Estação Ferroviária de Quintos

A Estação Ferroviária de Quintos é uma interface encerrada do Ramal de Moura, que servia a localidade de Quintos, no concelho de Beja, em Portugal.

Quintos
Antiga estação de Quintos, em 2016.
Linha(s): Ramal de Moura (PK 173,246)
Coordenadas: 37° 57′ 45,91″ N, 7° 41′ 20,01″ O
Concelho: Beja
Inauguração: 2 de Novembro de 1869
Encerramento: 2 de Janeiro de 1990
Antiga estação de Quintos, em 2016.

HistóriaEditar

Em 1864, foi formada uma comissão técnica luso-espanhola para estudar as ligações por caminho de ferro entre os dois países, tendo-se planeado uma linha desde Portugal até Sevilha por Huelva.[1] Assim, foi assinado um acordo internacional para uma via férrea desde Quintos até à fronteira espanhola, no sentido de Huelva.[1]

O lanço do Ramal de Moura entre Beja e Quintos foi aberto em 2 de Novembro de 1869, enquanto que o lanço seguinte, até Serpa, entrou ao serviço em 14 de Abril de 1878.[2] No entanto, em 1902 foi decretado o Plano da Rede ao Sul do Tejo, o qual suprimiu todas as linhas internacionais planeadas, e introduziu uma nova linha, que seria paralela à fronteira até ao porto fluvial do Pomarão.[1] Estas modificações foram introduzidas por exigência das autoridades militares, que receavam que a construção de linhas férreas internacionais a Sul da Serra de Ossa criasse uma ameaça à defesa nacional.[1] Em 1927, o governo espanhol aprovou o plano para um caminho de ferro desde Gibraleón, perto de Huelva, até à fronteira portuguesa em Paymogo, que serviria para reduzir o percurso de Sevilha a Lisboa, embora esta linha tivesse maior importância do ponto de vista militar do que económico.[1]

O Ramal de Moura foi encerrado em 2 de Janeiro de 1990, como parte de um programa de reestruturação da empresa Caminhos de Ferro Portugueses.[3][4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. a b c d e SOUSA, José Fernando de (16 de Março de 1936). «Ligações ferroviárias com a Espanha: A Linha de Zafra a Villa Nueva» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 48 (1158). Lisboa. p. 165-167. Consultado em 9 de Junho de 2018 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  2. TORRES, Carlos Manitto (1 de Fevereiro de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 70 (1683). Lisboa. p. 75-78. Consultado em 19 de Janeiro de 2014 – via Hemeroteca Digital de Lisboa 
  3. «CP encerra nove troços ferroviários». Diário de Lisboa. Ano 69 (23150). Lisboa: Renascença Gráfica. 3 de Janeiro de 1990. p. 17. Consultado em 23 de Março de 2021 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
  4. CORREIA, Teixeira (4 de Abril de 2010). «Ciclistas pedem ecopista para antigo ramal». Jornal de Notícias. Consultado em 14 de Janeiro de 2014 
 
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