Frísios

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Os frísios ou frisões (em latim: frisii) são um povo da região costeira da Frísia, no sudeste do mar do Norte, ao longo do mar Frísio que é situado entre as ilhas Frísias e as costas neerlandesas, alemãs e dinamarquesas. Os governos dos Países Baixos[1] e da Alemanha[2] assinaram, ratificaram e implementaram a Convenção-Quadro para a Protecção das Minorias Nacionais do Conselho da Europa e reconheceram os frísios como uma minoria nacional dos dois países.

Os Países Baixos e a Alemanha não têm registros étnicos oficiais. Em geral, uma pessoa se identifica como frísio quando possui ligações afetivas com a Frísia e as línguas frísias: frísio ocidental (em frísio ocidental: Westerlauwersk Frysk), frísio norte ou setentrional (em frísio norte: Nordfriisk) e (uma variedade de) frísio oriental (em frísio oriental: Aast-Fräisk) que são faladas até hoje. Podemos dividir a Frísia em quatro regiões modernas onde as línguas são oficiais e faladas: a província neerlandesa Frísia, o arquipélago alemão Heligolândia e as regiões alemãs Frísia do Norte e Frísia Oriental.

Os dois países também assinaram, ratificaram e implementaram a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias do Conselho da Europa. Os Países Baixos incluíram frísio ocidental para proteger e desenvolver essa língua na província Frísia;[3] a Alemanha incluiu pelas mesmas razões o frísio norte nas regiões frísias da Eslésvico-Holsácia e o frísio oriental nas regiões frísias da Baixa Saxônia.[4] No estado federal Baixo Saxônia, só a última variedade de frísio oriental (que é Seeltersk) é falada até hoje, no município de Saterland.

Estátua de Pier Gerlofs Donia, combatente pela liberdade frísia.

HistóriaEditar

Os frísios são mencionados pelo historiador romano Tácito em sua obra De Origine et situ Germanorum (c. 98).[5] Tratava-se, ao que tudo indica, de um povo de marinheiros - o mar do Norte, da Bretanha até o leste da Dinamarca, chamava-se, à época, "mar Frísio" (em latim, mare frisia). Pequenos grupos de frísios povoaram as terras ao redor do mar e traços da colonização frísia são encontrados na Inglaterra, na Escócia, na Dinamarca, na Alemanha, na Bélgica, na França, Itália (Frison) na região de Vêneto, Vicenza, (Asiago, Enego) e nos Países Baixos.

O território dos frísios seguia a costa continental do mar do Norte desde a desembocadura do Reno até a do Ems, que era a sua fronteira oriental, segundo a Geografia de Ptolomeu. Plínio, o Velho, registra na sua Bélgica que aquele povo foi conquistado pelo general romano Nero Cláudio Druso em 12 a.C., seguindo-se diversos levantes relatados por Tácito, inclusive o dos batavos. A partir de então, a história dos frísios é obscura até o contato com os reinos merovíngio e carolíngio.

No século V, durante este período de "silêncio histórico", muitos dos frísios juntaram-se à emigração dos anglo-saxões, os quais passaram pelo território frísio para depois invadir a Grã-Bretanha; os que permaneceram no continente expandiram-se para o território recém-desocupado pelos Anglo-Saxões. Por volta do fim do século VI, os frísios ocupavam a costa até a desembocadura do Weser e continuaram a expandir-se no século VII, para Dorestad e até mesmo Bruges. Esta foi a extensão máxima do território frisão, conhecida como a Frísia Magna.

Os frísios converteram-se ao cristianismo por imposição do Reino Franco. São Vilfrido, São Vilibrordo e São Bonifácio participaram da evangelização dos frísios.

Quando os romanos chegaram, várias tribos foram localizadas na região dos Países Baixos, que residiam nas partes habitáveis mais altas, especialmente no leste e no sul. Essas tribos não deixaram registros escritos. Todas as informações conhecidas sobre elas durante este período pré-romano são baseadas no que os romanos, mais tarde, escreveram sobre as mesmas.

O local aproximado (hoje Países Baixos / Holanda) onde as tribos germânicas se assentaram no séc. I. Os limites exatos são desconhecidos entretanto, e H a M em particular, não devem ser considerados como representações exatas.

As tribos mostradas no mapa à esquerda são:

Outros grupos tribais não mostrados neste mapa, mas associado com os Países Baixos:

Ver tambémEditar

ReferênciasEditar