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GLS é o acrônimo de gays, lésbicas e simpatizantes. A expressão foi frequentemente usada no Brasil para definir espaços, produtos, serviços e locais destinados ao público homossexual, como por exemplo, um bar ou "boate GLS". O termo simpatizante refere-se a heterossexuais que não se importam em conviver com homossexuais e simpatizam com suas causas. GLS é, portanto, um conceito referente ao segmento de mercado e a expressão pode ser aplicada para classificar produtos, serviços, espaços, eventos voltados para consumidores gays, lésbicas e qualquer outro que deseje fazer uso destes, ou seja, os simpatizantes.

O termo GLS foi criado em 1994 por Suzy Capó, jornalista, atriz, ativista e empresária, durante os preparativos do Festival Mix Brasil, circuito alternativo de cinema também criado por ela, juntamente com André Fischer [1]. Foi criado como um termo mercadológico de fácil aceitação pelo público do festival de filmes sobre diversidade sexual MixBrasil, e logo adotado socialmente.[2]

A sigla GLS algumas vezes é usada indiscriminadamente como sinônimo para a sigla LGBT, o que é uma impressão. Enquanto o primeiro se refere ao segmento de mercado, incluindo pessoas de qualquer orientação sexual, o segundo tem um caráter político-social, referindo-se ao conjunto das minorias sexuais e identidades de gênero divergente da designada no nascimento.

A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) afirmaou, por meio do menual de comunicação LGBT que o o acrônimo GLS é excludente[3] No entanto, existem iniciativas na internet para o uso da Sigla GLS, como forma de prestigiá-la como um termo legitimamente brasileiro, como a pseudo-DPN .gls.slg.br.[4]

Ver tambémEditar

Referências

  1. Pedro Venceslau (28 de dezembro de 2007). «Especial: André Fischer dispara: "Antigamente os personagens gays das novelas morriam em explosão de shopping"». Revista Imprensa. Consultado em 27 de janeiro de 2015 
  2. Duarte, Marcelo (2001). O Guia dos Curiosos - Sexo. São Paulo: Companhia das Letras. 267 páginas. ISBN 8535901299. OCLC 50861829 
  3. «Manual de Comunicação LGBT» (PDF) 
  4. NIC.GLS (23 de dezembro de 2014). «NIC.GLS». NIC.GLS. Consultado em 20 de abril de 2015 [ligação inativa]