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Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt

Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt
Nascimento 14 de setembro de 1831
Sé (Angra do Heroísmo), Ilha Terceira
Morte 19 de abril de 1907 (75 anos)
Ilha Terceira, Açores
Nacionalidade Portugal Portugal

Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt (Sé (Angra do Heroísmo), Ilha Terceira, 14 de setembro de 1831Ilha Terceira, Açores, 19 de abril de 1907) foi um político e membro da média nobreza portuguesa, foi fidalgo Cavaleiro da Casa Real por alvará de 28 de Abril de 1868 e agraciado com a Comenda da Ordem de Isabel a Católica.

BiografiaEditar

Foi vogal da Comissão Distrital de Junta Geral do Distrito de Angra do Heroísmo e senhor e herdeiro da casa vincular e morgadio que os seus antepassados tinham instituído na ilha Terceira e foi batizado na Igreja da Sé, freguesia da , concelho de Angra do Heroísmo.

Esteve desde sempre ligado à aristocracia da ilha Terceira e foi um grande latifundiário na mesma ilha com terras principalmente na Zona dos Cinco Picos, incluindo a área geográfica onde se situa a Lagoa do Ginjal.

Nas suas terras, numa elevação, ao norte da planície da Achada mandou construir a Ermida de Nossa Senhora do Mato também conhecida como Ermida de Santo Antão ou Santinha do Mato,[1][2][3] que ficou concluída em 1897 que manteve à sua custa. Entre as evocações encontrava-se uma dedicada a Santo Antão por este ser o protetor dos animais e a Santo Isidro.

Era feita uma festa anual em honra do Santo protector, geralmente no dia de São João, em que participavam os donos dos terrenos, os empregados e todas as pessoas convidadas. Eram feitas as marcações com ferro quente com a insígnia do seu proprietário e uma tourada, além deste acontecimento anual, levava a efeito pela ilha Terceira touradas à corda e touradas de praça com touros das suas ganadarias.

Francisco de Paula de Barcelos Machado de Bettencourt foi padrinho de batismo de José Frederico Molungo filho Ngungunhane, último monarca da dinastia Jamine e último imperador do Império de Gaza, no território que atualmente é Moçambique.[4] Como madrinha de batismo teve a condessa de Rego Botelho, D. Maria Sieuve de Meneses esposa de António Maria Holtreman do Rego Botelho de Faria, 1º conde de Rego Botelho.[5]

Relações FamiliaresEditar

Era filho de Diogo Barcelos Machado Evangelho e de Maria Madalena do Carvalhal.

Casou na sua casa situada na freguesia da Terra Chã, concelho de Angra do Heroísmo, na Ermida de Nossa Senhora do Rosário, sufragânea da Igreja paroquial de Belém, Terra Chã, Angra do Heroísmo no dia 7 de Outubro de 1846, com D. Maria Isabel Borges do Canto e Teive de Gusmão, nascida em 1825, de que teve 7 filhos:

  1. D. Francisca Emília do Canto Barcelos Carvalhal, nascida em 1850 e casada com Zeferino Norberto Gonçalves Brandão.
  2. Diogo de Barcelos Machado de Bettencourt, nascido em (8 de Agosto de 1847 -?) e casado com D. Mariana Joaquim Ribeiro de Bettencourt.
  3. D. Ana Isabel do Canto Barcelos Machado de Bettencourt (1 de Julho de 1849 -?), casada com Manuel Basílio Coelho Borges Rocha.
  4. D. Maria Adelaide de Barcelos Bettencourt Carvalhal, casada com José Pimentel Homem de Noronha, que foi presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
  5. Francisco de Barcelos Machado de Bettencourt, que foi padre.
  6. D. Mariana Amélia de Barcelos Machado de Bettencourt, que casou com Francisco de Paula Rego de Meneses Camelo Borges.
  7. Miguel de Barcelos Machado de Bettencourt, casado com Maria Teresa Ferraz de Noronha.

Ver tambémEditar

BibliografiaEditar

  • Memória da Visita Régia à Ilha Terceira, escrito por Alfredo Luís Campos. Imprensa Municipal, Angra do Heroísmo, 1903.
  • Genealogias da ilha Terceira de António Ornelas Mendes e Jorge Forjaz. Vol. VI, Dislivro Histórica, 2007.
  • Genealogias da ilha Terceira de António Ornelas Mendes e Jorge Forjaz. Vol. I, Dislivro Histórica, 2007.
  • Jornal "O Angrense" nº 2782 de 7 de Setembro de 1898, nº 2817 de 20 de Maio de 1899, nº 2869 de 14 de Julho de 1900, nº 2938 de 21 de Agosto de 1903, nº 2939 de 29 de Agosto de 1903, nº 2969 de 30 de Novembro de 1903, nº 2991 de 7 de Junho de 1904, nº 2993 de 2 de Julho de 1904, nº 2998 de 10 de Setembro de 1904, nº 2999 de 24 de Setembro de 1904, nº 3004 de 17 de Novembro de 1904, nº 3012 de 11 de Março de 1905, nº 3021 de 9 de Junho de 1905, nº 3022 de 17 de Junho de 1905, nº 3100 de 16 de Julho de 1908, depósito da Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo. (Palácio Bettencourt).
  • Gonçalo Nemésio, Azevedos da Ilha do Pico, Edição do Autor, 1ª Edição, Lisboa, 1987, página 153.

Referências

  1. Jornal União de 23 de Junho de 1898, página 3
  2. União de 25 de Junho de 1898
  3. As 18 Paróquias de Angra. página 842 de Pedro de Merim.
  4. Genealogias da ilha Terceira de António Ornelas Mendes e Jorge Forjaz. Vol. I página 583 Dislivro Histórica. 2007
  5. Genealogias da ilha Terceira de António Ornelas Mendes e Jorge Forjaz. Vol. IX página 537 Dislivro Histórica. 2007