Fernando Maximiliano de Baden-Baden

militar alemão

Fernando Maximiliano de Baden-Baden (em alemão: Ferdinand Maximilian com Baden-Baden; Baden-Baden, 23 de setembro de 1625Heidelberga, 4 de novembro de 1669) foi um nobre alemão, pertencente à Casa de Zähringen, e que foi Príncipe herdeiro da Marca de Baden-Baden.

Fernando Maximiliano
Príncipe-herdeiro de Baden-Baden
Fernando Maximiliano, por Heinrich Liel
esposa Luísa de Saboia
Descendência Luís Guilherme, Marquês de Baden-Baden
Casa Zähringen
Nome completo Ferdinand Maximilian von Baden-Baden
Nascimento 23 de setembro de 1625
  Baden-Baden
Morte 4 de novembro de 1669 (44 anos)
  Heidelberga
Pai Guilherme de Baden-Baden
Mãe Catarina Úrsula of Hohenzollern-Hechingen
Brasão

BiografiaEditar

Fernando Maximiliano era o filho mais velho do Marquês Guilherme de Baden-Baden e de Catarina Úrsula de Hohenzollern-Hechingen.

Após as negociações entre o Cardeal Mazarino e o embaixador Krebs, chanceler do Marquês de Baden-Baden[1] [2] [3], Fernando Maximiliano casa a 15 de março de 1653 na igreja de Saint-Eustache, em Paris, junto ao Hôtel de Soissons, com a princesa Luísa Cristina de Saboia-Carignano, filha de Tomás Francisco, Príncipe de Carignano e tia do famoso Eugénio de Saboia.

Estes casamentos entre príncipes católicos alemães e princesas de Saboia são, então, muito frequentes, com muitos membros da Casa de Saboia a instalarem-se na Alemanha, nomeadamente em Baden onde ocupam cargos oficiais[4].

O seu contrato de casamento, assinado a 15 de março de 1653, está arquivado no Institut de France, entre muitos outros manuscritos importantes.[5].

Deste casamento nasceu um filho, a 8 de abril de 1655, Luís Guilherme, que teve como padrinho o rei Luís XIV. Três meses mais tarde, chamado pelo pai para regressar ao seu país, Fernando Maximiliano esforça-se por convencer a mulher a deixar a glamourosa corte de Versalhes e mudar-se para Baden-Baden. Dada a sua recusa, ele pretende levar o filho, que a mãe pretende educar em França. O marquês consegue, então, através de um nobre de Saboia, retirar a criança do Hôtel de Soissons, residência da mãe.

Apesar deste acontecimento, Luísa Cristina, negativamente influenciada pela mãe, recusa-se a deixar Paris, e o casal permanece separado[6] [7] [8]

O jovem Luís Guilherme acabou por crescer longe da mãe, sendo educado sob orientação da segunda esposa do avô, Maria Madalena de Oettingen-Baldern (1619-1688).

Fernando Maximiliano não chegou a herdar a Marca de Baden-Baden (dado ter morrido antes do pai) mas, nos últimos anos de vida, acabou governou o país em representação do pai, ausente no Tribunal Imperial de Justiça.[9]

MorteEditar

Em outubro de 1669, Fernando Maximiliano acompanhado pelo pai (o marquês Guilherme I), do irmão mais novo (Leopoldo Guilherme) e do seu filho (na altura apenas com 14 anos), vão visitar o eleitor do Palatinado Carlos I Luís em Heidelberga. Este convidou os 4 visitantes para uma caçada e, acidentalmente, a espingarda de Fernando Maximiliano disparou ferindo-o na mão. Os cirurgiões adiaram a amputação da mão e o príncipe, após alguns dias, acabou por não resistir à gangrena e morreu aos 44 anos.[6].

Foi sepultado na igreja da Colegiada (Stiftskirche) de Baden-Baden.

Ver tambémEditar

Ligações externasEditar

ReferênciasEditar

  1. Friedrich Schoell, Liste des ambassadeurs, et autres agens politiques de la cour de France auprès des principales puissances européennes, depuis le commencement des rapports diplomatiques entre elles jusqu'à la Révolution française : suivie de la chronologie historique des ministres des affaires étrangères de France, compilação de François Marie Guérard, A.Pihan de la Forest, 1833, p. 182.
  2. Abraham de Wicquefort, L'Ambassadeur et ses fonctions. Dernière éd., augmentée des reflexions sur les Mémoires pour les ambassadeurs, 1715, p. 48.
  3. François-Alexandre Aubert de La Chesnaye des Bois, Dictionnaire de la noblesse, contenant les généalogies, l'histoire et la chronologie des familles nobles de France, vol. 8 de, Vve Duchesne, 1774, p. 335.
  4. Paul Guichonnet, « L'émigration alpine vers les pays de langue allemande » (pág. 533-576), Revue de géographie alpine, vol. 36, 1948, n° 36-4, p. 566.
  5. Manuscritos do Institut de France: folio 330
  6. a b Frédéric Schœll, Franz Xaver, baron de Zach, Cours d'histoire des états européens: depuis le bouleversement de l'empire romain d'occident jusqu'en 1789, vol. 43, Imprimerie royale et Duncker & Humblot, 1833, p. 46-47.
  7. Johann Hei von Kogenheim, Histoire de l'Empire: contenant son origine, ses progrès, ses révolutions, la forme de son gouvernement, sa politique, ses négociations, & les nouveaux réglemens, faits dans les traités de Westphalie, etc., Wetsteins & Smith, 1733, 492 pages, p. 268
  8. Alfred Graf von Kageneck, « Spanische Adelsfamilien in Südwestdeutschland », Comunicaciones al XV Congreso Internacional de las Ciencias Genealógica y Heráldica: Madrid, 19-25 septiembre 1982, vol. 2, Instituto Salazar y Castro (Madrid), Ediciones Hidalguia, 1983, 1790 pag. 349 ISBN 8400053419.
  9. Gothein pág. 559

BibliografiaEditar

  • (em alemão) Johann Christian Sachs: Einleitung in die Geschichte der Marggravschaft und des marggrävlichen altfürstlichen Hauses Baden, Editora Lotter, Karlsruhe, 1769, Parte 3, Pág. 315–412, Livros Google.
  • (em alemão) Eberhard Gothein, Zwei Episoden badischer Fürstengeschichte. I. Ein unglücklicher Fürstensohn (Markgraf Ferdinand Maximilian von Baden). In: Zeitschrift für die Geschichte des Oberrheins, Vol. 66 (NF 27, 1976), Pág. 543–559 Documento Online.
  • (em alemão) Albert Krieger, Zwei Instruktionen des Markgrafen Ferdinand Maximilian von Baden-Baden für die Erziehung seines Sohnes Ludwig Wilhelm. In: Zeitschrift für die Geschichte des Oberrheins, Band 43 (NF 4, 1889), Pág. 76–89 Documento online.
  • (em francês) Andrea Merlotti, Politique dynastique et alliances matrimoniales de la Maison de Savoie au XVII siècle pág. 239 - 255, Dix-septième siècle, PUF, n° 243 2009/2, 192 páginas ISBN 9782130572626.
  • (em francês) Thomas Nicklas, La Bavière, la Savoie, la France et le choix des princesses au XVII×10{{{1}}} siècle pág. 257-266, Dix-septième siècle, PUF, n° 243 2009/2, 192 páginas ISBN 9782130572626.