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Fabiana Sugimori
Swimming pictogram.svg Natação Swimming pictogram.svg
Nome completo Fabiana Harumi Sugimori
Estilo 50 m livre
Nascimento 1 de dezembro de 1980 (38 anos)
Campinas,  São Paulo
Nacionalidade brasileira
Clube Tênis Clube de Campinas
Medalhas
Jogos Paralímpicos
Ouro Sydney 2000 50 metros livres
Ouro Atenas 2004 50 metros livres
Bronze Pequim 2008 50 metros livres
Jogos Parapan-americanos
Ouro México 1999 50 metros livres
Ouro México 1999 100 metros livres
Ouro México 1999 200 metros livres
Ouro Mar del Plata 2003 50 metros livres
Ouro Mar del Plata 2003 100 metros livres
Ouro Mar del Plata 2003 100 metros peito
Ouro Mar del Plata 2003 200 metros medley
Ouro Mar del Plata 2003 100 metros borboleta
Ouro Rio 2007 50 metros S11
Ouro Rio 2007 100 metros livres S11
Prata Rio 2007 100 metros peito SB11
Bronze Rio 2007 400 metros livres S12

Fabiana Harumi Sugimori (Campinas, São Paulo, 1º de dezembro de 1980)[1] foi nadadora profissional[2][3] pelo Tênis Clube de Campinas (TCC)[3] até o fim de 2008,[4] competiu na categoria S11 e conquistou duas medalhas de ouro paraolímpicas e uma de bronze, além de diversas outras medalhas e títulos mundiais. É formada em Relações Públicas pela PUCC.[5]

Índice

Conquistas[3]Editar

ParaolimpíadasEditar

Jogos parapan-americanosEditar

Campeonato MundialEditar

  • Medalha de ouro nos 50 metros livres no Mundial de Mar del Plata (2002)
  • Medalha de ouro nos 100 metros livres no Mundial de Mar del Plata (2002)
  • Medalha de bronze nos 200 metros medley no Mundial de Mar del Plata (2002)

BiografiaEditar

Fabiana nasceu prematura com 6 meses e meio, e perdeu a visão pouco depois do nascimento por causa do excesso de oxigênio[6] na incubadora do hospital[1][2] que queimou a sua retina.[7] Esse problema se chama fibroplasia.[7] O olho direito foi totalmente comprometido e o esquerdo reconhece alguma luminosidade.

 
Fabiana Sugimori em treino no Tênis Clube de Campinas para os Jogos Paraolímpicos de Pequim, agosto de 2008

Fabiana frequentava uma escola comum mas também a escola Pró-Visão que ensinava o braille. Através do Pró-Visão[7] e por incentivo da mãe[3] Hilda Sugimori[2] ela começou a fazer natação na Academia Catarina aos três anos e meio de idade.[1][2][7] Fez também dança rítmica e aulas de piano (de 1986 a 1999), aulas de flauta doce e contralto (de 1991 a 1999).[7]

Em 1989 começou a treinar no Guarani Futebol Clube em Campinas, onde ficou por um ano.[7] Depois, transferiu-se para o Tênis Clube onde treina até hoje.[7] Treinava e competia natação com pessoas não portadoras de deficiência visual até os 12 anos de idade.[1] Em 1993, aos 12 anos, disputou seu primeiro campeonato brasileiro com atletas portadores de deficiência.[5]

Em 1996, na Paraolimpíada de Atlanta, Fabiana - ainda com pouco experiência - impressionou na sua modalidade. Em 2000, em Sydney, conquistou o único ouro da modalidade no último dia de competição. Em 2004, em Atenas, Fabiana venceu os 50 metros livres batendo o recorde mundial e tornando-se bicampeã da prova. Formada em Relações Públicas, ela conta com o apoio incondicional da família e dos amigos. A nadadora pretende ainda trabalhar na área escolhida e constituir família.[3]

No último ano em que competiu profissionalmente, em 2008, pesava 50 kg e tinha 1,57 m de altura. Treinava de segunda a sexta, aproximadamente três horas por dia no Tênis Clube de Campinas.[8]

Marcelo Sugimori, seu irmão, é também seu treinador.

Ela tem mais experiência do que eu e a minha função aqui é tentar narrar o que está acontecendo para ela. E assim acalmá-la. Muitas vezes eu não consigo
— Marcelo Sugimori - irmão e treinador - numa entrevista ao Globo Esporte.[9]
 
Fabiana em treino no Tênis Clube Campinas

Parapan-americano Rio 2007Editar

Fabiana conquistou o primeiro ouro paraolímpico para o Brasil. Ela chorou por cerca de dez minutos antes de iniciar,[9] e depois alegou que antes da prova sentiu a pressão de representar o Brasil numa grande competição. O nervosismo, porém, foi só antes de entrar na piscina. Ela venceu os 100 metros livre S11 com o tempo de 1m16s89.[10]

Chorei antes porque bateu um nervosismo. Chorar ajuda a expulsar o estresse. Depois que derramei as lágrimas, conquistei o ouro
— Fabiana Sugimori em entrevista logo após a competição[10]

HomenagensEditar

Multimídia externaEditar

Ver tambémEditar

Referências

Ligações externasEditar