref>
 
== História ==
 
=== Pré-unificação ===
[[Imagem:Arabia 1914.png|thumb|esquerda|Mapa da [[Arábia]] em 1914.]]
Muitos povos têm vivido na península ao longo de mais de cinco mil anos. A cultura [[Dilmun]], ao longo da costa do Golfo, era contemporânea dos [[Suméria|sumérios]] e dos antigos [[Egipto|egípcios]], e a maior parte dos impérios do mundo antigo estabeleceu trocas comerciais com os estados da [[península]].<ref name="Britannica history">{{citar web|url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/31568/history-of-Arabia |título=History of Arabia |publicado=Encyclopaedia Britannica Online |acessodata=7 de junho de 2011}}</ref>
 
A fundação do [[islamismo]] por [[Maomé]] no ano de 620 da era atual e a subsequente importância religiosa das cidades árabes de [[Meca]] e [[Medina (Arábia Saudita)|Medina]] concederam aos governantes desse território considerável influência além da península.
 
O Estado Saudita surge na Arábia Central em 1744. Um chefe local, [[Muhammad bin Saud]], uniu forças a um resgatador dos fundamentos do Islã, [[MuhammadMaomé Abdibne Al-WahhabAbdal Uaabe]], para criar uma nova entidade política. O moderno Estado Saudita foi fundado pelo último rei [[Abdul Aziz Al-Saud]] (conhecido internacionalmente como Abdul Aziz Ibn Saud).
 
Em 1902, Abdul Aziz Ibn Saud capturou [[Riade]], a capital ancestral da dinastia de Al-Saud à família rival RashidRaxide. Continuando estas conquistas, Abdul Aziz subjugou o oásis de Al-HasaAlhaça, o resto do [[Néjede]] e do [[Hijaz]] entre 1913 e 1926. Em 8 de janeiro de 1926, Abdul Aziz Ibn Saud torna-se "Rei do Hijaz". Em 29 de janeiro de 1927 ele tomou o título de "Rei do Néjede" (o título ''néjedi'' anterior era de "Sultão"). Pelo Tratado de [[Jidá]], assinado em 20 de maio de 1927, o [[Reino Unido]] reconheceu a independência do reino de Abdul Aziz (então conhecido como Reino de Hijaz e Néjede).
 
=== Unificação e Reino ===
[[Imagem:Franklin D. Roosevelt with King Ibn Saud aboard USS Quincy (CA-71) on 14 February 1945 (USA-C-545).jpg|esquerda|thumb|O fundador da moderna Arábia Saudita, o rei [[Abd al-Aziz Al Saud|Abdul Aziz]], num encontro com o [[Presidente dos Estados Unidos|presidente norte-americano]] [[Franklin Delano Roosevelt]] em fevereiro de 1945.]]
Em 1932, estas regiões foram unificadas como o Reino da Arábia Saudita. A descoberta de [[petróleo]] em 3 de março de 1938 transformou o país.
 
Em 1932, estas regiões foram unificadas como o Reino da Arábia Saudita. A descoberta de [[petróleo]] em 3 de março de 1938 transformou o país. As fronteiras com a [[Jordânia]], o [[Iraque]], e o [[Kuwait]] foram estabelecidas por uma série de tratados negociados nos anos de 1920, que criaram duas "zonas neutras"—uma com o Iraque e outra com o Kuwait. A [[zona neutra Kuwait-Arábia Saudita]] foi administrada conjuntamente em 1971, com cada Estado partilhando igualitariamente os recursos petrolíferos da zona.
 
Tentativas de acordo para a partilha da zona neutra Kuwait-Arábia Saudita chegaram a um termo em 1981, sendo finalizadas em 1983. A fronteira sul do país com o Iémen foi parcialmente definida em 1934 com o [[Acordo de Taif]], pondo fim a uma breve guerra fronteiriça entre os dois Estados. Um tratado adicional assinado em Junho de 2000 delineou porções da fronteira com o Iémen. A localização e status da fronteira da Arábia Saudita com os [[Emirados Árabes Unidos]] não está finalizada; a fronteira ''de facto'' reflete um acordo de 1974. A fronteira entre a Arábia Saudita e o [[Catar]] foi definida em março de 2001. A fronteira com [[Omã]] ainda não está demarcada.
== Geografia ==
{{Artigo principal|Geografia da Arábia Saudita}}
[[Imagem:Arabian Desert.png|thumb|[[Imagem de satélite]] da península Arábica.]]
A Arábia Saudita ocupa cerca de 80% da [[Península Arábica]]<ref name= Stokes605>{{citar livro|título=Encyclopedia of the Peoples of Africa and the Middle East, Volume 1 |último =Stokes |primeiro =Jamie |ano=2009 |isbn=978-0-8160-7158-6 |página=605 }}</ref> e se encontra entre as [[latitude]]s 16° e 33° N e [[longitude]]s 34 ° e 56 ° E. Como as fronteiras ao sul do país com os [[Emirados Árabes Unidos]] e [[Omã]] não são definidas ou demarcadas com precisão, as dimensões exatas da Arábia Saudita ainda são desconhecidas.<ref name= Stokes605/> A estimativa do ''[[CIA World Factbook]]'' é de cerca de {{formatnum:2250000}} km² e classifica a Arábia Saudita como [[Lista de países e territórios por área|13º maior país do mundo]].<ref>{{citar web|url=https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2147rank.html |título=CIA World Factbook – Rank Order: Area |publicado=[[The World Factbook]] |data=26 de janeiro de 2012 |acessodata=8 de fevereiro de 2012}}</ref>
 
A geografia da Arábia Saudita é dominada pelo [[Deserto da Arábia]] e por alguma áreas semi-desérticas. Trata-se, na verdade, de uma série de desertos conectados e inclui {{formatnum:647500}} km² do ''[[Rub' al-Khali]]'' (o chamado "Quarteirão Vazio") na parte sul do país, a maior área de deserto de areia contíguo do mundo.<ref name=Britannica>{{citar web|url=http://www.britannica.com/EBchecked/topic/525348/Saudi-Arabia |título=Encyclopaedia Britannica Online: Saudi Arabia|publicado=Britannica.com|acessodata=28 de abril de 2011}}</ref><ref>{{citar livro|título=Saudi Arabia: an environmental overview|ano=2008|publicado=Taylor & Francis|isbn=978-0-415-41387-9|url=http://books.google.com/books?id=Vacv2wy3yd8C&lpg=PA141&dq=largest%20sand%20deserts%20Rub'%20al%20Khali&pg=PA141#v=onepage&q=largest%20sand%20deserts%20Rub'%20al%20Khali&f=false|autor =Peter Vincent|acessodata=22 de agosto de 2010|página=141}}</ref> Praticamente não há rios ou lagos no país, mas [[uádi]]s são numerosos. As poucas áreas férteis são encontradas nos depósitos aluviais em uádis, bacias e [[oásis]].<ref name=Britannica/> A principal característica topográfica é o planalto central que se eleva abruptamente do [[mar Vermelho]] e desce gradualmente para o [[Néjede]] e para o [[golfo Pérsico]]. Na costa do mar Vermelho, há uma estreita planície costeira, conhecida como a [[Tiama]], paralela a [[escarpa]]s imponentes. A província sudoeste de [[Asir]] é montanhosa e contém o monte [[Jabal Sawda]], que com {{formatnum:3133}} metros de altura é o ponto mais alto no país.<ref name=Britannica/>
 
[[Ficheiroimagem:Rub al khalid sunset nov 07.JPG|esquerda|thumb|A típica paisagem do [[deserto]] do [[Rub' al-Khali]], na Arábia Saudita.]]
 
Com exceção da província de Asir, a Arábia Saudita tem um clima desértico com temperaturas extremamente altas durante o dia e uma queda acentuada de temperatura durante a noite. As temperaturas médias no verão variam em torno de 45 °C, mas podem atingir até 54 °C. No inverno, a temperatura raramente cai abaixo de 0 °C. Na primavera e no outono, o calor é temperado e as temperaturas médias ficam em torno de 29 °C. A [[Precipitação (meteorologia)|precipitação]] anual é extremamente baixa. A região Asir difere disto, visto que ela é influenciada pelas [[monções]] do [[oceano Índico]], que geralmente acontecem entre outubro e março. Uma média de 300 [[mm]] de chuvas ocorre durante este período, que representa cerca de 60% da precipitação anual.<ref name= weather>{{citar web|url=http://www.weatheronline.co.uk/reports/climate/Saudi-Arabia.htm |título=Saudi Arabia |publicado=Weather Online |acessodata=30 de julho de 2011}}</ref>
 
== Demografia ==
[[Imagem:Riyadh Skyline showing the King Abdullah Financial District (KAFD) and the famous Kingdom Tower .jpg|thumb|[[Riade]], capital e maior cidade do país.]]
[[Imagem:Saudi Arabia population density 2010.png|thumb|[[Densidade demográfica]] da Arábia Saudita (pessoas por km²).]]
{{Artigo principal|Demografia da Arábia Saudita}}
 
=== Religião ===
Há cerca de 25 milhões de pessoas no país que são [[muçulmanas]], ou 97% da população total.<ref name=PewForump.17>{{citar web | url=http://pewforum.org/newassets/images/reports/Muslimpopulation/Muslimpopulation.pdf | título=Mapping the World Muslim Population | publicado=pewforum.org | acessodata=25 de agosto de 2010 | arquivourl=https://web.archive.org/web/20091010050756/http://pewforum.org/newassets/images/reports/Muslimpopulation/Muslimpopulation.pdf | arquivodata=10 de outubro de 2009 | urlmorta=yes }} (October 2009), Pew Forum on Religion & Public Life. p. 16 (p. 17 of the PDF).</ref> Os dados para a Arábia Saudita vêm principalmente de pesquisas à população em geral, que são menos confiáveis do que [[Censo demográfico|censo]]s ou pesquisas demográficas e de saúde em larga escala para estimar minorias e maiorias populacionais.<ref name=PewForump.17/> Entre 85 e 90% dos sauditas são [[sunitas]], enquanto os [[xiitas]] representam entre 10 e 15% da população muçulmana.<ref>{{citar web | url=http://pewforum.org/newassets/images/reports/Muslimpopulation/Muslimpopulation.pdf | título=Pew Forum. | publicado=pewforum.org | acessodata=25 de agosto de 2010 | arquivourl=https://web.archive.org/web/20091010050756/http://pewforum.org/newassets/images/reports/Muslimpopulation/Muslimpopulation.pdf | arquivodata=10 de outubro de 2009 | urlmorta=yes }} p. 10.</ref>
[[Imagem:Before the Hajj is complete, pilgrims must return to Mecca to perform a "farewell tawaf" around the Kaaba. - Flickr - Al Jazeera English.jpg|esquerda|thumb|Multidão ao redor da [[Caaba]] (cubo negro no centro) na mesquita ''[[AlGrande MasjidMesquita de Meca|Grande Al-HaramMesquita]]'', em [[Meca]], o local mais sagrado do [[islamismo]] e um importante ponto de [[peregrinação]].]]
 
A forma oficial e dominante do [[islamismo sunita]] na Arábia Saudita é conhecida como [[wahhabismouaabismo]] (sendo que alguns consideram este termo pejorativo, preferindo o uso do termo [[salafismo]]<ref>{{citar web | url=http://www.dailystar.com.lb/article.asp?edition_id=10&categ_id=4&article_id=121904#axzz17dQMsZEu | título= The Daily Star | publicado=www.dailystar.com.lb }} Lamine Chikhi. 27 11 2010.</ref>). Fundado na Península Arábica por [[MuhammadMaomé ibnibne AbdAbdal al WahhabUaabe]] no século {{séc|XVIII}}, esse movimento é muitas vezes descrito como "puritano", "intolerante" ou "ultra-conservador". Entretanto, os proponentes consideram que seus ensinamentos procuram purificar a prática do islamismo de quaisquer inovações ou práticas que se desviam dos ensinamentos do profeta [[Maomé]] e de seus seguidores do século {{séc|VII}}.<ref>{{citar web | url=http://www.fas.org/sgp/crs/misc/RS21695.pdf | título= 'The Islamic Traditions of Wahhabism and Salafiyya' | publicado=www.fas.org }}, US Congressional Research Service Report, 2008, by Christopher M. Blanchard available from the Federation of American Scientists website</ref> Os muçulmanos xiitas enfrentam perseguição no emprego e em cerimônias religiosas.<ref>Islamic Political Culture, Democracy, and Human Rights: A Comparative Study, p 93 Daniel E. Price - 1999</ref>
 
Em 2010, o [[Departamento de Estado dos Estados Unidos|Departamento de Estado]] dos [[Estados Unidos]] afirmou que na Arábia Saudita "a [[liberdade de religião]] não é reconhecida ou protegida sob a lei e é severamente restrita na prática" e que "as políticas do governo continuam a colocar graves restrições à liberdade religiosa" no país.<ref name=irf2010>{{citar web|url=http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2010/148843.htm |título=Saudi Arabia: International Religious Freedom Report 2010 |publicado=[[Departamento de Estado dos Estados Unidos]] |data=17 de novembro de 2010 |acessodata=27 de julho de 2011}}</ref> Nenhuma outra [[religião]] que não seja o islamismo pode ser praticada, embora haja cerca de um milhão de [[Cristianismo|cristãos]] no país, quase todos trabalhadores estrangeiros.<ref name= Times>{{citar jornal|título=Saudi Arabia extends hand of friendship to Pope |url=http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/europe/article3571835.ece |jornal=The Times |data=17 de março de 2008 |acessodata=27 de julho de 2011 |local=Londres |primeiro =Richard |último =Owen}}</ref> Na Arábia Saudita igrejas ou outros templos não-muçulmanos são proibidos.<ref name=irf2010/> Mesmo a realização de orações de forma privada é proibida na prática e a polícia religiosa saudita supostamente investiga regularmente as casas de cristãos.<ref name= Times/> Os trabalhadores estrangeiros tem que comemorar o [[Ramadã]], mas não estão autorizados a celebrar o [[Natal]] ou a [[Páscoa]].<ref name= Times/> A conversão por muçulmanos para outra religião ([[apostasia]]) é punida com a [[pena de morte]], embora não tenha havido relatos confirmados de execuções por apostasia nos últimos anos.<ref name=irf2010/> O [[proselitismo]] religioso por não-muçulmanos é ilegal<ref name=irf2010/> e o último sacerdote cristão foi expulso da Arábia Saudita em 1985.<ref name= Times/> De acordo com a ''[[Human Rights Watch]]'', a minoria xiita do país sofre discriminação sistemática do governo saudita na educação, no sistema judiciário e em suas liberdades, especialmente a religiosa.<ref>{{citar livro|título=Denied dignity: systematic discrimination and hostility toward Saudi Shia citizens |último =Human Rights Watch |ano=2009 |isbn=1-56432-535-0 |página=1}}</ref> Várias restrições são impostas para a celebração pública de festas xiitas, como o ''[[Ashura]]''.<ref>{{citar livro|título=Denied dignity: systematic discrimination and hostility toward Saudi Shia citizens |último =Human Rights Watch |ano=2009 |isbn=1-56432-535-0 |páginas=2, 8–10}}</ref>
 
A Arábia Saudita financia a construção de mesquitas por todo o mundo ocidental, (incluido Portugal <ref>{{citar web|url=https://www.publico.pt/2016/06/05/sociedade/noticia/forcas-de-seguranca-acreditam-que-dinheiro-publico-para-as-mesquitas-ajuda-a-integracao-1734016|titulo=Polícias crêem que dinheiro público para as mesquitas ajuda à integração|data=5 de Junho de 2016|publicado=Público|ultimo=Ribeiro|primeiro=Nuno}}</ref> ) que espalham a sua versão do Islão, e ofereceu-se para construir 200 mesquitas na Alemanha para os refugiados sírios, apesar de se recusar a recebê-los no seu território. Financia também com generosas quantias muitas universidades no mundo ocidental. Segundo os relatos do jornalista [[Stephen Pollard]], só entre 1995 e 2008, oito universidades britânicas - Oxford, Cambridge, Durham, University College London, a London School of Economics, Exeter, Dundee and City – aceitaram mais de 233 milhões de libras de governantes sauditas e outros do Médio Oriente . Uma grande parte dessas verbas foi para centros de estudos islâmicos, como o [[Oxford Centre for Islamic Studies]] que recebeu 75 milhões. <ref>{{citar web|url=https://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/africaandindianocean/libya/8360103/Libya-and-the-LSE-Large-Arab-gifts-to-universities-lead-to-hostile-teaching.html|titulo=Libya and the LSE: Large Arab gifts to universities lead to 'hostile' teaching - The LSE is not the only university that has reason to feel ashamed, writes Stephen Pollard.|data=3 de Março de 2011|acessodata=|publicado=The Telegraph|ultimo=Pollard|primeiro=Stephen}}</ref> Em Dezembro de 2015, Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão, acusou os sauditas de financiarem o extremismo islâmico no Ocidente <ref>{{citar web|url=http://www.independent.co.uk/news/world/europe/saudi-arabia-funding-islamic-extremism-west-german-vice-chancellor-sigmar-gabriel-a6763366.html|titulo=Saudi Arabia 'funding Islamic extremism in the West', German vice-chancellor Sigmar Gabriel claims|data=7 de Dezembro de 2015|publicado=The Independent|ultimo=Henderson|primeiro=Emma}}</ref> .
{{panorama|Madina_Haram_at_evening.jpg|1200px|Panorama da mesquita [[Al-MasjidMesquita an-Nabawido Profeta]], em [[Medina]], ao entardecer.}}
 
== Infraestrutura ==
== Governo e política ==
{{Artigo principal|Política da Arábia Saudita}}
[[Imagem:Salman bin Abdull aziz December 9, 2013.jpg|thumb|esquerda|[[Salman da Arábia Saudita|Rei Salman]], o líder da Arábia Saudita.]]
A Arábia Saudita é uma [[monarquia absoluta]] [[Teocracia|teocrática]],<ref name=Cavendish78>{{citar livro|título=World and Its Peoples: the Arabian Peninsula |último =Cavendish |primeiro =Marshall |ano=2007 |isbn=978-0-7614-7571-2 |página=78}}</ref> embora, de acordo com a [[Lei Básica da Arábia Saudita]] adotada por decreto real em 1992, o rei deve estar de acordo com a ''[[Sharia]]'' (isto é, a [[lei islâmica]]) e o [[Alcorão]]. O Alcorão e a ''[[Sunnah]]'' (as tradições de [[Maomé]]) são declarados como a constituição e nenhuma constituição moderna já foi escrita para o país. A Arábia Saudita é o único [[Mundo árabe|país árabe]] onde nunca houve [[eleições]] nacionais, desde a sua criação.<ref name= Gerhard>{{citar livro|título=Encyclopedia of world constitutions, Volume 1 |último =Robbers |primeiro =Gerhard |ano=2007 |isbn=0-8160-6078-9 |página=791}}</ref> Partidos políticos ou eleições nacionais são proibidas<ref name=Cavendish78/> e, de acordo com [[Índice de Democracia]] de 2010 feito ''[[The Economist]]'', o governo saudita era o sétimo regime mais [[Autoritarismo|autoritário]] do mundo, entre os 167 países avaliados na pesquisa.<ref>{{citar web|url=http://graphics.eiu.com/PDF/Democracy_Index_2010_web.pdf |título=The Economist Democracy Index 2010 |autor =The Economist Intelligence Unit |obra=The Economist |acessodata=6 de junho de 2011}}</ref>
 
 
=== Forças Armadas ===
[[Imagem:33d Tactical Fighter Wing - F-15s Desert Storm.jpg|thumb|Caças [[F-15 Eagle]] da Força Aérea Saudita.]]
{{Artigo principal|Forças Armadas da Arábia Saudita}}
 
A Arábia Saudita possui uma das percentagens mais elevadas de [[Lista de países por gastos militares|despesas militares]] no mundo, onde chegam a gastar mais de 10% do seu PIB em suas forças armadas. Os Estados Unidos são um dos principais fornecedores de equipamentos, como os carros de combate [[M1 Abrams]], veículos blindados de transporte [[M-113]] e [[HMMWV|Humvee]], caças [[McDonnell Douglas F-15 Eagle|F-15 Eagle]], helicópteros de ataque e transporte [[Boeing AH-64 Apache|AH-64 Apache]] e [[Sikorsky UH-60 Black Hawk|UH-60 Black Hawk]], além de carabinas [[M4A1]]. As forças militares sauditas consistem do [[Exército da Arábia Saudita|Exército]], [[Marinha da Arábia Saudita|Marinha]], [[Força Aérea da Arábia Saudita|Força Aérea]], [[Defesa Aérea da Arábia Saudita|Defesa Aérea]], [[Guarda Nacional da Arábia Saudita|Guarda Nacional]], além de [[Força paramilitar|forças paramilitares]], totalizando mais de 200.000 em serviço ativo.<ref>{{citar web|url=http://lcweb2.loc.gov/frd/cs/profiles/Saudi_Arabia.pdf |título=Country ProfileProimagem: Saudi Arabia, Sept. 2006 Library of Congress|acessodata=28 de abril de 2011}}</ref><ref>{{citar web | url=http://www.globalsecurity.org/military/world/gulf/sang.htm | título= Global Security – SANG | publicado=www.globalsecurity.org }}. Página acessada em 31 de maio de 2014.</ref>
 
=== Sistema legal ===
A Arábia Saudita tem sido muito criticada por seu histórico de desrespeito aos [[direitos humanos]]. As questões que têm atraído fortes críticas incluem a posição extremamente desvantajosa das [[Direitos da mulher|mulheres]] dentro da sociedade saudita, a [[discriminação religiosa]] e a falta de [[liberdade religiosa]] e política. Entre 1996 e 2000, a Arábia Saudita aderiu a quatro convenções da [[Organização das Nações Unidas]] (ONU) sobre direitos humanos e, em 2004, o governo aprovou a criação da Sociedade Nacional para os Direitos Humanos (SNDH), composta por funcionários do governo, para monitorar sua implementação. As atividades da SNDH têm sido limitadas e subsistem dúvidas sobre a sua neutralidade e independência.<ref>{{citar livro|título=A History of Saudi Arabia |último =Al-Rasheed |primeiro =Madawi |ano=2010 |isbn=978-0-521-74754-7 |páginas=250–252}}</ref> A Arábia Saudita continua a ser um dos poucos países do mundo que não aceitam a [[Declaração Universal dos Direitos Humanos]] da ONU. Em resposta às críticas contínuas de seu histórico de direitos humanos, o governo saudita aponta para o caráter islâmico especial de seu país e afirma que isso justifica uma ordem social e política diferente da do resto do mundo.<ref>{{citar livro|título=Sharia Incorporated: A Comparative Overview of the Legal Systems of Twelve Muslim Countries in Past and Present |último =Otto |primeiro =Jan Michiel |ano=2010 |isbn=978-90-8728-057-4 |páginas=168, 172}}</ref>
 
O britânico [[Ziauddin Sardar]], de origem paquistanesa, comentaː ''"O Estado Islâmico sempre existiu, é a Arábia Saudita”''. E continuaː "''Se olharmos para as leis que o ISIS pratica são exactamente as mesmas em vigor na Arábia Saudita (onde as mulheres têm de ter um guardião masculino e andar cobertas, e crimes como a blasfémia são sentenciados como chicotadas ou alguém que tenha cometido adultério pode ser condenado à morte). Só há uma diferença entre o ISIS e a Arábia Saudita, a Arábia Saudita comete as suas atrocidades atrás de uma cortina enquanto o ISIS transforma as suas atrocidades em vídeos do YouTube. O ano passado,'' (refere-se a 2014) ''na verdade, mais pessoas foram executadas na Arábia Saudita [oficialmente, 151] do que pelo ISIS."''<ref>{{citar web|url=https://www.publico.pt/2015/12/07/mundo/noticia/o-estado-islamico-sempre-existiu-e-a-arabia-saudita-1716649|titulo=O Estado Islâmico sempre existiu, é a Arábia Saudita” Ziauddin Sardar, reformista muçulmano, acredita que se um grupo terrorista for destruído outro ocupará o seu lugar. Isto, até se atacar a ideologia na base do extremismo, o wahhabismouaabismo saudita. Riad e os terroristas usam as mesmas leis, diz.|data=7 de Dezembro de 2015|publicado=Público|ultimo=Lorena|primeiro=Sofia}}</ref> O escritor e jornalista argelino [[Kamel Daoud]], tem opiniões semelhantes.<ref>{{citar web|url=https://www.nytimes.com/2015/11/21/opinion/larabie-saoudite-un-daesh-qui-a-reussi.html|titulo=L’Arabie saoudite, un Daesh qui a réussi (A Arábia Saudita, um Daesh que resultou) - em francês|data=20 de Novembro de 2015|publicado=The New York Times|ultimo=Daoud|primeiro=Kamel}}</ref>
 
O [[Departamento de Estado dos Estados Unidos]] considera a "discriminação contra as mulheres um problema significativo" na Arábia Saudita e observa que as mulheres têm poucos [[direitos políticos]] devido a políticas discriminatórias do governo local.<ref name= State2010>{{citar web|url=http://www.state.gov/g/drl/rls/hrrpt/2010/nea/154472.htm |título=2010 Human Rights Report: Saudi Arabia |data=8 de abril de 2011 |publicado=[[Departamento de Estado dos Estados Unidos]] |acessodata=11 de julho de 2011}}</ref>
== Economia ==
{{Artigo principal|Economia da Arábia Saudita}}
[[Imagem:Riyadh Saudi Arabia 10Mar2018 SkySat (cropped).jpg|thumb|Centro financeiro [[Abdullah da Arábia Saudita|Rei Abdullah]] em [[Riade]], a capital e maior cidade do país.]]
 
A [[economia planificada]] da Arábia Saudita tira suas receitas majoritariamente do [[petróleo]]. Cerca de 75% das receitas orçamentais e 90% das receitas de exportação vêm da indústria de petróleo. A indústria petrolífera compõe cerca de 45% do [[produto interno bruto]] nominal saudita, em comparação com 40% do setor privado. O país tem oficialmente cerca de 260 bilhões de [[Barril (unidade)|barris]] (4,1 × 1.010 m³) de reservas de petróleo, compreendendo cerca de um quinto das reservas provadas totais do mundo.<ref>{{citar web|url=http://www.eia.doe.gov/emeu/international/reserves.html |título=World Proved Reserves of Oil and Natural Gas, Most Recent Estimates |publicado=Eia.doe.gov |acessodata=1 de maio de 2010}}</ref>
O governo está tentando promover o crescimento do [[setor privado]] através da [[privatização]] de setores como a energia e as telecomunicações. O país anunciou planos para começar a privatizar empresas de energia elétrica em 1999, que se seguiu à privatização das empresas de telecomunicações. A escassez de [[água]] e o rápido crescimento da população pode restringir os esforços do governo para aumentar a auto-suficiência em produtos agrícolas.
 
Na década de 1990, a Arábia Saudita sofreu uma contração significativa das receitas do petróleo, combinados com uma elevada taxa de crescimento da população. A renda ''per capita'' saudita caiu de um pico de 11.700 dólares, no auge do ''boom'' do petróleo em 1981, para 6.300 dólares em 1998.<ref>{{citar web | url=http://web.archive.org/web/20080226202420/http://www.jica.go.jp/english/global/pov/profiles/pdf/sau_eng.pdf | título=Country Profile Study on Poverty: Saudi Arabia | publicado=web.archive.org }} (archived from {{citar web | url=http://www.jica.go.jp/english/global/pov/profiles/pdf/sau_eng.pdf | título=the original | publicado=www.jica.go.jp | acessodata=26 de fevereiro de 2008 | arquivourl=https://web.archive.org/web/20080226202420/http://www.jica.go.jp/english/global/pov/profiles/pdf/sau_eng.pdf | arquivodata=26 de fevereiro de 2008 | urlmorta=yes }} em 26 de fevereiro de 2008)</ref> O [[Aumentos do preço do petróleo desde 2004|aumento dos preços do petróleo desde 2000]] ajudaram a aumentar o PIB per capita para 17.000 dólares em 2007 dólares, ou cerca de 7.400 dólares ajustados pela [[inflação]].<ref>{{citar web|url=http://data.bls.gov/cgi-bin/cpicalc.pl |título=CPI Inflation Calculator |publicado=Data.bls.gov |acessodata=1 de maio de 2010}}</ref> Tendo em conta o impacto das mudanças reais do preço do petróleo sobre a renda real do produto interno bruto do Reino, o comando - base real PIB foi calculado para ser 330,381 bilhões de dólares em 2010.<ref name="KAPSARC">{{citar web|url=http://ssrn.com/abstract=2110172 |título=The impact of oil price volatility on welfare in the Kingdom of Saudi Arabia: implications for public investment decision-making |publicado=KAPSARC |acessodata=30 de julho de 2012}}</ref>
 
O aumentos de preço do petróleo entre 2008 e 2009 provocaram um segundo ''boom'' econômico, empurrando o excedente orçamental da Arábia Saudita para 28 bilhões de dólares em 2005. O Tadawul (o índice do mercado de ações saudita) terminou 2004 com uma maciça alta de 76,23% para fechar em 4437,58 pontos. A [[capitalização de mercado]] foi de 110,14 % em relação ao ano anterior, situando-se em 157,3 bilhões dólares, que o torna o maior mercado de ações no [[Oriente Médio]]. A [[Organização dos Países Exportadores de Petróleo]] (OPEP) limita a produção de petróleo de seus membros com base em suas "reservas provadas". O nível das reservas confirmadas da Arábia Saudita mostraram poucas alterações desde 1980, sendo a principal exceção sendo um aumento de cerca de 100 bilhões de barris (1,6 × 1010 m3) entre 1987 e 1988.<ref>{{citar web |url=http://www.eia.doe.gov/pub/international/iealf/crudeoilreserves.xls |título=Crude Oil Reserves |acessodata=1 de maio de 2010 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20101122123445/http://www.eia.doe.gov/pub/international/iealf/crudeoilreserves.xls |arquivodata=22 de novembro de 2010 |urlmorta=yes }}</ref> O investidor estadunidense Matthew Simmons sugeriu que a Arábia Saudita está exagerando muito nas estimativas de suas reservas e que em breve poderá apresentar um declínio de produção (ver [[pico do petróleo]]).<ref>{{citar livro
|anooriginal= 10 de junho de 2005
}}</ref>
[[Imagem:AramcoCoreArea.jpg|thumb|esquerda|Sede da [[empresa estatal]] [[Saudi Aramco]], na cidade de [[Dhahran]], a maior empresa petrolífera do mundo.]]
 
A Arábia Saudita é um dos poucos países em rápido [[crescimento econômico]] no mundo, com uma renda ''per capita'' relativamente elevada de 24.200 dólares (2010). O país pretende lançar seis "cidades econômicas" (por exemplo, a Cidade Econômica Rei Abdullah),<ref>{{citar web | url=http://www.sagia.gov.sa/en/business-opportunities/economic-cities | título= Six New Economic cities in Saudi Arabia | publicado=www.sagia.gov.sa }}{{ligação inativa|data=outubro de 2009|url=http://www.sagia.gov.sa/en/business-opportunities/economic-cities}}</ref> que são estão previstas para serem concluídas até 2020. Essas seis novas cidades industrializadas têm a intenção de diversificar a economia da Arábia Saudita e espera-se que aumentem a renda ''per capita'' do país. O rei da Arábia Saudita anunciou que a renda per capita deveria aumentar de 15.000 dólares em 2006, para 33.500 dólares em 2020.<ref>{{citar web | url=http://professional.tdctrade.com/content.aspx?data=Professional_content_en&contentid=917452&w_sid=194&w_pid=836&w_nid=10993&w_cid=917452&w_idt=1900-01-01&w_oid=181&w_jid= | título=Construction boom of Saudi Arabia and the UAE | publicado=professional.tdctrade.com | acessodata=7 de dezembro de 2016 | arquivourl=https://web.archive.org/web/20071011212725/http://professional.tdctrade.com/content.aspx?data=Professional_content_en&contentid=917452&w_sid=194&w_pid=836&w_nid=10993&w_cid=917452&w_idt=1900-01-01&w_oid=181&w_jid= | arquivodata=11 de outubro de 2007 | urlmorta=yes }}</ref> As cidades serão espalhadas pelo território saudita para promover a diversificação de cada região e de sua economia.
== Infraestrutura ==
=== Educação ===
[[Imagem:King saud university entrance.jpg|thumb|Universidade King Saud.]]
 
Quando o Reino da Arábia Saudita foi fundado, em 1932, a [[educação]] não era acessível a todas as pessoas, e era limitada a instrução individualizada nas escolas religiosas em mesquitas nas áreas urbanas. Essas escolas ensinavam leis islâmicas e habilidades básicas de leitura. No final do século&nbsp;XX, a Arábia Saudita possuía um sistema educacional que cobria todo o país, provendo treinamento gratuito da pré-escola até a universidade a todos os cidadãos.
[[Imagem:While pilgrims are performing these rites, Muslims who are not at Hajj are celebrating the Eid al-Adha holiday. - Flickr - Al Jazeera English.jpg|thumb|esquerda|[[Apedrejamento do Diabo]] na cidade de [[Mina (Arábia Saudita)|Mina]]]]
 
A Arábia Saudita tem atitudes e tradições, muitas vezes derivadas da centenária civilização árabe tribal. Esta cultura foi reforçada pela interpretação [[wahhabistauaabismo|uaabita]] austeramente [[Puritanismo|puritana]] do islamismo, que surgiu no século {{séc|XVIII}} e agora predomina no país. As muitas limitações sobre o comportamento e a vestimenta são rigorosamente aplicadas legalmente e socialmente. Bebidas alcoólicas são proibidas, por exemplo, e não há teatro ou exibição pública de filmes. No entanto, o ''[[Daily Mail]]'' e o ''[[Wikileaks]]'' indicam que a família real saudita aplica um código moral diferente para si mesma ("WikiLeaks: ...príncipes sauditas ostentam bebidas, drogas e sexo. Os nobres desrespeitam as leis puritanas em festas para jovens da elite, enquanto a polícia religiosa é obrigada a fechar os olhos.")<ref>{{citar web | url=http://www.guardian.co.uk/world/2010/dec/07/wikileaks-cables-saudi-princes-parties | título= WikiLeaks cables: Saudi princes throw parties boasting drink, drugs and sex | World news | publicado=www.guardian.co.uk }}. The Guardian (7 de dezembro de 2010). Acessado em 9 de maio de 2012.</ref> A expressão pública de opinião sobre questões políticas ou sociais internas é desencorajada. Não existem organizações como [[partidos políticos]] ou [[sindicato]]s para servirem como fóruns públicos.
 
A vida cotidiana é dominada pela observância islâmica. Cinco vezes por dia, os muçulmanos são chamados para a oração pelos [[minarete]]s de [[mesquita]]s espalhadas por todo o país. Como a [[sexta-feira]] é o dia mais sagrado para os muçulmanos, o [[fim de semana]] era [[quinta-feira]] e sexta-feira.<ref name=Britannica/><ref>Sulaiman, Tosin. {{citar web | url=http://business.timesonline.co.uk/tol/business/economics/article697051.ece | título= Bahrain changes the weekend in efficiency drive | publicado=business.timesonline.co.uk }}, ''The Times'', 2 de agsoto de 2006. Acessado em 2 de dezembro de 2013. Turkey has a weekend on Saturday and Sunday</ref> A partir do dia 29 de junho de 2013 o fim de semana foi transferido para sexta e sábado, para melhor servir a economia saudita e seus compromissos internacionais.<ref>"Weekend shift: A welcome change", SaudiGazette.com.sa, June 24, 2013 http://www.saudigazette.com.sa/index.cfm?method=home.regcon&contentid=20130624171030 {{Wayback|url=http://www.saudigazette.com.sa/index.cfm?method=home.regcon&contentid=20130624171030 |date=20141029175552 }}</ref> De acordo com a doutrina wahhabistauaabita, apenas dois feriados religiosos são reconhecidos publicamente, o ''[[Eid ul-Fitr]]'' e o ''[[Eid al-Adha]]''. A celebração de outros feriados islâmicos, como o aniversário do Profeta e o ''[[Ashura]]'' (um feriado importante para os [[xiitas]]), é tolerada somente quando celebrada localmente e em pequena escala, do contrário é proibida. Não há feriados religiosos não-islâmicos, com exceção do dia 23 de setembro, que comemora a unificação do reino.<ref name=Britannica/>
 
=== Esportes ===
[[Imagem:Al-Jawhara2014.jpg|thumb|Torcedores sauditas no interior do [[Estádio Internacional Rei Fahd]], em [[Riade]].]]
Os esportes mais populares são [[futebol]], [[mergulho]], ''[[windsurf]]'' e vela.<ref>{{citar web |url= http://country-facts.com/es/country/asia/198-saudi-arabia/1857-saudi-arabia-entertainment-the-arts-sport-and-cuisine.html |título= Arabia Saudita - entretenimiento, las artes, el deporte y la gastronomía |idioma= es |obra= Country-facts.com |acessodata= 26 de agosto de 2012 |arquivourl= https://web.archive.org/web/20131203004603/http://country-facts.com/es/country/asia/198-saudi-arabia/1857-saudi-arabia-entertainment-the-arts-sport-and-cuisine.html |arquivodata= 3 de dezembro de 2013 |urlmorta= yes }}</ref> O que mais se destaca é o futebol, que já conta com mais de 150 clubes oficiais, uma das [[Seleção Saudita de Futebol|seleções mais fortes do Oriente Médio]].<ref>{{citar web |url= http://es.fifa.com/associations/association=ksa/countryInfo.html |título= Arabia Saudí (KSA) - Información del país |língua= espanhol |publicado= FIFA |acessodata= 17 de junho de 2013}}</ref><ref>{{citar web |url= http://es.fifa.com/worldranking/rankingtable/index.html |título= Clasificación Mundial FIFA/Coca-Cola |editora= FIFA |idioma= espanhol |acessodata= 17 de junho de 2013}}</ref> Outro esporte bastante popular são as corridas de camelo, que acontecem especialmente em festivais culturais locais e são consideradas uma "oportunidade única de encorajar a unidade nacional".<ref>{{citar web |url= http://www.webislam.com/articulos/30937-camellos_y_danzas_del_sable_celebran_patrimonio_saudita.html |título= Camellos y danzas del sable celebran patrimonio saudita |idioma= espanhol |obra= Webislam.com |autor= Hammond, Andrew |acessodata= 17 de junho de 2013}}</ref> Apesar de uma lenta melhora, as mulheres e meninas são proibidas de praticar qualquer tipo de exercícios esportivos.<ref>{{citar web |url= http://www.eltiempo.com/mundo/medio-oriente/ARTICULO-WEB-NEW_NOTA_INTERIOR-12781252.html |título= Niñas de Arabia Saudí podrán hacer deporte en las escuelas privadas |obra= Eltiempo.com |idioma= es |acessodata= 17 de junho de 2013}}</ref><ref>{{citar web |url= http://www.abc.es/20120713/internacional/abci-arabia-saudi-enviara-mujeres-201207121709.html |título= Arabia Saudí enviará a dos mujeres deportistas a los Juegos de Londres |editora= ABC |idioma= espanhol |acessodata= 17 de junho de 2013 }}</ref>