Futebol em San Marino

O futebol é o principal esporte praticado em San Marino, pequeno país encravado no nordeste da Itália, mais precisamente na região dos Apeninos.[1]

Futebol internacionalEditar

 Ver artigo principal: Seleção São-Marinhense de Futebol

A Seleção de San Marino fez seu primeiro jogo em 1986, contra a seleção olímpica do Canadá, que venceu por 1 a 0.

Porém, a primeira partida oficial da Serenissima, como a equipe é mais conhecida, ocorreu em 1990, contra a Suíça, pelas eliminatórias da Eurocopa de 1992. O jogo terminou em 4 a 0 para os helvéticos. Em 1993, conquistou seu primeiro resultado expressivo, levando em conta as limitações do selecionado: um empate por 1 a 1 contra a Turquia, em Bolonha, válido pelo Grupo 2 das eliminatórias europeias para a Copa de 1994. O destaque foi a atuação do goleiro Stefano Muccioli, que substituiu Pierluigi Benedettini, contribuindo com belas defesas que garantiram o primeiro (e único) ponto da equipe.

No mesmo ano, protagonizou novamente um feito histórico, desta vez contra a Inglaterra: aos 8 segundos de jogo, Davide Gualtieri marcou o gol mais rápido da história das eliminatórias (recorde que permaneceu até 2016).[2] Porém, o English Team fez valer a superioridade técnica e venceu por 7 a 1. Em abril de 2001, o segundo empate na história da equipe, agora contra a Letônia. O resultado, que causou a demissão do técnico inglês Gary Johnson do selecionado báltico, surpreendeu pelo fato de San Marino ter levado 10 gols da Bélgica, em fevereiro do mesmo ano.

A única vitória de San Marino ocorreu em 2004, contra Liechtenstein, graças ao gol do atacante Andy Selva (maior artilheiro da seleção). Desde então, San Marino voltaria a sofrer com a limitação técnica de seus atletas, chegando a levar 13 gols da Alemanha em setembro de 2006, pelas eliminatórias da Eurocopa de 2008, sendo até hoje uma das piores seleções da UEFA e da FIFA.

Em novembro de 2014, San Marino quebrou o jejum de 61 jogos consecutivos com derrotas ao empatar, sem gols, com a Estônia, em jogo válido pelas eliminatórias da Eurocopa de 2016, conquistando seu primeiro ponto nesta fase.

O melhor jogador da história samarinesa é o ex-meio-campista Massimo Bonini, que defendeu a Juventus entre 1981 e 1988.[3]

Clubes de futebolEditar

 
Localização dos clubes de futebol de San Marino.

O futebol clubístico em San Marino é considerado de nível semi-profissional, dominado pelo Tre Fiori, que venceu o Campeonato Sanmarinense em 7 ocasiões. O clube sediado em Fiorentino conquistou ainda a Copa Titano 6 vezes. A maioria das partidas é realizada no Estádio Olímpico de San Marino, que também é a "casa" da Seleção.

Em 2007, o Murata virou notícia ao contratar o experiente zagueiro Aldair, tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994 e destaque da Roma entre 1990 e 2003. A equipe, sediada na capital e primeiro representante samarinês na Liga dos Campeões da UEFA, tentou ainda contratar outro brasileiro, Romário, e até o heptacampeão de Fórmula 1 Michael Schumacher para jogar as fases preliminares da competição em 2008, porém o "Baixinho" alegou problemas particulares e declinou o convite, feito 3 vezes pelo próprio Aldair - embora tivesse dito que aceitaria o desafio; sobre o alemão, o presidente do Murata, Libero Casadei, alegou que houve uma confusão (não era para integrar o elenco, e sim para participar de um evento).

A Copa Titano é a copa nacional de San Marino, e tem como maior vencedor o Libertas, com 11 troféus. Já a Supercopa de San Marino reúne o campeão nacional e o campeão da Copa Titano, com o Tre Penne sendo o maior campeão (2 títulos).

Os clubes samarineses não possuem estádios próprios, mandando seus jogos em locais com capacidade para 1.000 torcedores ou menos. Algumas partidas do campeonato e da Copa Titano são disputadas no Estádio Olímpico de Serravalle, o principal estádio de futebol do país, que também é utilizado pela Seleção Samarinesa, pelo San Marino Calcio (que disputa as divisões inferiores do Campeonato Italiano e também o único time profissional) e também por 4 equipes (Cosmos, Faetano, Folgore Falciano e Juvenes/Dogana).

Ver tambémEditar

Referências

  1. «One Win, 106 Losses, No Traffic Lights». The New York Times. Consultado em 5 de dezembro de 2013 
  2. England. «England v San Marino: Davide Gualtieri never tires of reliving the World Cup night in 1993». Telegraph. Consultado em 13 de outubro de 2012 
  3. «Bonini, San Marino's unsung hero». Site oficial da UEFA. Consultado em 14 de janeiro de 2015 


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